Arquivo da categoria: K-Music

A coisa menos brilhante do retorno da Park Bom é a música “Spring”

Tudo bem, o comeback da Bom aconteceu, todo mundo ficou emocionado ouvindo a voz de anjo do Kpop em uma música nova (Onde curiosamente parece mais saudável do que na época do 2NE1), surpreendeu a todos com o hit e tal. Mas agora que o hype já passou e ela foi tombada aleatoriamente pela BAEK YERIN (!!!) lançando música depois de 3 ANOS (!!!!!), eu posso comentar aqui que não achei “Spring” grande coisa sem a mínima possibilidade de 200 fãs da gata saírem do nada pra me linchar na internet, né?!

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Sunmi se transforma em um monstro das redes sociais para render likes e RTs em “Noir”

Sunmi lançou esses dias o single “Noir” antes de começar a sua “WARNING TOUR”. Num misto de “presente pros fãs” e “single pra turnê”, Sunmi traz a crítica social em torno do novo jeito de vida que as pessoas vem adotando com esse seu novo single, mas a crítica é bem mais consistente e menos superficial do que se pode imaginar com um tema desses:

O impacto de “Noir” não está exatamente na música. Embora a letra seja mais sóbria e crítica, a produção e o conjunto da obra remetem muito ao que ela já tinha feito no seu último EP “WARNING”, trazendo toda aquela ideia de pop intenso e melódico trabalhado em “Siren” só que de um jeito mais, digamos, sério. Pelo contexto em que “Noir” se encontra, faz muito sentido a música desse jeito: Ela não foi promovida na Coreia, sendo, basicamente, um single especial para a turnê mundial que Sunmi está fazendo, então “Noir” existe mais para deixar ainda mais explícito os novos rumos e sonoridade que Sunmi adotou como próprios dela (O que não é mentira, dentro do Kpop em si) do que ser um highlight na carreira dela.

Mas, como disse antes, não é na música que Noir tem seu impacto, e sim no MV recheado de crítica social e vulnerabilidade por parte da cantora. Muitos artistas vem mostrando maior preocupação em passar uma mensagem e serem relevantes, socialmente falando, mas poucos conseguem ir tão fundo à ponto de convencer que estão realmente interessados em ttazer um insight positivo para aqueles que os acompanham. Claro, nem toda crítica feita precisa do artista se inserindo como parte da situação em que critica, mas é muito interessante quando o artista se mostra vulnerável e fora da persona de ídolo que possui, conseguindo trabalhar isso à seu favor e transformando em arte. E, no caso de “Noir”, uma arte bastante atual, já que o MV retrata Sunmi como uma “attention seeker”, uma pessoa viciada em ter atenção nas redes sociais e algo que não foge muito da realidade da própria Sunmi na indústria (A própria ironiza a existência de “Noir” enquanto ela, como figura pública, precisa de fato dessa atenção e engajamento).

No MVSunmi faz de tudo pelos likes, RTs e seguidores, vendendo lindas e impactantes imagens para receber sua validação online. Isso começa com coisas simples e de pouco risco, como postagens fakes de paisagens e fotos #NoFilter sendo claramente manipuladas, mas, conforme ela vai saboreando e se deliciando com os corações que recebe, mais ela sente a necessidade de se expor ao público, se colocando em situações perigosas e com risco de vida apenas pelo espetáculo que ela vai entrrgar para os seus seguidores. Chega um ponto no MV em que Sunmi deixa de ser ela mesma para viver a persona que criou na internet, e os momentos de crise e conflitos internos começam a ser mostrados.

Porém, diferente do esperado, Sunmi não entrega uma solução para isso de forma que ela saia sã no final do MV. Pelo contrário, Sunmi termina o MV abraçando mais uma vez a sua persona “attention seeker” em uma espécie de “caminho sem volta”. No início do MV ela aparenta estar feliz e não ligando muito para as consequências, mas depois ela nota que destruir a sua essência a troco de agradar os outros não faz bem para ela. Porém tudo parece tão fora de controle e tão enraizado na vida dela que é mais fácil seguir jogando o jogo em que ela mesma se meteu, pois ela se expôs tanto que tudo que acontece com ela se torna um espetáculo que seus seguidores necessitam ver (E que ela sente necessidade de mostrar). É quando ela de ser  manipuladora e se torna mais uma manipulada.

