ALBUM REVIEW: ITZY – GOLD

Essa semana o ITZY lançou seu 9º mini álbum que também pode ser seu 3º álbum “GOLD” (Depende de onde você for ouvir e como você interpreta a tracklist desse lançamento), e as expectativas estavam bem baixas depois de não querer entender esse pseudo caos que a faixa título serviu. Porém, eu sou uma blogueira SÉRIA e faço um trabalho SÉRIO e com CREDIBILIDADE, então coloquei meu profissionalismo acima da vontade de bater minha cabeça na parede e fui ouvir esse EP. Acabou que realmente o “GOLD” não foi o maior EP que já ouvi, mas foi uma experiência mais agradável do que eu esperava:

Artista: ITZY
Álbum:
 GOLD
Lançamento: 15/10/2024
Gravadora: JYP Entertainment
Nota: 67/100

Ouvir “GOLD” essa semana foi concluir que, bem, os responsáveis vão seguir tentando mostrar que o ITZY é o grupo mais versátil da geração mas elas não são muito boas nisso. Quer dizer, em menos de um ano tivemos cinco (Seis, já que “Imaginary Friend” também foi lançada como title track) faixas promocionais do grupo, e todas atiram para diferentes lados nos quais a maior parte deles passeia entre o mediano e o medíocre, sem algo com força o suficiente para marcar o nome do ITZY na indústria. É curioso como a JYP parece não ter muita ideia de como fazer do ITZY um grupo versátil BOM e com personalidade, então apenas vai lançando coisas que já ouvimos antes em diversos grupos de K-pop, só que bem menos interessante em comparação. O EP mais ou menos expande essa sensação mas, chocantemente, as músicas são mais redondas e menos inventivas que “GOLD”, o que favorece o álbum.

A primeira metade do EP explora leves referências country em faixas de diferentes gêneros, pois isso deveria ser um conceito (Gold > corrida pelo ouro > Velho oeste > Country rock). A ideia é boa mas falta elas irem mais fundo nisso, e as 3 músicas juntas acabam não dando uma “Run For Roses”. Porém, nenhuma música vai pela ideia mais caótica de “GOLD”, com “Imaginary Friend” e “Bad Girls R Us” sendo faixas competentes e/ou interessantes dentro de seus estilos (“Imaginary Friend” sendo um pop rock mais relaxante e “Bad Girls R Us” sendo um housezão para o gay médio). A segunda metade já é mais “EP de K-pop padrão” com diferentes músicas que não necessariamente tem algo que as conecte, mas também são competentes dentro do que se propõem a fazer (Em especial “FIVE”, que seria facilmente um single de comeback se o ITZY tivesse uns 3 anos a menos de carreira e não fosse da JYP).

Os melhores momentos do “GOLD” são aqueles que o ITZY não tenta reinventar (tanto) a música pop. A faixa título é o único momento mais “hit or miss” do álbum (E infelizmente elas erraram feio), enquanto o EP se preocupa mais em ser bem agradável do que despertar um sentimento muito forte ouvindo. Nada é exatamente impressionante ou me faça pensar “Caramba elas calaram a minha boca com esse hino”, mas é um EP que eu ouço da faixa 2 ao fim sem grandes problemas. Me diverte um pouquinho, me emociono um pouquinho, danço um pouquinho, e é o suficiente. Eu termino o EP com a sensação de que não foi uma perda de tempo ouvir, mesmo que não tenha muita coisa nele que me dê vontade de ouvir de novo.

Para um single tão confuso quanto “GOLD”, eu acabei sendo surpreendido com um EP feito de músicas focadas em serem músicas de verdade. “Imaginary Friend” e “FIVE” são duas músicas muito queridas que podem muito bem ser ideias para singles principais do ITZY (A primeira tecnicamente já é single nesse comeback e o som da segunda pode vir muito bem no ano que vem com isso do ITZY mudar radicalmente de sonoridade a cada single) e as outras album tracks do “GOLD” não foram lá muito relevantes comigo mas cumprem seu papel enchendo o EP, fazendo da faixa título uma música ainda PIOR dentro do álbum. Um EP básico, mas um básico bem feito que vale o play nem que seja pela curiosidade.

