ALBUM REVIEW: ZEROBASEONE – PREZENT

“Nossa, muitos pedidos bancados no pix ultimamente, esse blogueiro deve estar rico né?” Não, só estou com muito pedido acumulado mesmo, mas um dia eu regularizo isso. O pedido por pix de hoje é para falar do “PREZENT”, primeiro mini álbum japonês que o ZEROBASEONE lançou na semana passada. Será que é algum hater meu querendo acabar com a minha e me obrigando a ouvir álbum de boygroup? Vamos descobrir agora:

Artista: ZEROBASEONE
Álbum: PREZENT
Lançamento: 29/01/2025
Gravadora: Sony Music Labels
Nota: 70/100

Normalmente os pedidos de pix que recebo pra review são de coisas que vocês sabem que eu vou adorar ouvir, então me pegou muito de surpresa o pix de um EP japonês de boygroup de K-pop. E fiquei ainda mais surpreso quando a primeira música do “PREZENT” é um pop rock evocativo de anisong. O que está acontecendo? Os leitores não me reconhecem mais? Torturar blogueiras periféricas virou entretenimento? Quando me mandarão 50 reais para ouvir a discografia solo do Jimin? Muitas questões passaram na minha cabeça enquanto escutava esse EP.

Dito isso, “PREZENT” é um trabalho de boygroup consistente. Não é um EP muito relevante para mim, mas sei que isso se deve em parte por eu ser uma senhora homossexual presa no tempo que não só tem birra com boygroup como acha que a única pessoa que sabe fazer um pop rock que preste no Japão é Ayumi Hamasaki. A outra parte disso é por conta de “Firework” e “Feel The Pop” serem bem ruins, mas o resto do mini álbum tem seu charme. “GOOD SO BAD” faz aquele clássico número mais funky que boygroup de kpop costuma fazer bem com um synthpop no refrão que deixa tudo ainda melhor e mais adorável, e NOW OR NEVER” daria uma ótima abertura de anime shounen.

A grande questão do “PREZENT” é que ele não é um EP grandioso… E nem tenta ser. Os atos de K-pop já foram mais ambiciosos na hora de entregar músicas japonesas icônicas, mas hoje em dia não há essa necessidade da onda hallyu abalar o Japão com músicas japonesas incríveis uma vez que os próprios hits em coreano estão fazendo esse papel por lá, então lançar música japonesa parece apenas uma desculpa para os grupos de K-pop terem músicas japonesas para cantar em shows e turnês pelo Japão. “PREZENT” nada mais é que um motivo para o ZB1 agendar shows no Japão, e tudo bem.

Dá para encarar “PREZENT” como um presente para os fãs mesmo. Não é um EP temático com um conceito mais relevante nem tem músicas muito ambiciosas que mudem a vida de alguém fora da fanbase, mas a maior parte do EP faz bem o que se propõe a fazer. Não é nada muito impressionante e o conjunto parece mais um single album com b-sides, mas ninguém do K-pop está lá muito empenhado em fazer grandes álbuns japoneses, então não vou condenar o ZB1 por isso. Tem umas músicas legais e vocalmente agradável, o fã médio de boygroup deve gostar.

Faixa a Faixa

O EP começa com “NOW OR NEVER”, uma investida pop rock com um ou outro elemento drum n bass que mistura bem o que dá certo no K-pop e no J-pop atualmente. A parte mais pop/dnb é legal mas é o rockzinho de anisong que brilha nessa música, o que não é lá muito a minha praia mas eu achei muito bom para quem curte. Depois de uma emulação de anisong temos uma anisong de fato com a abertura de Pokemon “Only One Story”, pois a PokeCo está antenada no que a criançada japonesa curte atualmente e está bancando tudo quanto é ato de K-pop com OSTs da franquia. A música vai para um lado para orquestrado das anisongs, é mais básica e 101 mas não é ruim. Esse início do EP definitivamente não é algo que eu colocaria na minha playlist por unir duas antipatias que tenho com música asiática (Boygroups e Anisongs), mas as duas músicas são bem competentes no que se propõem (Em especial “NOW OR NEVER”).

“Firework” já vira a chave para um farofão oontz oontz mais colorido. A 1ª leva de versos é super expansiva me faz pensar que a música será um farofão mais barulhento com os integrantes brigando com o instrumental, mas a música parece que vai “se limpando” para brilhar como um número house mais homossexual que eu achei muito interessante. Se a música toda fosse nesse pique seria ótima, mas o início e final mais caóticos deixam “Firework” bem confusa. Tem algo bom ali no meio, mas não dá para entender muito bem onde ela quer chegar. Fechando as inéditas do álbum temos a baladinha rock “HANA”, com uma melodia bonita e vocais agradáveis pronta para emocionar no ao vivo em uma performance tocante enquanto o público balança mãos e lightsticks para o alto. Uma fillerzinha ballad graciosa e que me pegou mais que “Firework”.

Fechando o EP temos duas versões japonesas de singles coreanos do grupo, “Feel The POP” e “GOOD SO BAD”. A primeira é uma chatice, um monte de batidas UK Garage que demoram para se encontrar (A primeira metade da música é um grande miss) e um conjunto fraco, sem muita substância que me deu uma irritada. Uma música extremamente básica e crua, que precisa de (muito) mais potência para ser minimamente interessante. Já a segunda é bem mais legal, fazendo basicamente o número disco/funky que todo boygroup faz de melhor com o toque synth mais vibrante e mágico que me lembra a delicinha que é a música de debut deles. Acho versões japonesas desnecessárias se não servirem como singles, mas resgatar “GOOD SO BAD” para esse EP foi uma boa para esse álbum ter pelo menos uma faixa mais pop bem boa e não ser carregada apenas pelos números mais rockish da tracklist. Um ótimo encerramento,

Concluindo…

Eu colocaria alguma coisa desse EP na minha playlist? Definitivamente não, mas isso tem mais a ver com minhas preferências e resistências do que pela qualidade do EP, que é bem competente nas sonoridades que usa na maior parte do tempo. Um bom presente para os fãs e para quem aprecia boygroup no geral.

11 comentários sobre “ALBUM REVIEW: ZEROBASEONE – PREZENT”

  1. Eu adorava gongar eles dizendo que eram tapetes do riize, mas agora virei hater do riize e estou abraçando esses biscoiteiros. Inclusive a vocal line deles é melhor. espero que cresçam bastante pra pisar ainda mais no riize pra irritar as briizes que juram que o riize é o grupo da nação.

    • Realidade: os dois são podres, disband duplo.
      Riize está quase, nem sabia que ainda existiam.

    • arrrrr pior que aconteceu o mesmo comigo também, um dia eu fui assistir à jenny prioli reagindo ao boys planet só para me tirar do tédio e quando eu percebi eu tava gostando do reality e me apegando aos membros (menos a porra do yujin que eu nunca vou aceitar ter debutado), e as músicas que eles têm lançados também são muito acima do padrão dos boygroups. ainda adoro o riize (impossible soty de 2024) mas todo o rolê com o seunghan fez eu me afastar do grupo

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