RESCENE quer mostrar que é mais que um girlgroup de tweetads em “YoYo”

Se você é um usuário cronicamente online do twitter, provavelmente já esbarrou em algum teaser desse novo grupo de K-pop chamado RESCENE. O grupo investiu fortemente na divulgação da rede social mais descompensada (E a que mais engaja) na internet para introduzirem as meninas no cenário, e agora estou antenado e ligadinho em cada movimento que elas fazem antes do debut porque elas não me deixam esquecer que vão debutar no dia 26 de março com o single album “Re:Scene”. E antes do debut oficial tivemos “YoYo” servindo como pré-lançamento desse single hoje:

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ALBUM REVIEW: P1Harmony – Killin’ it

Abrir o blog para posts patrocinados por pix me fez ouvir BEM mais boygroups que o meu habitual, me obrigando a saber de grupos que eu não fazia a MENOR ideia que existiam. O pix de hoje me pediu para fazer review de “Killin’ It”, álbum novo do P1Harmony. O que é um P1Harmony? Eu não fazia a menor ideia até hoje, mas é um boygroup da FNC que existe desde 2020, e “Killin’ It” é o primeiro full album do grupo depois de 2 trilogias de EPs. Será que ele vai fazer valer o pix sendo um ótimo álbum ou é mais um boygroup que só ouvirei pagando mesmo? Vamos ver:

Artista: P1Harmony
Álbum:
 Killin’ It
Lançamento: 05/02/2024
Gravadora: FNC Entertainment
Nota: 63/100

Quando me mandaram o dinheiro para ouvir esse grupo eu pensei “Ih, lá vem bomba”. E quando ouvi a faixa título eu pensei “Ih, é bomba mesmo”. Esses grupos, por mais talentosos que sejam, me parecem meio limitados quando seguem pela linha ATEEZ/Stray Kids de lançar esses números hip hop confiantes, com atitude e uma mistura estranha de timbres grossos e elementos bagunçados no instrumental. Obviamente existe um público (Especialmente fora da Coreia) que basicamente dá uma carreira para o ATEEZ e o Stray Kids com esses singles bombásticos mesmo, mas será que esse público está afim de abraçar uma versão genérica deles?

Passada a tortura do single, o resto do álbum é bem OK. A base do álbum é no R&B/Hip-Hop, com mais farofas cheias de SxWxAxG espalhadas pela tracklist para manter a energia lá em cima. Quando o álbum dá uma desacelerada *BOOM* surge um farofão hip hop com muito rap questionável. Rolam momentos mais datados e questionáveis e lá para o final do álbum eu já estava cansado, mas tem músicas aproveitáveis no estilo.

Obviamente os meus momentos favoritos do “Killin’ It” foram onde eles não precisam servir atitude de mano fodão para não serem engolidos pelo instrumental. “I See U” é uma ótima midtempo com pegada mais R&B e Soul, e “Late Night Calls” usa a trending do Jersey Club de uma maneira ligeiramente diferente que funciona bem também. E tem o obrigatório e efetivo número funky pop em “2Nite”, que é sempre uma diversão. Nada é muito impressionante ou extremamente memorável, mas a maior parte do álbum fica naquele espaço entre o passável e o agradável que não me ofende.

“Killin’ It” é um álbum na média. O single definitivamente não reflete o que o álbum pode oferecer, mas o conjunto da obra não é o mais revelador ou expressivo que já ouvi também. O saldo é ok: Se você gosta de boygroups dessa atual geração, o p1harmony lançou um álbum que você vai curtir. Se você não curte, não está perdendo muito também. “Killin’ It” cumpre o seu papel e o P1Harmony não deve decepcionar quem já é fã do grupo com um trabalho seguro dentro do que esperamos de um boygroup, mas não vai chamar atenção de qualquer um que não ligue para o que um boygroup da FNC lançou nos últimos 4 anos.

Faixa a Faixa

“Killin’ It” começa com a faixa título, que é aquele estilo de música Stray Kidszesca que desafia um pouco o conceito de música e faria algum homossexual mandar aquele shade sobre estudar teoria musical ou coisa do tipo. Muitas batidas, uma mistura de sons esquisita, vozes grossas, raps cheios de SxWxAxG e atitude, um ritmo que não cola comigo. Comigo não funciona e eu acho que essa foi a pior coisa que já me pagaram para ouvir e comentar aqui, mas é o tipo de coisa badass que tem um público. Provavelmente é um público que não lê esse blog, mas tem um público. O álbum rapidamente fica trending com “Late Night Calls” apostando na onda do Jersey Club. Um pouquinho mais cadenciado e menos memorável que o habitual, mas é uma ouvida bem mais agradável em comparação com a title track.

