Eu não tinha nenhuma esperança no debut (Ou redebut, depende de como você encara a situação) do ARTMS com o álbum <Dall>, mas “Virtual Angel” é uma faixa TÃO BOA que restaurou a minha fé no grupo a ponto de ouvir o álbum e ver se está tão bom quanto a title (Ou tão meh quanto os pré-lançamentos). Então eu ouvi o “Dall” e me sinto preparado para fazer a review do álbum no blog. Será que ele me emocionou ou me espantou? Você, leitor, descobre agora:

Artista: ARTMS
Álbum: <Dall>
Lançamento: 31/05/2024
Gravadora: Modhaus
Nota: 69/100
Era de se esperar que “Dall” faria MUITAS referências ao que o Jaden Jeong fazia no Loona. Eu mesmo não tenho muito apego aos EPs do grupo mas consigo notar muitas músicas aqui que encaixariam perfeitamente na ideia que o Jaden tinha com o Loona, então imagino que os fãs mais hardcore do grupo tenham entrado em um orgasmo nostálgico ouvindo faixas como “Sparkle” e “The Hitchhiker’s Guide To The Galaxy”, além da própria faixa principal “Virtual Angel” que grita tudo que deu certo no Loona. Acredito que o Jaden via realmente o Loona como O grande trabalho da carreira como produtor mas impecilhos de bastidores que culminaram nele sendo chutado da Blockberry Creative devem ter deixado ele meio puto vendo o seu trabalho incompleto ser conduzido da forma mais porca possível. Assim, o ARTMS surge como uma oportunidade dele reerguer tudo que ele tinha pensado para o Loona lá em 2018/2019.
O álbum em si mostra que o Jaden tem muitas ideias para o ARTMS, desde coisas que poderiam ser feitas para o Loona até conceitos mais inusitados que tem potencial para o desenvolvimento do ARTMS enquanto projeto próprio. Em especial, as faixas com pegada mais dark como “Distress” e “Birth” mostram que essa maricona ainda tem muita lenha para queimar, e isso é ótimo para o grupo. “Dall” passeia por diferentes intensidades e humores sem necessariamente perder o fio condutor de faixas eletrônicas e sintetizadas, cada faixa se torna imprevisível dentro do álbum e pode te surpreender ouvindo. Tem momentos nele que a surpresa é positiva… E tem momentos que é negativa (Mais do que eu gostaria, inclusive).
O que derruba o “Dall” comigo é que eu encarei muita filler enquanto ouvia o álbum, especialmente na segunda metade dele. Apesar de ser um álbum com uma atmosfera mais etérea bem definida, ele explora diversas sonoridades que se encaixam na visão do ARTMS como um grupo mágico que vem de outra dimensão/galáxia para ser a grande novidade do K-pop. Isso é emocionante, intrigante e empolgante até “Flower Rhythm”, mas depois é um festival de faixas mais inconsistentes que simplesmente não seguram a minha atenção. Acho que a única faixa que definiria como ruim é “Air”, mas o “Dall” vai simplesmente se tornando desinteressante a medida que o álbum vai se desenvolvendo.
A minha avaliação no geral é que “Dall” é um álbum bom, mas não tão bom. Dá para ver que tem muitas ideias legais nele mas é mais um exemplo de álbum de K-pop que funcionaria melhor como EP, pois se perde na intenção de querer mostrar mais que um álbum de 30 minutos consegue suportar. Essa coisa mais imprevisível que o álbum carrega, onde cada faixa possui uma própria identidade e representa uma mudança significativa dentro da tracklist, é interessante, mas me incomoda como o álbum não tem fôlego para segurar essa vibração e excitação até o final depois que o fator surpresa passa. Isso não impede o “Dall” ter seus destaques, mas é um álbum que demonstra mais potencial do que execução.
Faixa a Faixa
O álbum começa com a intro “url”, que é ótima. A intro é descrita como “um ritual para introduzir a faixa principal ‘Virtual Angel'”, o que faz muito bem mas acho que a produção aqui parece querer me falar que é mais que isso, especialmente pela banda bem destacada e dá uma característica própria para “url” em meio ao full synthpop que é “Virtual Angel”. Não seria surpreendente se essa intro aparecesse em sua forma “completa” em um futuro comeback do ARTMS. A seguir temos a faixa principal “Virtual Angel”, que segue sendo um deleite. A introdução dessa música é revigorante e traz aquela magia de um grande e especial pop mais eletrônico e sintetizado, assim como a suavidade da produção e dos vocais que é tão encantadora que é impossível odiar e não ouvir de novo. “Virtual Angel” resume e joga para o mundo a visão do Jaden de tudo que o Loona deveria ter sido enquanto grupo de 12 pessoas, e isso é fascinante.
