(Mini) ALBUM REVIEW: BLACKPINK – THE ALBUM

Foram 4 anos de espera, mas o BLACKPINK finalmente lançou seu 1º álbum de estúdio… Ou quase isso, levando em conta o tamanho dele. Já tem muita gente aproveitando tudo que esse álbum oferece e muita gente que já esqueceu que ele existe, mas será que o “THE ALBUM” é tudo isso? Vale todo o hype? Fui ouvir o grande lançamento feminino do K-pop em 2020 para tirar essas dúvidas, e a primeira resposta que tive foi: Não vale não.

Numa primeira olhada já dá pra notar que o “THE ALBUM” é um álbum insuficiente. E nem digo isso pela qualidade das músicas (A gente já chega lá), mas pela quantidade mesmo. Um álbum de 8 músicas que dura pouco mais de 20 minutos parece muito pouco para um grupo do hype do BLACKPINK, e com duas dessas músicas sendo lançadas antes como single, o material inédito é ainda menor. Essa estratégia da YG jogar sempre com o mínimo para o BLACKPINK é uma das coisas que menos fazem sentido para mim, afinal um grupo com a popularidade e relevância global que elas tem acaba sendo bastante explorado com muito material durante o ano, mas não é algo que vou ficar questionando muito pois, bem, dá certo no fim do dia (Elas já venderam 1 milhão de cópias com esse álbum ou estão bem perto disso, né).

Mas ok, mesmo que o material seja pouco, compensa se ele for ótimo, com músicas muito boas e etc., certo? Mas é aí que vem o principal problema do álbum: Ele é o básico do que o BLACKPINK já fez. Seja esse básico coisas que elas só tinham feito uma vez (Como a baladinha emotiva de final de álbum) ou coisas que ninguém aguenta mais (Como as produções assinatura do Teddy que batem ponto em metade do projeto), quase tudo nesse comeback do BLACKPINK vai de encontro com a discografia do grupo de um jeito que não eleva a experiência de ninguém. Elas não são muito melhores (Ou muito piores), só previsíveis para o que se espera do grupo (E isso independe de você amar ou odiar a discografia delas).

Dito isso, o “THE ALBUM” ainda tem seus momentos aproveitáveis. Músicas como “Lovesick Girls” e “Love To Hate Me” são acima da média do grupo, desapega um pouco daquela coisa “atitude e revolução” que estava sendo construída para o grupo até aqui, e um coração mais aberto aceita até “Pretty Savage”, que é a melhor dessas produções mais fora da casinha que o Teddy insiste em fazer com elas. O resto… ou é pouco comentável ou é bem ruim mesmo. E o resultado disso tudo é um álbum bem morno, quase que automático. O “THE ALBUM” merece esse nome, pois reúne tudo de melhor e de pior que o BLACKPINK pode fazer em um único projeto, mas ele ainda consegue soar como se tivessem feito pouca coisa por ele.

O álbum começa com “How You Like That”, primeiro single do álbum, e uma escolha para abrir álbum coerente para o grupo. Toda a estrutura da música, sonoridade, drops e tudo mais já são algo clássico do BLACKPINK, que consagrou o grupo mundo afora e tudo mais. É um single de atitude mas não vai muito além, caindo no típico problema dessa trinca de singles que o Teddy deu pro BLACKPINK: Muito barulho pra causar impacto e pouca… música, o que deixa a coisa toda pouco empolgante. E se “How You Like That” peca por ter coisa demais só pra causar impacto, “Ice Cream” peca numa espécie de extremo oposto: A música é absolutamente nada. O instrumental é insosso, os vocais não são interessantes e a própria participação da Selena não faz muito pela música (Ela passa tão batido na música que é quase como se a YG tivesse adicionado uma quinta integrante pra preencher as linhas em inglês que a Jisoo recusou cantar ao invés de ser uma participação realmente relevante). No final a coisa mais memorável dessa música é a Lisa mandando seu flow tentando arranjar o maior número de rimas para “Lisa” e isso não é uma coisa boa não.

Com duas músicas dessas sendo os dois singles responsáveis para criar hype para O ÁLBUM é claro que as expectativas já estavam lá no chão, e acho que isso ajuda na impressão de que ele melhora com o passar da tracklist. “Pretty Savage”, por exemplo, é mais uma música feita no automático e quase que uma sobra da trinca Du4x/Kill This Love/How You Like That, mas tudo nessa faixa soa tão melhor que é impressionante ver como isso não virou single. Os drops ainda são incômodos (Principalmente no primeiro refrão), mas todo o resto é mais agradável e dinâmico do que o que o BLACKPINK costuma lançar nessa linha. E “Bet You Wanna” surge como o momento mais, digamos, inesperado do álbum. Com um instrumental mais leve e uma energia mais divertida, ouvir essa música dá uma sensação de que elas não só esse grupo que se leva a sério demais no badass concept, podendo brincar com a própria reputação junto com a rapper Cardi B. Sério, uma combinação dessas tinha tudo pra sair um batidão forçadíssimo por todos os envolvidos, mas é uma música que você consegue levar numa boa.