“Everybody Clap” volta com o hip hop de atitude de um jeito bem mais simples e, huh, hip hop. O tipo de farofão que seria lançado lá em 2017 por uma Iggy Azalea ou Luisa Sonza da vida cantando sobre balançar a bunda. Não sei se esse tipo de faixa despretensiosa e meio datadinha funciona em 2024, mas eu me diverti ouvindo então está valendo. “Love Story” é exatamente o que você imagina de uma música chamada “Love Story”: Baladinha suave e romântica sobre uma história de amor. Ok, uma baladinha padrão que não ofende ninguém e é um fillerzinho agradável, mas eles perdem pontos por essa me lembrar de “Love Story” daquela canalha que apagou o catálogo dela no streaming.

“Countdown To Love” destaca muito a guitarra para dar um tom mais rock na música, mas eles descrevem essa como faixa hip hop e… Bem, ela é mais um rockzinho do que um hip hop. Talvez seja o fato de ninguém cantar de fato nessa música que é apenas uns raps e uns versos falados? Eu realmente não entendi. Mas enfim, boa música para extravasar e recarregar as baterias, o instrumental é bem legal e eu perdoo os momentos questionáveis deles fazendo rap aqui. Já “Emergency” é só uma barulheira das mais esquecíveis mesmo. Nada faz muito sentido na entrada e saída de elementos no instrumental, parece um grande esforço em fazer uma faixa descolada que acaba sendo apenas irritante mesmo. Aí temos “2Nite” servindo um funky pop que sempre funciona com qualquer um que se atreva a lançar algo assim no K-pop. É um estilo bem seguro dentro dessa indústria, poucos conseguem um grande hit mas ninguém erra de fato, e o P1harmony consegue acertar aqui.

“Let Me Love You” e “Street Star” voltam ao hip hop e, a essa altura, já cansei desse vai e vem do estilo dentro do álbum. A tracklist funcionaria bem melhor se fosse uma “parte 1” só com esses números de raps confiantes e atitude dos manos mais fodões das ruas de Seul e uma “parte 2” mais “alternativa” com os números mais pop e baladinhas, ainda mais para valorizar faixas desinteressantes como essas. A primeira não tem um gancho que me faça prestar atenção na música e o pós refrão é uma das piores coisas do álbum inteiro, e a segunda segue o mesmo caminho de “Everybody Clap” no sentido de ser uma farofa pop/hip hop de 2016/2017 sendo lançada em 2024, mas mais fraca em comparação. Pelo menos o álbum fecha bem com a midtempo R&B “I See U”, pois depois de tanta farofada é bom encerrar ele com a faixa mais bonita e classuda mesmo. Um encerramento tranquilo e agradável para a montanha russa que esse álbum é.

Concluindo…

Um álbum OK de um grupo que parece ser bem OK no que faz, mas essas empresas de boygroups de pequeno/médio porte precisam ser mais audaciosas ao invés de só fazer o que o Stray Kids e o ATEEZ fazem. A Coreia não abraça esse hip hop bate estaca e o público internacional só finge que dá suporte para todos os grupos existentes no K-pop, então eles não vão brilhar seguindo a maré.


Se você quiser fazer que nem o leitor que patrocinou esse e me ajudar a pagar as contas em troca de algum post safadíssimo sobre asian pop, ou só quer agradecer o tempo que dedico trazendo entretenimento para a fanbase, pode mandar um PIX com o valor que seu coração achar que eu mereço para a chave: dougielogic@gmail.com.

Chung Ha está pronta para botar os homossexuais para mamar novamente em “I’m Ready”

O comeback da Chungha com o primeiro lançamento sob a nova gravadora MORE VISION foi anunciado: No dia 11 de março ela vai lançar o novo single digital “Eenie Meenie”. Para anunciar isso, ela lançou hoje um vídeo no seu canal com a performance de “I’m Ready”, batidão que pode (ou não) estar incluído nesse single de retorno da Chungha ao K-pop:

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PLAVE está de volta com “WAY 4 LUV”. A Coreia segue preferindo ouvir um boygroup virtual do que girlgroups reais

