Year End 100: As melhores músicas de 2019 no Asian Pop (25-11)

E chegamos à penultima parte desse Top de virada de ano com as melhores músicas desse top, onde cortamos 15 músicas que tinham muito potencial para entrar no Top 10 mas que, por um ou outro detalhe (a.k.a por vontade minha), acabaram sendo barradas de grupo tão privilegiado. Sem maiores enrolações, vamos para o 25º lugar…

25. CHANMINA – Never Grow Up

A faixa título desse fantástico álbum da CHANMINA é incrível por nada nele servir uma baladinha triste e, assim mesmo, você se sentir totalmente distante ouvindo. Esse jeito sussurrado da cantora/rapper não é novidade pra ninguém (Deve ser um dos primeiros truques que algum cantor com maiores limitações vocais deve aprender), mas ela faz de um jeito tão gostoso e consegue transmitir tão bem a ideia de tristeza/decepção que você sofre junto com ela.

24. Sunmi – LALALAY

Eu amo as coreografias dos drops da Sunmi. São daquelas que me hipnotiza assistindo, ela entrega umas expressões faciais e corporais incríveis e sempre me dá vontade de aprender a dançar que nem ela. Então nesse ritmo eu fico repetindo as músicas por horas tentando pegar os passos, e isso vai crescendo e crescendo dentro de mim até virar uma faixa que guardo no meu coração. E foi assim que Lalalay cresceu na minha playlist e se tornou uma das minhas favoritas da carreira solo da Sunmi.

23. Hashtag – Freesm

Hashtag é um grupo idealizado pela Kan Mi Youn, que foi parte do lendário grupo Baby V.O.X, com a intenção de criar um grupo que segurasse esse legado (Já que o Rania foi ladeira abaixo né). Na maior parte do tempo esse grupo foi bem ruim, mas entre uma bomba e outra elas lançaram essa Freesm, um farofão sensual muito doido onde as coisas vão crescendo e crescendo e botando elementos mais diferenciados quase batendo na porta de outra etnia onde tudo poderia dar muito certo ou muito errado, e felizmente elas deram essa sorte.

22. Brown Eyed Girls – Wonder Woman

“Wonder Woman” é a melhor mistura de “música velha pra agradar coreano” e a fórmula pop disco que consagrou o Brown Eyed Girls, sendo tudo o que a gente pediu para um grupo sumido há 4 anos como elas. “Wonder Woman” não reinventa a roda dentro do catálogo do BEG, mas quando você pega qualquer playlist de Kpop esse ano e compara as músicas dentro delas, “Wonder Woman” aparece com um brilho totalmente especial, como se somente o quarteto pudesse fazer algo assim.

21. Thu Minh – I AM DIVA

Mais um hininho empoderado pra vocês, amados. Eu não tenho muito pra falar dessa música pois eu mesmo acho um popzinho bem padrão com pegada funky e essa Thu Minh arrasando em um clipe maravilhoso e divertido que eleva toda a experiência da música, mas sabe quando o arroz com feijão sozinho já te alimenta muito bem e não precisa de mais nada? É como me sinto ouvindo essa música. I AM DIVA é aquele popzão simples, mas que .e ganha por isso mesmo de tão bem feito.

20. Dream Shizuka – Woman We Are

Caramba, a Shizuka lançou só 1 single e surrou a discografia da Ami de um jeito que nem mais fã levava fé, né. O “4 Feels” é um single que mostra 4 lados diferentes da identidade sonora da Shizuka, e o mais interrssante deles é essa “Woman We Are” sendo basicamente a “Woman” de 2019 (Uma das músicas que fez o ano de 2018 ser brilhante pra BoA e que ficou devendo esse ano), só que ao invés de referências R&B ela serviu um popzão girl power glorioso que poderia muito bem ter caído no colo do E-Girls.

19. Sulli – Dorothy

Já aclamei muito “Goblin” nesse Top 100, mas acho um pecado que muita gente deixou “Dorothy” passar batido. A delicadeza dos vocais da Sulli está no seu auge, como se ela estivesse cantando uma canção de ninar para o ouvinte, e isso aos poucos vai dando um contraste maravilhoso no instrumental, que começa com o piano bem destacado e aí os sintetizadores vão crescendo e desenvolvendo até se tornar uma música mágica. É com essa sofisticação que a Sulli nos presenteou.

18. FAKY – Antidote

O FAKY lançou esse ano uma trilogia de singles com temática “GIRL POWER”, que contou “NEW AGE” (Que, bem ou mal, é só uma demo que a Koda Kumi estava engavetando aí e resolveu compartilhar com o grupo), “Girls Gotta Live” (Que é bem legal e quase entrou nesse Top 100) e uma das melhores músicas do grupo, “Antidote”. E eu sei que vocês kpoppers devem esperar uma nova Why So Lonely todo ano vindo do Kpop (E até rolou com Red Velvet e sua Sunny Side Up), mas foi o FAKY que serviu muito mais e bem melhor o reggae delícia das rádios asiáticas do que qualquer referência reggae na Coreia esse ano.

17. CHANMINA – Like This

“Never Grow Up” é um álbum incrível, e o quão efetivo e variado suas faixas são sem perder a consistência do álbum. Mas nenhuma das faixas me viciou tanto quanto “Like This”, no que acredito que seja o meu reggaeton favorito de um artista asiático até o momento. Nada muito diferente do que os artistas latinos fazem por aqui, mas o que brilha nessa música é justamente a CHANMINA ter pegado a vibe que esse tipo de música precisa ter, como se fosse realmente uma latina servindo sensualidade na faixa ao invés de uma asiática simplesmente surfando na onda. Que 2020 seja um ano tão icônico pra lenda quanto 2019 foi.

