Year End 100: As 100 melhores músicas do Asian Pop em 2021 (Parte 1)

Enquanto os blogueiros de fundo de quintal já terminaram ou estão encaminhando suas listas de fim de ano, euzinho sou um gay desorganizado e preguiçoso que não conseguiu equilibrar os posts do Top 100 com os posts normais e o trabalho que tenho. Então eu decidi empurrar tudo para 2022 pois, afinal, por que não?! 2021 foi um ano que rendeu muita coisa legal, e não precisa morrer em 2021 mesmo.

Então começa HOJE a minha lista com as 100 melhores músicas do Asian Pop que eu ouvi de 2021. A lista é totalmente pessoal e sem nenhuma pretensão de falar que a minha fave é melhor que a sua (Embora seja) ou algum comentário mais crítico e profissional. São 100 músicas que eu acho ótimas, ficaram na minha playlist e marcaram meu 2021, então acredito que vocês vão curtir essa seleção de milhões que fiz e vou postar durante os próximos dias.

100. Misako Uno – Koi No Wana Shikakemasho

Eu acho uma pena que as meninas do AAA não tenham o mesmo hype que os meninos do grupo, pois dava para a Misako Uno ser uma grande solista pop se rolasse algum empenho em divulgar a gata. Esse cover do Funk The Peanuts foi algo que descobri 2 meses depois do lançamento, por exemplo, é uma graça e ficou adorável na voz suave e doce da Misako Uno, ganhando um arranjo mais pop que eleva tudo a um nível bem fofo e adorável. “Koi No Wana Shikakemasho” é daquele tipo de música que você acha uma gracinha de ouvir, e quando me dou conta já estou cantando junto o refrão e me sentindo feliz. O tipo de cover despretensioso que me conquistou na 1ª ouvida e cresce em cada play, então parabéns para a Misako Uno que acertou no cover e na execução.

99. Red Velvet – Queendom

Em um ano onde muito se especulou sobre o Red Velvet estar morto ou não, o grupo voltou com “Queendom” mostrando que não só estão vivas como conseguem render um hit com uma música bem boa. Claro que não é nada tão marcante quanto as melhores (Ou as piores) músicas que o grupo lançou na carreira, mas “Queendom” é daquele tipo de música fácil de simpatizar que te encanta no primeiro play. E, vamos lá, qualquer batidão EDM para os gays se empoderarem é sempre bem vindo, então não tem como ignorar essa música do Red Velvet aqui. Merece uma menção entre as melhores faixas do ano.

98. Sayaka Yamamoto – Don’t Hold Me Back

Vez ou outra o algoritmo do YouTube me recomenda alguma ex-algum grupo idol servindo popzão 2000 como se ainda fosse algo que o Japão se importasse hoje em dia, e a gostosa da vez é a ex-AKB/NMB48 Sayaka Yamamoto servindo essa música que Namie Amuro lançaria em 2008 ou Tomomi Itano lançaria na época que tentava ser uma diva pop, e isso sempre é um elogio. Eu gosto de como a Sayaka se referencia muito bem nessa persona de diva pop poderosa que não precisa de mais de 100 reais para entregar performance, e esse batidão é uma delícia. Com um vocal mais potente essa música valorizaria muito e ganharia mais posições nesse top, mas vale a pena conhecer a Sayaka com “Don’t Hold Me Back”.

97. Lisa – LALISA

O mundo resolveu acreditar que aquela porcaria de Money é uma faixa melhor que merecia ser um smash hit, mas estou aqui para defender LALISA não só como uma ótima faixa da Lisa como o melhor mina fodona concept do BLACKPINK na carreira. “LALISA” mostra toda a personalidade e atitude da Lisa com um rap bem divertido e, huh, forte mostrando a Lisa como gostosona do BLACKPINK mas que, ao mesmo tempo, não se leva tão a sério assim. Tem algo em “Lalisa” que eu acho camp e me conquista, e os “Lalisa love me” acabam sendo tudo para mim. É, gente, eu não sou esse hater todo de BLACKPINK que aparento ser no blog.

96. LiSA – Akeboshi

Se a Lisa dos kpoppers garantiu uma vaga no Top 100, a LiSA dos otakus também não fez feio e entregou ótimas canções para coroar seus 10 anos de carreira. A cereja do bolo para mim foi “Akeboshi”, tema da 2ª temporada de Kimetsu no Yaiba que parece estar com bem menos buzz do que o auge mas não impediu a seiyuu de lançar o estilo que mais gosto dentro desse nicho de anisongs que é esse metalzão misturado com orquestra dando todo um impacto e elegância para a música. Se você é um otaku véio de guerra talvez essa música não seja tão novidade para você, mas como é raro eu parar para ouvir ou assistir os animes do momento, essa da LiSA garantiu uma vaga no Top 100.