Já estamos na metade do álbum sem muita coisa empolgante nele, mas o jogo vira (Por uma música) com o grande ápice dessa jornada em “Lovesick Girls”. Finalmente uma farofa em que ninguém tenta inventar nada, com o country/EDM dominando a música como se fosse um single do Avicii, as meninas cantando de fato e um refrão bem trabalhado e upbeat, não quebrando o ritmo da música e levando ela para um outro nível. Eu defendo o BLACKPINK ficar lançando esses EDM mais dentro da casinha pois funcionam muito bem para elas e parece ser bem mais confortável e harmônico para o grupo… Mas pelos números eu acredito que a fanbase prefira mesmo atos como How You Like That, então eu só posso aproveitar essa sucessora de As If It’s Your Last como se fosse o ultimo single bom que elas irão lançar mesmo. Já “Crazy Over You” é mais uma faixa que a gente já espera o BLACKPINK lançando, com todo o trap, raps estourados e uma batidinha étnica enquanto elas servem atitude. Já é a terceira música desse tipo no álbum, com “Crazy Over You” sendo a mais esquecível das 3, mas ela ganha uns pontos por eu ter dado umas boas risadas com a cuíca entrando do nada.

Terminando o álbum temos a segunda grande música dele, “Love To Hate Me”. Não acho que essa música pareça tanto assim com alguma faixa do Thank U, Next, como é meio que o consenso da galera que ouviu essa música, mas as batidas do pré-refrão e refrão são boas o bastante para eu curtir a coisa como mais um trap 101 do grupo (Dessa vez o instrumental mais simples favorece a música). O ÁLBUM (já) termina com “You Never Know”, a baladinha padrão da YG e que bate ponto em quase todo álbum, afinal temos que mostrar esse lado mais sentimental e introspectivo em uma música mais lenta. Não sou muito fã de baladinhas fechando álbum pois elas tem que ser MUITO boas para serem memoráveis. “You Never Know” não é lá grandes coisas (Bem esquecível, na verdade), mas acho que é a primeira música mais lenta e emotiva do grupo desde “Stay”, então pelo menos amplia o catálogo de baladinhas do grupo.

“THE ALBUM” é pouco para o BLACKPINK, seja pela quantidade de material ou pela qualidade das músicas, sendo praticamente o BLACKPINK fazendo o básico do que elas já fizeram nas 13 músicas anteriores. Pouca coisa realmente surpreende ou muda minhas opiniões sobre o grupo em si mas, do mesmo jeito que não empolga aqueles que não são tão apegados na discografia delas, é exatamente o que os fãs mais devotos costumam consumir e aclamar do grupo. Então, mesmo sendo pouco, deve ser o suficiente para quem esperou ansiosamente por um álbum de estúdio delas nesses últimos 4 anos.

10 comentários em “(Mini) ALBUM REVIEW: BLACKPINK – THE ALBUM”

  1. O que me surpreendeu nesse mini álbum tbm, foi que de oito músicas, quatro delas são completamente em inglês, e as outras quatro em coreano, porém com boas partes em inglês. Pra mim Blackpink já está muito ocidental e vai continuar assim, eu gosto da maioria das músicas delas, porém sempre espero alguma virada musical. Resta esperar agora o solo da Rosé prometido pra esse ano ainda hein

    Ah, e diferente de vc, eu adorei You never know, tanto pela melodia, quanto pela letra, já que detesto Stay e Hope not, as outras duas baladinhas delas

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  2. Adorei Lovesick Girls, mas ouvindo o álbum a nota é isso aí mesmo_ os fãs preferem a bagaceira de sempre mesmo viu, depois acham ruim quando elas fazem as mesmas coisas, ou não, ja que eles aceitam tudo. Pecado How You Like That ser mais visualizado e feito montagens e Lovesick Girls sendo deixada de escanteio, fala serio!_
    Agora sobre as faixas, eu achei engraçado que quando saiu, eu adorei essa Crazy Over You e não gostei do feat com a Cardi B, e agora inverteu_ Crazy Over You ao decorrer da música vai tipo desanimando pra mim_
    Pretty Savage é legal, mas de tanto os fãs e os outros ficarem direto falando e colocando o ritmo dela nas coisas, eu tô quase deixando de curtir.
    Love Te Hate Me é otima.
    A balada no final, existindo só pra dizer que tem balada_ apesar de ser legalzinha, não é algo que vá ficar ouvindo direto, pois não quero ficar ouvindo tanta música emotiva esse ano não, e sim músicas animadas e pra cima_
    PS. A YG se mostrando cara de pau, e dando um mini disfarçado de álbum foi um nível que não esperava fazerem a essa altura do campeonato. E olhe que pensava que elas conseguindo um alcance maior_ tão maior quanto 2ne1 e BigBang foi um dia, pois o meu medidor de sucesso é meus irmãos e tios saberem um nome de grupo, e eles sabem quem é o Blackpink_ eles iriam ter um certo empenho em mudar as coisas, mas na verdade é a mesma de sempre.

