Lado B: Jennie (BLACKPINK) – Damn Right (feat. Childish Gambino & Kali Uchis)

Todo artista tem aquela música que não ganha a devida promoção, fica meio escondida como album track ou b-side e acaba desperdiçando o potencial de uma música icônica que é fácil um dos auges da carreira. E o Lado B nasceu para comentar essas grandes músicas que o artista não fez questão de divulgar mas que eu ouvi e acho que merecem muita atenção.

E hoje é dia de relembrar que a Jennie realmente entregou o melhor projeto dos solos do BLACKPINK com o que eu considero a melhor música desses solos do BLACKPINK (E provavelmente a melhor música envolvendo o BLACKPINK na história do grupo), “Damn Right”:

Me pegou de surpresa o álbum da Jennie ser tão focado no R&B e tão versátil dentro desse estilo, especialmente nas músicas que despertam a libido do ouvinte. Eu tenho certeza que a Jennie visitou um camelô das favelas do Grajaú, pegou um disco pirata com o melhor da Black Music em 2004 ouviu em loop enquanto voltava para a Coreia e pensou “Quero um álbum/músicas assim”, e aqui estamos lidando com o “Ruby” hoje. “Damn Right” talvez seja o maior exemplo disso no álbum, com a produção do Mike Will Made It nos levando diretamente para os R&B de pegada mais sexual dos anos 2000. Uma coisa bem Ciara, Ashanti, bem “a maior artista negra que você vai ouvir no ano de 2005” e é bem isso que você sente ouvindo essa música da Jennie. Muito elegante mas, ao mesmo tempo, muito sexual e invasivo, “Damn Right” é o tipo de trabalho que invade a sua mente, te dá dose cavalares de endorfina e, quando você menos se dá conta, está toda aberta e babada depois de ouvir essa música em loop.

O brilho de “Damn Right” está, ironicamente, no “tédio” envolvendo os intérpretes. A Jennie sabe que não é uma grande vocalista mas consegue brilhar muito nesse estilo mais, digamos, “entediado” de cantar, sendo algo característico e memorável da parte dela. A Kali Uchis tem essa mesma pegada mas o timbre dela é um pouco mais quente e polido de ouvir, o que se distancia o suficiente para criar uma harmonia única com a Jennie, e o Childish Gambino acaba indo nesse embalo tanto nos vocais quanto nos raps. Mas tudo isso tem um propósito de soar natural e sexy, e consegue com louvor: Quando o refrão chega com a Jennie repetindo “Caralho, eu consegui” várias vezes você consegue sentir que a bicha está com tesão, mas o jeito dela cantar como se ser uma gostosa que deixa qualquer um de quatro por ela fosse uma terça feira normal é o que deixa tudo mais charmoso. A música em si é potente, mas são os detalhes que prendem e fazem você pensar que a Jennie é perspicaz com a sua voz.

“Damn Right” mostra que uma vocalista inteligente pode ser muito mais interessante que uma boa vocalista. Ela poderia ser sustentada por uma Ailee da vida com seu vozerão potente e impactante? Poderia, mas não teria a mesma graça que a Jennie deu aqui. Ela provavelmente nem teria pensado em botar a Kali Uchis ou alguém tão latina quanto a Kali Uchis para ornar como feat. ou colocar o Childish Gambino para cantar alguns versos, mas a Jennie pensou e deixou tudo ainda mais instigante e hipnotizante. “Damn Right” é o tipo de trabalho que foge do padrão K-idol tradicional e nos dá esperança sobre o que a Jennie quer fazer no futuro, pois ela não tem medo de ser ousada, intrigante e encantadora em um trabalho sensual e confiante como esse. “Damn Right” é poderosa, e a Jennie mostra que tem um futuro brilhante como artista solo se seguir nesse pique.

6 comentários sobre “Lado B: Jennie (BLACKPINK) – Damn Right (feat. Childish Gambino & Kali Uchis)

  1. JENNIE MAIOR DO MUNDO nossa esse álbum ta bom pra crlh o murro naquelas outras chatas matou demais o blackpink

  2. Graças a Deus a jennie nasceu piranha né
    Ela gravou essa com tanto fogo na xereca da pra sentir daqui o tesao.

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