16. GeeGu – One Day

Sim, as duas músicas que o GeeGu lançou no ano estão em posições altíssimas nesse ranking, com a b-side quase sendo Top 15 (E que seria Top 10 tranquilo se não tivessem que dar uma ocupação pra rapper e mantivessem a linha house pra fazer carão a música toda), sendo literalmente 100% de aproveitamento com essas safadas. Mas ó: Elas serviram house music pros gays melhor que muita gente, hein, e espero que o meu blog tenha ajudado as lendas a superar a barreira atual de 12 fãs do grupo.

15. Chungha – Gotta Go

Já vem virando tradição o Kpop desovar um hino fortíssimo do início do ano que perdura o ano inteiro e dificilmente fica fora dos maiores músicas no ano. Esse ano tivemos a Chungha carregando essa coroa e, ainda, conseguindo o maior hit da carreira até agora com “Gotta Go”, uma música que transporta a Chungha para uma atmosfera mais noturna e misteriosa, onde ela mostra todo o seu poder e força em uma música que surpreende em quase todo momento.

14. Jolin Tsai – UGLY BEAUTY

Jolin Tsai voltou no finalzinho do ano passado entregando um hino fortíssimo de body empowerment onde ela não somente fala “Ei, você não precisa vestir 32 pra ser bonita”, mas se inserindo na narrativa e mostrando que tudo será motivo para te chamarem de feia, mas que sua autoestima não deve ser abalada pois a sua beleza não é definida pela percepção cruel dos outros. É tudo tão visceral e agressivo que realmente te intimida e instiga a mudança, ao mesmo tempo que não deixa de ser uma faixa pop dance incrível no seu propósito. É esse tipo de genialidade aue faz Jolin ser uma diva única e necessária no pop.

13. TWICE – Love Foolish

2019 foi tão icônico pro TWICE que até nas album tracks as meninas arrasaram. E não somente entregaram músicas boas para compôr álbuns, elas serviram músicas icônicas como “Love Foolish”, uma faixa eletrônica incrível onde os sintetizadores se misturam e se bagunçam entregando uma harmonia única, que causa certo estranhamento num primeiro momento mas dá pra se render facilmente ao ritmo e aos “I love you, love you, hate, foolish” da Chaeyoung no refrão. Um marco pro TWICE e uma das melhores b-sides do Kpop.

12. Chungha – Flourishing

Outra que arrasou nas album tracks esse ano foi a Chungha, que não lançou tanta coisa quanto o TWICE mas ainda valeu muito a pena com o lançamento do seu EP. Minha faixa favorita é a que dá título ao seu trabalho, “Flourishing”, onde ela incorpora de vez sua Ariana Grande interior e lança um trapzão diretamente retirado do Thank U, Next e sendo tão competente. Não dá pra negar que “7 rings” foi um dos melhores singles do pop em 2019, assim como “Flourishing” foi uma das melhores músicas do K-pop nesse mesmo ano.

11. MAX – Parthenon

Quando o MAX anunciou seu retorno ao eurobeat, revivendo o auge do grupo e um dos gêneros marcantes do Japão na era heisei, eu levei muita fé de que isso resultaria em algo totalmente frenético e dramático, com as véias dando a vida delas agora que Namie Amuro não está mais entre nós (E sim em alguma poltrona da casa dela comendo um doritos). “Parthenon” acabou sendo mais que isso, e a cada ouvida toda essa coisa frenética vai ficando cada vez mais empolgante e viciante, como se a energia nunca acabasse ouvindo isso. Eu espero que o MAX não morra de vez depois do último álbum, pois tudo isso merece ser revivido por elas mais uma vez.

E agora só faltam 10 músicas que devem ser postadas nesse fim de semana (Talvez amanhã eu vá passar o dia fora assistindo o filme da menina Frozen lá então só saia no domingo, aguardem calmamente). 7 músicas são coreanas (Sendo uma delas conseguindo a proeza de ser a primeira música de um ato masculino a chegar num Top 10 meu, qual será hein??), 2 japonesas (Japão não serviu tantos bops de Top 10 como de costume pra mim, obrigado por tudo Namie Amuro) e 1 vietnamita (Que foi bem popular esse ano por lá e a cantora até performou em uma premiação que alguns kpoppers podem ter assistido). Se quiserem fazer suas apostas, a caixa de comentários está sempre aberta.

8 comentários em “Year End 100: As melhores músicas de 2019 no Asian Pop (25-11)”

  1. me sentindo #influenciada pelo influencier kpoppeiro concordando com a lista toda até então (as músicas que eu conheço/ouvi, claro, não são todas). love is over e total eclipse (black out) também sendo minhas preferidas dos grupos, e também a quantidade de nugus desconhecidas, além das de twice nas posições certas (!), breathe como um dos melhores debuts de boy group em tempos e a preciosidade, a perfeição, a maravilha que dorothy é (a música que mais marcou meu ano, com certeza). sei que é o teu ranking pessoal e tudo mais, mas me sinto contente de ver duas músicas da sulli no teu top 100.

    beijos e se não tiver dalsoobin no top 10, já fique sabendo que eu retiro tudo o que eu disse.

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  2. Ugly Beauty é maravilhosa, tanto a música como o clipe!

    Nesses tempos de problematizações e interpretações superficiais, eu me pergunto se a Jolin foi criticada por alguém por “matar” sua versão gorda – quando na verdade essa versão nada mais é do que a representação de uma baixa autoestima (daí ela aparecer com rosto triste e com as mãos na barriga, mostrando que o problema não é ela parecer gorda, mas sim que ela não se aceita como é)…

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