95. TAEKO – Queen Bee

Se a Kalen Anzai é a aposta da avex para ser a nova Ayumi Hamasaki, seria essa TAEKO a aposta da gravadora para ser a nova Koda Kumi? Deram um top de brechó, um shortinho e falaram “Se vira aí” para a gata, me lembrando que foi assim que Koda Kumi construiu carreira (Além da TAEKO servir vocais nessas músicas de grande gostosa que nem a Kumi). Enfim, se ela tem 20 reais e um sonho, pelo menos serviu nessa “Queen Bee” uma música melhor que tudo que a Koda Kumi lançou esse ano, misturando música tradicional com pop bitch e servindo um dos grandes “YASSS” do ano. Que ela hite horrores e o Japão pare de desovar solistas low profile a rodo para voltar com o movimento de piranhonas japonesas no topo.

94. AI – Aldebaran

Baladinhas no piano não são ruins, mas acabam enchendo o saco com a quantidade de atos não muito impressionantes apostando nessa coisa safe sem vocais que elevem a coisa toda. A AI, por outro lado, tem o timbre mais marcante do J-pop e um dos vocais mais bonitos do asian pop, então “Aldebaran” sai da bolha de balada básica e vira uma linda canção onde me dá muito prazer em ouvir, além da adição de coral e instrumentos que quase vira uma música gospel pronta para acabar com a carreira da Ana Paula Valadão. “Aldebaran” é simples, mas extremamente charmosa e uma das melhores baladas da AI em anos.

93. Ben – Come & Talk

O kpopalypse descreveu essa aqui como “Uma balada cafona da Whitney Houston nos anos 90” e eu fui ouvir pela curiosidade para concordar que parece mesmo uma baladinha retrô que a Whitney botaria em alguma soundtrack por aí. Porém, diferente do Kpopalypse que achou essa música um lixo, eu simplesmente fiquei encantado com essa música e em como os produtores fizeram os vocais dessa Ben combinarem tão bem com a melodia romântica e suave da música. E quando o saxofone entra no final da música eu pensei “Eles REALMENTE sabem o que estavam fazendo aqui”, então acho que essa é uma das melhores baladas melosas que o K-pop proporcionou esse ano.

92. R3H4B x Jolin Tsai – Stars Align

Eu queimei tanto a língua com essa aqui. No início “Stars Align” é só uma farofa edm como qualquer outra e, apesar dela ainda ser uma farofa como qualquer outra, foi tão boa de ouvir enquanto eu lacrava jogando League Of Legends que acabei criando uma afeição bem grande pela música. “Stars Align” não é tão icônica quanto “EGO-HOLIC” (A Jolin nunca vai conseguir uma colaboração tão boa, aliás), mas é de longe a melhor farofa de Summer Eletrohits que a Jolin Tsai lançou com esses DJs ultimamente (Além do R3H4B ser o DJ mais gostoso que ela já colaborou também). Acertou de novo, Jolin.

91. Billlie – Ring x Ring

Esse debut foi o maior divisor de águas que eu já vi em termos de debut no K-pop, com uma massa achando essa a maior porcaria em anos de K-pop e uma massa achando que revolucionou o K-pop e que o Billlie merece ser a nova mania da galera. Eu já vou ainda mais além e admiro a audácia de “Ring x Ring” em honrar o legado de “Red Light” do f(x) com um farofão industrial de primeira linha servindo conceitualidade e, ao mesmo tempo, um popzão de qualidade. Para mim, “Ring x Ring” é um dos debuts mais empolgantes do K-pop em anos, e espero que essas meninas aconteçam no K-pop como girlgroup de segundo escalão que todo mundo ama mas ninguém é fã.

90. Chungha – Killing Me

Um dos grandes erros de “Bicycle” como single é que (Além de ser muito ruim) não reflete o grande feito da Chungha como artista, que é transformar uma simples música pop em um grande bop. “Killing Me” não reinventa a roda, mas a Chungha sabe fazer dessa música algo encantador, e os sintetizadores que separados são manjadíssimos, juntos formam uma bonita melodia que intensifica toda a melancolia da Chungha com essa música. “Killing Me” traz em mim todas as emoções que tenta acordar, e isso já faz desse outro grande destaque da carreira da Chungha.