“Sparkle” é a 1ª album track do Dall, uma música pop mais doce com uma batida mais seca conduzindo a coisa toda. Acho a música como um todo bem segura, as partes que eu mais gosto são quando faz a música ir para um lado mais etéreo do que descolado (O pré-refrão e a ponte), mas é tudo feito de um jeito que é fácil de ouvir e curtir. Não me deixou uma grande impressão logo de cara, mas não deixa de ser uma boa canção. “The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy” faz jus ao nome único e é uma música com um brilho único e melodia audaciosa, que nos leva para o belo e encantador universo do ARTMS. Adorei as inserções do bass nessa música, são imprevisíveis e marcantes no meio dos versos mais “calmos” sustentados pela delicadeza das meninas cantando. É uma faixa onde você espera o inesperado, e sai muito feliz com o resultado final. A melhor música do álbum depois da faixa principal, para mim.
A seguir temos a trinca de pré-lançamentos que referenciam o próprio grupo. Ou, mais precisamente, os lançamentos solo/de unit delas. “Flower Rhythm” é a melhor das 3, pois o Jaden deve ter escutado muito que a intro do EP da Heejin merecia ser uma música completa e, felizmente, atendeu o desejo dos fãs. Esse pop mais eletrônico e cheio de adrenalina faz eu ligar “Flower Rhythm” mais a algo que o ODD EYE CIRCLE lançaria, o que não é uma reclamação e me faz curtir mais e mais a cada play. Já as outras duas são fillers: “Candy Crush” aposta no sentimento e energia mais cadenciados e românticos de um clássico city pop, o que é legal no papel mas não brilha tanto na prática, e “Air” basicamente joga fora tudo de legal em “Air Force One” e segura o gancho principal para conduzir um fillerzinho de verão. Se tem algo positivo aqui é que essa sequência parece menos cansativa dentro do álbum do que na fase de pré-lançamentos, mas acho que o Jaden poderia ter se mamado um pouco menos e procurar demos mais opulentes para lançar aqui, especialmente para substituir “Candy Crush” e “Air”.
“Unf/Air” pelo nome sugere ser algum contraponto de “Air”, mas é uma faixa tão focada em ser bonitinha e vibing quanto. O instrumental é bem mais fofinho em comparação, mas acho que falta um pulso a mais para “Unf/Air” funcionar como música. Do jeito que está, é outro filler aconchegante. Já “Distress” traz a clássica desaceleração de final de álbum do jeito mais dramático e elegante possível. Tem um tom mais dark e profundo em “Distress” que faz essa música ser muito chique, mas um ou outro elemento mais disruptivo que dá uma quebrada nessa elegância do melhor jeito possível. Talvez seja uma opinião impopular aqui, mas “Distress” fecha o meu Top 3 do “Dall” junto com “Virtual Angel” e “The Hitchhiker’s Guide to the galaxy”. Ótima canção.
A última album track do “Dall” é “Butterfly Effect”, que pelo nome sugere alguma ligação com “Butterfly” do Loona mas, na verdade, é um remake de “Kaleidoscope” do Barrett Marshall com vocais de Moon Water. É bem legal a tentativa de fazer “Butterfly Effect” ter um brilho vocal maior, uma vez que a música original é nitidamente feita para o instrumental brilhar sozinho e o vocal ser um acompanhamento de luxo, mas o ARTMS cantando isso não é tão memorável assim também. O instrumental é ótimo e combina com toda a vibe do ARTMS, mas acho que dava para cortar a música pela metade e fazer dessa a intro instrumental do álbum enquanto “url” deveria ser uma faixa completa. Fechando o “Dall” de forma mais brutal temos o pré-lançamento “Birth”, uma música intensa, carregada que pode indicar o “nascimento” de uma nova persona mais dark e instável do grupo. Já disse algumas vezes aqui que “Birth” não funciona comigo mas não consigo achar ruim: É interessante e inusitada, as distorções que rolam em diversos momentos são impactantes e tem potencial para desenvolver um alter ego extremamente marcante dentro do ARTMS. É um curioso caso de faixa que não tenho nada contra, mas que simplesmente não bate comigo no final do dia.
Concluindo…
O Jaden é muito bom em alimentar a fanbase de seus grupos com trabalhos mais inventivos e fora da “imagem habitual” de girlgroup de K-pop. Ele consegue fazer umas coisas fora da casinha que fogem do trending e habitual se tratando de girlgroups de K-pop. Porém, espero muito que o Jaden desapegue do que ele queria fazer com o Loona e faça o ARTMS ter sua própria identidade. “Dall” foi uma boa homenagem a tudo que o Loona representou no K-pop, mas que isso seja uma despedida e não o fio condutor do ARTMS daqui pra frente.