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  3. Voltei depois de assistir o documentário delas na Netflix, mostrou muitos momentos delas em estúdio, e com isso tbm passou muitas músicas não divulgadas, fico me perguntando o que a YG faz com essas músicas…
    Outra coisa que eu achei bem diferente, na época de trainee elas tinham que fazer umas apresentações de avaliações todo mês, e mds, como as bixas dançavam!! Eu fiquei pasma assistindo essa parte e com a Lisa dizendo que ela fazia a maior parte das coreografias, e as outras executavam bem tbm, o que houve que hj em dia são coreografias mais básicas e com movimentos repetidos???

    Eu só sei que o documentário mudou um pouco minha visão sobre o grupo, foi passado como se elas se importassem pra caramba com música, incluindo vários takes da Rosé compondo, e a YG que não está soltando as meninas.

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    1. Menina, acho que não prestei tanta atenção no doc quanto você… hahah Eu vi só umas duas (a que repassou para a Somi – What You Waiting For, outra que a Rosé disse ser composição dela, mas sem letra, só melodia).

      Bom é um documentário, foi filmado com a permissão da empresa, então tenho minhas dúvidas sobre o que é real ou não.
      Idols são treinando em tudo, não só canto e dança, mas imagem, atuação e comportamento…

      Pelo que já li, várias empresas fazem essas avaliações com os grupos, não é só YG. Mas é notável que quando trainees elas eram bem melhores na dança. Acredito que pelo fato delas estarem se esforçando para entrar, e tinha a possibilidade de ser chutada entre um avaliação e outra. As coreografias de hoje são mais repetitivas e fáceis, para ajudar os fãs na memorização.

      Depois de ver o documentário, minha opinião sobre as meninas mudou um pouco.
      Jennie – para mim, não é essa Coca-Cola toda. Eu ainda não entendi o porquê dela ser idol. É inegável, ela estudou canto, dança, é bonita e etc então ela tem a capacidade para ser Idol, mas digo a motivação. No documentário pareceu que ela simplesmente acordou um dia antes da viagem para os Estados Unidos e decidiu que queria ser cantora.

      Jisso – Pareceu esforçada, mas só tava ali. E o pior é que ela nem pareceu direto na tela, Acho isso muita sacanagem com ela.

      Rosé e Lisa – de todas, foram as que mais tinham “motivos” para estar no mundo da música. A Rosé parecia realmente gostar, tanto que a todas as falas dela envolviam estudio ou música. Ela, inclusive, pareceu decepcionada quando falou que no tempo de trainee, estavam mais envolvidas com música e que, agora, com tantas coisas, o único momento que ela tinha, era a madrugada. E a Lisa, dança, que sem dúvida é a especialidade dela.

      Eu as vejo mais como modelos do que cantoras, por isso acho toda interpretação musical delas meio Méh. Nada muito incrível, mas nada muito ruim.

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      1. Lima, sim, entendi seu ponto. Sobre as avaliações, eu já sabia sobre elas sim, mas fiquei impressionada com a diferença, eu não gosto de comparar girl groups entre si, porém a gente sabe que as coreografias delas são mais ‘básicas’ diante de outras. E o fato de ter visto elas dançando antes me impressionou pq por não ser do fandom eu achava que as coreografias eram assim pq já vi blinks dizendo que a Jennie é cheia dos problemas no corpo, ela até fala isso no doc. Sei lá, só fiquei surpresa mesmo de vê-las dançando tanto kkkk

        Concordo com vc nas opiniões sobre as meninas, eu assistindo a parte da Jennie e pensando que não parecia ter motivação mesmo, ela é claramente talentosa, e diferente de alguns, eu acho a presença de palco dela muito boa, mas no final de tudo eu senti como se ela tivesse mais interessada no mundo idol do que na música em si.

        A Jisoo não tem sorte nem no próprio documentário hein, quando acabou a parte dela eu fiquei ‘ué, mas já??’, e no fim das contas eu só entendi que ela queria ser atriz.

        E a Rosé e a Lisa, concordo em tudo o que vc falou, a Rosé até parecia genuinamente triste na parte sobre sentir falta dos dias de trainee por estar mais conectada com a música.

        Como foi um doc com autorização da empresa, tbm fiquei em dúvidas sobre oq era verdadeiro e o que era romantizado pra passar uma imagem de ‘Blackpink maravilhosas e YG vilã’, mas como entretenimento foi até agradável. Tentei assistir um dos filmes dos BTS e não me prendeu assim, serase é porque eu não dou a mínima pra eles? 🤭🤭

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