GFRIEND morde a maçã e entra na sua era #revamped com “Apple”

Ninguém fora da fanbase deve lembrar que o GFRIEND já teve o seu comeback de 2020 com algo chamado “Crossroads”, afinal essa foi devidamente ofuscada por “Labyrinth” que está disputando o título de melhor B-side do K-pop esse ano com “Tweaks”, do GWSN. Mas o GFRIEND está ligadinho nisso e, para o seu comeback de meio de ano com “Apple”, elas estavam com muita disposição para serem mais memoráveis do que nunca:

“Apple” definitivamente é uma mudança na vida do GFRIEND. Até então o grupo seguia uma mesma nota em todo comeback, que serviu para consolidar um estilo de som (E de imagem, até certo ponto) sutil e inofensivo, mas que já deu o que tinha que dar e não levava mais o grupo para lugar nenhum, então o mais coerente era dar uma chacoalhada nas coisas. A guitarrinha no início da música já introduz o GFRIEND em um novo terreno, algo que elas não tinham explorado e que a gente não esperava ver o grupo lançando, e isso é uma coisa muito boa para um grupo que parecia preso na sua própria armadilha.

O resto da música mantém a ideia sofisticada e sutil do GFRIEND, mas com uma atmosfera muito mais obscura e misteriosa. Eu acho que a guitarra se destacou menos do que eu gostaria durante a música, mas o ótimo refrão e os “wee woo” funcionam muito bem. Os vocais me trazem uma sensação inesperada de provocação, como se as meninas estivessem tentando atiçar a minha curiosidade sobre os novos caminhos que o grupo quer tomar… E elas conseguem. É muito prazeroso ouvir essa música e mais ainda quando estamos falando do GFRIEND, pois agora dá para eu botar as gatinhas de volta no meu radar e prestar mais atenção no que elas podem entregar de agora em diante.

“Apple” cumpre todas as propostas, renova as expectativas e traz um dos melhores singles da carreira do GFRIEND. Porém, o que me deixa com um pé atrás nesse GFRIEND #revamped é que eu já assisti esse filme antes…

Lá em 2017 o GFRIEND aparentou querer mudar a chave em “FINGERTIP”, apostando num ritmo mais forte, intenso e sem muita firula de BFFs que meio que resume os primeiros singles do grupo. Mas a música não teve os resultados esperados e a Source Music voltou atrás lançando alguns dos singles mais esquecíveis do GFRIEND até aqui. Dito isso, “Apple” soa como uma mudança mais definitiva na carreira do grupo, e não acredito que a Source Music vá voltar atrás dessa vez (Ainda mais com o boost de dinheiro que teve esse ano), mas estamos falando de K-pop e de uma empresa de fundo de quintal que se virava com 100 reais e papel crepom até um dia desses, então tudo acaba sendo possibilidade.


Hidden gem: Crème Brûlée

Eu tenho que dizer que o responsável pelos nomes das músicas desse EP estão de parabéns, pois é a tracklist mais fumada e deliciosa que eu já li de um álbum em tempos. Os nomes são melhores até que as músicas do álbum que, mesmo sendo boas, não me cativaram tanto quanto “Labyrinth” comeback passado. A música que eu mais gostei do “Song Of The Sirens” é “Crème Brûlée”, indo pelo mesmo caminho de não ser o tipo de música que esperava ver o GFRIEND lançando (Essa parece mais uma faixa de grupo com um conceito mais cool/good vibes, entendem?) e ser surpreendido. Pelo conteúdo do álbum, “Crème Brûlée” parece ser o tipo de música que não tem meio termo, ou você ama e vira a favorita do comeback ou simplesmente deixa de lado por achar a mais fraca dele, mas se vocês confiam em meu gosto questionável para indicar músicas, então acho que vocês não vão se arrepender ouvindo essa aqui.

15 comentários em “GFRIEND morde a maçã e entra na sua era #revamped com “Apple””

  1. Adorei o sample do Grindr no começo da Crème Brûlée.

    Ótimo comeback, de toda a discografia do grupo só perde pra Fingertip pra mim.

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  2. E não é que o GFRIEND ficou BOM em versão sombria? E parece que dessa vez elas não estão sendo boicotadas por isso, então maravilha!

    O curioso é que com o GFRIEND indo pro lado dark da força e o Apink fazendo a linha “chique e sexy”, o aegyo tá praticamente morto no k-pop, não? É verdade que a maioria das músicas aegyo no k-pop era péssima, mas de vez em quando saía uma ou outra delicinha de escutar, igual essa do Pink Fantasy no ano passado que acabou passando batida:

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    1. (e o que dizer da guria com máscara de coelho tendo versos na música e dividindo o rap sobre reciclar garrafas de plástico? Dasom, Hyeri e ViVi are shook)

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    2. Eu acho que o aegyo não está mais rendendo. O público consome mais esse tipo de conceito. Acho que o máximo que podem colocar é aquela estética animadinha.
      Acho que quem odiava aegyo deve tá feliz. Já que no kpop está virando extinção.

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  3. Nunca imaginaria que Gfriend, com toda aquela aura crente, pueril, dócil e infantil com os shortinhos atochados na raba iriam seguir esse direcionamento.
    Principalmente depois do “fracasso” que foi a fase piranha – Fingertip – e a empresa fingiu que era um delírio coletivo.

    As alternativas são:

    A) A Big Hit vendeu a alma delas para o diabo. (Ficaram endividados com ele, pois só a alma dos 7 cavaleiros do apocalipse não foi o suficiente pra pagar a fama do BTS)

    B) Perceberam que o fandom do DreamCatcher era uma nicho a se considerar, puxando um novo público para elas.

    C) Assim como a SM, viu que o pinkmoney rende, e criou toda essa historinha envolvendo lesbianismos, tesouração e rebuceteio. (com o plus de feitiçaria, satanismo e drogas, pq a familia tradicional tem que colocar esses tópicos no meio LGBT+ sempre)

    D) Viram que esse ano o que ia hitar no verão era pagar de mina dark, gótica suave, filha de bruxas e só surfaram na onda, assim como foi no debut do grupo, quando a moda era parecer uma criança inocente enquanto rebola o rabão e faz pose obscenas/sugestivas.

    Questão do enem 2020 hein.

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    1. Eita, eu acho que são todas as alternativas viu. Principalmente a E.
      PS. Eu morro quando chamam de sete cavaleiros do Apocalipse 😂

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  4. A música não me pegou muito, mas achei o visual bem bonito. Gfriend não era meu grupo favorito, mas observo as meninas de longe. Porque elas já serviram uma coreografias bem bacanas.
    O engraçado é que tem ANOS que o Gfriend deixa nas entrelinhas que iriam mudar o conceito e parece que só agora em 2020 parecem querer mudar? Veremos, pois os últimos lançamentos delas foram bem insossos.

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  5. Confesso que de início eu não curti muito a música, mas agora já tô começando a gostar mais (eu gostei de toda a estrutura dela, mas o refrão não consegue me prender)…

    Porém acho que fez muito bem pro grupo essa mudança de imagem, já tava um pouco saturado os conceitos repetitivos, e é bom que tentar algo diferente, coloca ela no radar de pessoas fora do fandom, tipo eu kkkk…

    Dando aquela divulgada no meu cover, pq sou biscoiteira msm:

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  6. Pra mim a música não é cativante, simplesmente faltou algo. O que mais me chamou a atenção nesse comeback foram as plásticas da Eunha que estão cada vez piores e deixando ela com o olhar assustado e surpreso da esposa do Eduardo Cunha.

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