Na onda de grupos e idols virtuais que surgiu no K-pop nesses últimos tempos, o que mais se destacou comercialmente foi o boygroup PLAVE, fazendo um sucesso relevante na Coreia no ano passado com EP platinado e sendo indicado a algumas premiações de rookie do ano. E ontem eles lançaram seu 1º trabalho de 2024, o EP “Asterum : 134-1”, com o single desse comeback sendo a faixa “WAY 4 LUV”:

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O Lunei me pediu para avisar que “Best Lover” é um lacre da BIBI que todas as BIBInhas precisam ouvir

BIBI é o nome do momento na Coreia, uma vez que a gatinha é a dona do grande hit do momento “Bam Yang Gang”, que vem chocando os kpoppers por barrar todos os nomes relevantes do K-pop no momento como IU, LE SSERAFIM e TWICE (Se bem que tem umas 200 músicas dando paulada em “ONE SPARK” na Coreia, mas enfim). O nome da cantora nunca esteve tão em alta, e muita gente está feliz com isso como o Lunei, que queria que eu falasse sobre “Best Lover” para aproveitar que todos os olhos estão nela e divulgar a gata, e euzinho, que recebi um gostoso pix dele para falar dessa música:

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Taeyong quer que você toque uma pra ele ou coisa do tipo em “TAP”

Eu gosto de aloprar o debut do Taeyong como uma das piores coisas do ano passado (O que é verdade), mas o EP dele tem umas coisas interessantes como “Virtual Insanity” que é bem melhor e seria um single de estreia marcante, por exemplo. Porém ele vai seguir nessa ideia de cantor hip hop quirky e bobinho para projetar sua carreira, o que é uma escolha interessante para quem a SM projeta como principal solista do grupo. Pelo lado positivo, “TAP” é bem mais divertida do que “Shalala” (O que não é difícil):

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ALBUM REVIEW: TEN (NCT) – TEN – The 1st Mini Album

Acho que os leitores desse blog não esperavam que 1) Eu fosse dar alguma moral para esse debut solo do TEN e 2) Que eu fosse aclamar a música principal “Nightwalker”, o que motivou um pix delicioso para aproveitar esse embalo e comentar também sobre o EP de debut do tailandês no K-pop. Então vamos apertar o play e descobrir se o TEN emociona tanto com o álbum quanto emocionou com o single. Será que chegou o dia em que aclamarei um álbum masculino nesse blog?

Artista: TEN
Álbum:
 TEN – The 1st Mini Album
Lançamento: 13/02/2024
Gravadora: SM Entertainment
Nota: 75/100

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ALBUM REVIEW: 2NE1 – CRUSH

Como eu disse na review de Mr.Mr., eu preciso ter o meu momento de rivalizar o SNSD x 2NE1 como toda senhora de meia idade que se preze dentro do fandom kpopper, então nesse post estarei fazendo um grandioso review do CRUSH, 2º full album do 2NE1 lançado 3 dias depois do Mr. Mr. Ele é melhor? Pior? Parece uma playlist igual o resto da discografia do 2NE1? Vamos reviver esse álbum e descobrir AGORA:

Artista: 2NE1
Álbum:
 CRUSH
Lançamento: 27/02/2014
Gravadora: YG Entertainment
Nota: 77/100

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ALBUM REVIEW: SNSD – The 4th mini album “Mr. Mr.”

Quase toda semana a parte mais asilo/CAPS da fanbase revive o embate mais emblemático entre fandoms de girlgroups de K-pop: SNSD x 2NE1. Quem é melhor? Quem serviu mais lacres? Quem tem mais presença? Quem fez mais sucesso? Qual grupo tem a baranga da [censurado por motivos jurídicos? São perguntas que o Twitter sempre levanta e causa diversos barracos, trending topics e uma mobilização enorme na rede social da saúde mental.

Pensando nisso, eu cheguei a conclusão de que deveria ter o MEU momento de rivalizar SNSD e 2NE1 para não ficar de fora dessa festa. E aproveitando que chegamos ao aniversário de 10 anos da principal luta no meio dessa guerra (Mr. Mr. x CRUSH), estou aqui para fazer review dos DOIS álbuns, começando pelo 4º mini álbum do SNSD que completa 10 anos hoje. Será que o Mr.Mr. é um hinário ou é mais uma na coleção de bombas que o Girls’ Generation fez questão de desovar na Coreia? Vamos descobrir AGORA:

Artista: SNSD
Álbum:
 The 4th mini album “Mr. Mr.”
Lançamento: 24/02/2014
Gravadora: SM Entertainment
Nota: 70/100

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