Faixa a Faixa

O álbum começa com “GOLD”, a mais recente prova de que esse pop que tenta se desconstruir com uma mistura estranha de diferentes sonoridades precisa acabar no K-pop. Os primeiros 30 segundos são até legais, mas quando você percebe o que é o refrão de “GOLD” a música simplesmente afunda. Esse vai e vem dos elementos mais EDM, rock e hip hop é cansativo, o refrão é MUITO ruim e não tem um vocal aí que me faça pensar em segurar a mão. É tudo muito confuso, nada casa com nada e não me dá a menor vontade de entender o que acontece ouvindo mais vezes. Uma queda bem grande se compararmos com a ótima “Untouchable”. “Imaginary Friend” é a segunda title track desse comeback e é bem melhor direcionada, um popzão de banda com uma guitarra mais sutil conduzindo de forma mais delicada a produção e o foco nos vocais mais delicados do grupo. A produção faz mais sentido, não tenta reinventar a roda e funciona por trazer uma experiência bem mais agradável (E isso falando de um grupo que gosta de entregar desafios se tratando de vocais). Eu me sinto bem ouvindo “Imaginary Friend”, e já se junta a “Untouchable” como melhores músicas do ITZY esse ano.

“Bad Girls R Us” é o farofão house do álbum e isso normalmente me faria aclamar a música mas aqui eu achei tudo tão… morno. Os produtores tentaram misturar elementos mais country durante essa faixa e isso, infelizmente, não foi o resultado aviciiesco que eles juravam estar fazendo. O batidão é legal (Embora eu ache que poderia ser mais chamativo, com mais elementos no instrumental e tal) e a música no geral é boa, mas já ouvi melhores no K-pop. Talvez cresça comigo se eu lembrar de ouvir mais vezes. “Supernatural” é um ótimo fillerzinho pop, tem um clima mais sonhador que conduz a música de um jeito mais sofisticado, com uma quebra interessante do baixo no refrão antes de entrar o batidão mais pop dance para ser o grande momento da música com elas repetindo “Supernatural” por cima. É o típico caso de música onde é tudo bem feitinho e redondinho, mas que não desperta nenhum grande sentimento em mim. Um filler fofo e agradável de ouvir, mas que fica por isso mesmo.

“FIVE” é o momento mais “Vamos interagir com o que os #xovens estão ouvindo” do ITZY, um Miami Bass que surpreende pela virada mais agressiva do pós refrão, além de um ou outro elemento mais moderninho na produção que deixa a música com menos cara de “Playlist do Planeta Xuxa”. Isso não impede o refrão de ser uma delícia que me faz descer até o chão ouvindo como se eu fosse uma criança viada do ano 2000. “FIVE” é o tipo de música que o Lunei vai ouvir e chamar a Ryujin de maior botafoguense de todos os tempos e, por mais inacreditável que isso pareça, é um super elogio. A melhor do EP depois de “Imaginary Friend”. O material inédito do “GOLD” chega com “WAY” com um mano do Stray Kids fazendo feat. Pontos positivos por não fechar com uma baladinha, e negativos por ser um número hip hop bem meh. Tem alguns momentos dessa música que me dão a sensação de que isso deveria ser uma música do Stray Kids mas acabou sendo descartado por eles e a JYP removeu metade da barulheira horrível que essa música teria nas mãos do boygroup para dar para o ITZY. Não é nada demais mas, pelo menos, não é pior que o single de comeback.

Concluindo…

“GOLD” não rebate as acusações do ITZY ser o grupo mais mediano do K-pop atual, mas o EP é um mediano bom que até compensa a música medíocre que meteram como principal single desse comeback.

4 comentários sobre “ALBUM REVIEW: ITZY – GOLD

  1. Eu sinceramente ODIEI a title track GOLD delas no começo, mas confesso que eu comecei a gostar muito depois de ouvir essa bomba que muita gente não gostou, e concordo com você em várias questões, como sempre, não sabem se quer escolher uma música para ser uma title KKKKK,tem sim músicas aí que seriam ótimas para ser a title, porém, não traria aquele impacto enorme, mas seria melhor que dar stream em poluição sonora. (O engraçado é que me viciei.)

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