89. TRI.BE – Would You Run

TRI.BE ainda não vingou como a coisa mais quente do K-pop no mundo que o Shinsadong Tiger quer, mas poderia ter vingado com a deliciosa “Would You Run” que é um dos poucos farofões dessa geração mais preocupados em servir carisma do que atitude e, olha só, dá mais certo que as farofas de mina fodona pau moles dos últimos anos. A desacelerada do pré-refrão é genial e o refrão extremamente divertido, combinando muito com esse pop tribal do TRI.BE mirando em alguma cultura quentíssima e pronta para ser apropriada. Eu fui tribalizado com esse comeback, e espero que o TRI.BE continue tão divertido e carismático em 2022.

88. (G)I-DLE – Last Dance

Eu sei que a maioria de vocês acha “HWAA” a melhor música do (G)I-DLE no ano mas eu mesmo não ouvi muito tempo depois que lançou não. Já “Last Dance” sobreviveu horrores na minha playlist porque eu sou uma gay mais básica e fico mais feliz com esse farofão house de boate que já bota uma plataforma e um shortinho de vinil no meu corpo para eu fazer carão e arrasar no voguing. O GrooveRoom é muito bom nesse estilo de farofa, e o (G)I-DLE soltar a mão da Soyeon fez bem para elas, pois “Last Dance” soa fresh e diferente da direção que o grupo estava tomando. Um grande single especial para aquele aplicativo que ninguém liga.

87. KEEMBO – Inside

A parceria do KEEMBO com o Sweetune acabou rendendo um full album, e “Inside” é um dos grandes acertos da dupla de ex-SPICAs até aqui. O pop meets disco é um clássico das produções do Sweetune e da 2ª geração do K-pop, e os vocais da Boa e Bohyung mais contidos e respeitando a suavidade da música resultaram em uma faixa matadora, daquelas que ouço sem pretensão e saio admirado com a coisa toda. “Inside” é uma faixa que me acerta em cheio tanto pelo fator nostalgia quanto pela qualidade, pois tudo envolvendo essa música é muito bom.

86. Hwasa – I’m a B

Essa fórmula de música pop da Hwasa pode ter enchido o saco para um pessoal aí (Incluindo a Coreia que nem se importou tanto assim com esse comeback), mas ainda é um popzão rápido e crítico da Hwasa ainda é algo certeiro para mim. “I’m a B” é uma faixa dinâmica que não me deixa respirar do início ao fim, com a Hwasa botando sensualidade e intensidade a todo momento em que se reafirma como a fodona, num instrumental bastante eficiente para os vocais sussurrados/gemidos da lenda. Uma hora esse pop Hwasa deve bater com menos força em mim, mas por enquanto ainda é bastante eficaz como um bom K-pop deve ser.

7 comentários em “Year End 100: As 100 melhores músicas do Asian Pop em 2021 (Parte 1)”

  1. Adorei essa Taeko, não sou tão próxima dos lançamentos japoneses, mas que música bacana. E gosto como você é fiel a seus gostos, botando Ring X Ring na lista! ❤( concordo com você também)
    Estando aqui tradicionalmente acompanhando os lançamentos como nos anos anteriores.
    PS. Pior que nem caiu a ficha ainda que estamos no ano novo ainda, nem vi as listas de melhores coisas do ano, começando por ti agora.

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  2. “Porém, diferente do Kpopalypse que achou essa música um lixo”
    O Kpopalypse acha todas músicas um lixo, acho que na verdade é um hater de kpop

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  3. “Que ela hite horrores e o Japão pare de desovar solistas low profile a rodo para voltar com o movimento de piranhonas japonesas no topo.” eu reivindico essa energia 🙏🙏

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  4. Achei legal ver a Sayanee na lista, “Don’t hold me back” é uma farofa muito boa mesmo, embora eu não tenha dado muita atenção quando ouvi pela primeira vez, ver agora na sua lista abriu-me os olhos (ou melhor os ouvidos) a ela. Agora o que realmente me chocou foi ver o Billlie tão baixo assim na lista pois eu faço parte daqueles que acha que Ring x Ring foi a música mais revolucionária da história e que o grupo como um todo merece muito hitar com a bolha de gays mais alternativas e diferentonas. Amei muito essa música, foi meu K-pop favorito do ano (o que não quer dizer muita coisa, além de eu ter ouvido pouco K-pop no ano).

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  5. Muito bom fazer parte do seleto grupo que soube apreciar Ring x Ring. Billie sentará ao lado do GWSN (que pena para elas, que bom para mim).

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