O grande trabalho da carreira como produtor mas impecilhos de bastidores que
Parei de ler aí. “Impecilhos” matou a já M**da de matéria, se é que se pode chamar assim.
achei the hitchhiker’s guide to galaxy (nerdola ass reference) e butterfly effect duas das músicas mais lindas a já terem saído de qualquer projeto loona. não adianta, mesmo a voz da chuu sendo perfeita e termos outros timbres muito legais no loona não-artms como a hyunjin e a hyeju, a personalidade do artms vocalmente tá no oec e elas que trazem esse sentimento de magia e mundo onírico pras músicas, é coisa de outro mundo mesmo, enquanto o pulso fica com a heejin e a haseul. o que me surpreendeu principalmente com o artms como projeto é o quão forte o grupo se tornou em termos de interpretação. não que o loona como 12 fossem ruins, mas é realmente uma coisa nova com as mesmas garotas, e elas têm uma sensibilidade que eu não vejo em muitos outros grupos com vocalistas mais potentes (e músicas como thgtg e birth não teriam nem 50% do impacto se cantadas por outros grupos). senti que a trinca dos pre-releases era algo que o jaden precisava fazer por elas e por ele mesmo, pra fechar um ciclo e começar algo novo, mesmo que air seja fraquíssima e eu não goste tanto de flower rhythm e candy crush quanto das inéditas.
acho que a nota do álbum pra mim seria mais alta pois até as mais “fraquinhas”, como unf/air, renderam horrores na minha playlist, acho que foi um momento de leveza que o álbum pede por ter tantas faixas que podem até ser curtas mas que, na minha opinião, são bastante densas. mas me deixa extremamente feliz ver que não apenas o artms promete ser sustentável a longo prazo por conta do sucesso que o grupo fez tanto com venda de álbum (mesmo sem photocard) quanto das nft do jaden, mas ver que o plano dele não é só deixar elas de lado e fazer um tripleS 2, com produções tão redondinhas e tanto carinho quanto ele sempre teve.
talvez eu seja muito biased porque eu tava esperando muito por isso, foi como uma gestalt se fechando pra qualquer fã do loona, acho. e foi tão grande, tão caloroso, tão aconchegante e ao mesmo tempo novo e desconhecido e empolgante como o loona sempre era nos melhores momentos delas, como era pra ter sido desde o começo, e sei lá eu só fico extremamente feliz o loona é muito importante pra mim e é bom ver todas elas lançando coisas tão legais e tão felizes o mundo pode ser um lugar muito lindo
Eu não curto tanto assim o loona, mas achei o seu comentário tão bonito! Adoro quando você bate ponto aqui no blog, femcelibato
meu deus que comentário emocionante…….. muito obrigada seios fartos você é uma querida um querido um queride <3
dra vc vai me desculpar mas vc me deu o gancho perfeito pra emitir meu pitaco de haterzinho safado: elas meio que sempre foram a metade que eu nutria menos antipatia, e foi justamente saber que as outras não estariam lá peidando pela faixa inteira que me permitiu dar uma chance pro projeto. e POXA mesmo que as demos sejam uma extensão do que o falecido fazia a experiência é elevada de tal forma que em alguns momentos eu até quero dizer #fuckitimourii, mas aí eu lembro que estaria me associando a uma das facções mais criminosas que ja passaram pela face da terra. butterfly effect emocionou gerações a fio, e como alguem que passa o dia em constante estado de hwik hwik hwik shak shak devo dizer que NÃO tolerarei air slander. enfim #minhaverdade #faleitoleve
bom saber que o artms conseguiu converter um hater já cumpre o propósito de anjas gabrielas virtuais a que elas vieram na terra……… seje bem vinda ex juridico brand (?) do lol shenzed canon for pride month no próximo estaremos canonizando sua chegada
eu sempre fui viúva do oec, sempre, sempre então fiquei totalmente sem palavras quando vi elas redebutarem juntas e estava muito animada pra ver como elas seriam dentro do artms e não me decepcionei em nenhum momento. É exatamente como você disse,a personalidade tá nelas e a heejin e a haseul são o complemento perfeito. Muito bom ver elas vendendo bem e empolgada para a tour.
the hitchhiker’s guide to the galaxy alterou eternamente a química do meu cérebro. melhor música do ano até o momento, fodase.
melhor album de kpop de 2024
Gosto de virtual angel e flower rhythm, o resto não ouvi
escuta pelo menos virtual angel e The Hitchhiker’s Guide to the galaxy. vale mt a pena
Virtual Angel eu ouvi, gostei muito, escuto até hoje, essa aí vou pensar porque tenho ranço de música com nome grande, geralmente é uma porcaria, tipo aquela das destalentosas do lsf um nome enorme pra ficar repetindo “i’m a mess mess mess”
KMMKKKKKKKKKKKKKKKK ta bom