Tenho para mim que “Noir” não critica a existência dos viciados em atenção em si, mas a forma em que as coisas se desenvolvem no mundo virtual. E isso vai além dos criadores de conteúdo, atingindo também o público geral, suas preferências de consumo e o que elas exatamente consideram entretenimento hoje em dia. “Noir” não me mostra que querer atenção nas redes sociais seja um problema, desde que seja de forma saudável. Afinal antes de ser interessante para os outros, você tem que ser interessante para si próprio e não deixar que o que vem de fora dite o que você faça. Se o show precisa continuar, Sunmi quer que você tenha o controle dele para não ter um final ruim.

Hwasa finalmente debutou solo e com muito potencial para mostrar em “TWIT”

Hwasa finalmente fez o seu debut solo na semana passada. Diferente das outras colegas de grupo, que lançaram solos em meio a um projeto sazonal que o Mamamoo fez no ano passado, Hwasa debutou com mais projeção de início de carreira solo mesmo, afinal se fosse para apostar em uma integrante do Mamamoo para vingar como diva pop, Hwasa é uma opção segura para qualquer investidor. A prova disso pode ser vista com a ótima “TWIT”:

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Hyomin melhora seu jogo com a divertida porém não muito memorável “Allure”.

Depois de uns singles não lá tão impactantes na vida de ninguém, Hyomin está de volta lançando (finalmente) seu novo mini álbum “Allure”, com o single principal de mesmo nome. E mesmo sendo mais divertida, “Allure” não é lá muito mais forte que os pré releases do EP:

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Loona traz o brilho musical e conceitual que se espera do grupo desde sempre com “Butterfly”

Loona finalmente está de volta com o relançamento do seu EP de estreia (Que se transformou em um full album já que temos 12 faixas no X X). Para a nova title track “Butterfly” a promessa era de entregar algo que nenhum girlgroup tinha feito até então, e com música e MV em mãos podemos ter a certeza de que: Elas cumprem com louvor.

 

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Com “No”, CLC tenta agradar o público não querendo agradar o gosto de ninguém.

Depois de ver suas colegas mais novas vingarem com farofinhas pop e assistir uma demo destinada para elas fazer sucesso com outro grupo de novatas no ano passado, CLC está de volta com mais uma tentativa de agradar o público e finalmente hitar na Coreia… Ou não, já que elas não estão afim de agradar o conceito favorito de ninguém com “No”:

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Perdendo o status de tio de Gangnam Style, PSY passa a adotar desabrigados para sua nova empresa

PSY é uma figura conhecida mundialmente por conta do fenômeno Ganganam Style, que entre 2012 e 2013 encheu o saco de casas ao redor do mundo com pessoas empolgadíssimas vendo um tiozão coreano fazendo a dança do cavalo e cantando sobre a vida frenética de Gangnam enquanto a fanbase passava raiva falando que isso “não é kpop de verdade” nem “representa o verdadeiro kpop” (Pois é, o pedantismo da fanbase já vem desde antes de EXO e BTS serem uma coisa e armys e exo-ls disputarem quem é mais insuportável na internet). Mas os anos passaram, a febre de Gangnam baixou para dar lugar ao Despacito e a vida seguiu, com o PSY saindo da YG no ano passado depois de 8 anos para fundar sua própria empresa. Esse ano a empresa finalmente ganhou forma, e a “P-nation” anunciou seus primeiros contratados nos últimos dias: Jessi, Hyuna e o namorado da Hyuna que nunca sei o nome mas sempre parece com cara de quem precisa de um remédio urgente.

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“Born Again”, de seja lá quem esteja cantando no lugar da Tiffany Young, é mais uma adição legalzinha no catálogo da cantora

Tiffany Young anunciou seu primeiro EP “Lips On Lips” para o dia 22 de fevereiro. Na última sexta feira ela lançou, junto com o anúncio, o primeiro single “Born Again” (Isso quer dizer que Over My Skin e Teach You viraram tão temidos BUZZ SINGLES? CL, amiga, parece que temos visita), e com ele veio uma nova sonoridade que ainda não tinhamos visto a Tiffany lançar sozinha.

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