BoA massacra o Neymar por trabalhar mesmo com o joelho pedindo socorro em “Crazier”

Não tem muito tempo que foi noticiado que a BoA teve que cancelar os shows que faria na Coreia e no Japão por conta de uma doença grave de deterioração dos ossos que atacou o joelho dela, mas isso não a impediu de lançar música nova esse ano. Porém , diferente de futebolistas que são incapazes de exercer sua função até com o joelho bom, o joelho de paçoca não impediu a cantora e rainha do K-pop de lançar hoje o seu 11º álbum de estúdio “Crazier” para comemorar os 25 anos de carreira na indústria, com a faixa título servindo de single do retorno:

Eu me senti meio roubado de “Crazier” não ser a fritação eletropop que ela introduziu no 1º teaser desse comeback. Até achei que a fritação estaria presente em alguma faixa do álbum, mas o batidão morreu naquele vídeo. Anda BoA, bota um joelho de titânio aí pois quero aquele batidão homossexual na minha mesa no relançamento do Crazier, pelo menos.

De qualquer forma, “Crazier” é ótima. Esse pop/rock mais agressivo não é novo nem na história recente da BoA já que ela fez essa mesma coisa punk em “Forgive Me”, só que “Crazier” é muito menos sentimental e mais confiante de si. É uma música de gostosa para gostosas, com a guitarra mais “suja” e forte para expressar a atitude de uma gata que é mais maluca que VOCÊ dando aquela impressão de que você está sendo gostosa numa moto enquanto vai para um bar beira de estrada. Acho que a voz da BoA não combina com esse tipo de música mais rasgada e agressiva (O auge dela para mim é um números R&B mais glam, como “Better” e Woman”), mas em “Crazier” eu consigo relevar por conta do instrumental que é muito bom.

Lembro de ter visto em algum lugar que a BoA se sentia deslocada e “velha” nessa nova geração do K-pop, e acho que “Crazier” mostra muito bem como a vibe dela é outra. Para mim, essa música grita anos 2000 de um jeito diferente das emulações anos 2000 de grupos mais novos no K-pop por conta dessa aura de veterana que sabe muito bem o que fazer com esse tipo de canção. Não sei explicar exatamente, mas “Crazier” não é uma música que vejo um grupo mais atual como i-dle ou aespa (Que deve vir nessa esfera rock mês que vem, se o primeiro teaser indica algo) lançando, mas que ganha pontos por ser a BoA (Apesar da voz dela não ser a minha favorita nesse tipo de canção).

“Crazier” não fica ali no Top 5 melhores singles da BoA ou coisa do tipo, mas não acho que ela tente algo do tipo depois de há ter feito de tudo um pouco no K-pop (E no J-pop). É uma música bem legal, tem atitude, o refrão é ótimo e a energia que a BoA entrega é contagiante. Não é um single 10/10, mas consigo ouvir o bastante para se tornar um. Espero que essa não seja a última dança da carreira da BoA mas, se for, ela vai se despedir muito bem.

8 comentários sobre “BoA massacra o Neymar por trabalhar mesmo com o joelho pedindo socorro em “Crazier”

  1. Ah, eu gostei! Estranhei um pouco na primeira ouvida porque também estava esperando o batidão da intro, mas numa segunda ouvida a música me agradou mais.

  2. BoA foi meu primeiro contato com um artista de kpop sem nem saber o que era isso lá em 2009 quando eu ouvi Energetic pela primeira vez. Fiquei obcecado por ela e também por Eat You Up. Conseguir se manter relevante depois de 25 anos numa indústria que trata mulheres com 30 mais como idosas é um feito pra poucas.
    Esse single achei bem ok, como uma possível despedida não me emociona, mas tudo bem pq ela tem uma carreira cheia de singles que eu amo

  3. Diva, rainha suprema, a música me lembrou uma da Shania Twain, esqueci o nome, se tivesse um solo de guitarra com certeza seria o remake, gostei bastante.

    Mas a pergunta do momento é: por que tem tanto pop rock saindo no kpop? Que música que hitou na Coreia pra conseguir esse feito?

    • QWER e DAY6 são as duas grandes bandas do momento entre os xovens coreanos, aí todo mundo quer essa boquinha (Mas acho que a BoA fez um negócio bem diferente do pop rock que está hitando, puxa mais o country da Shania como você citou)

      • Não acredito que as marmitas de incel conseguiram influenciar uma indústria a esse ponto, espero que isso não dê um hit muito grande para elas.

        Mas realmente, a música da BoA é muito Shania Twain, se fosse um pouco mais lenta ia ser uma delícia.

  4. Forgive Me combina mais com ela. O instrumental sustenta Crazier, e concordo q os vocais n se misturam bem, mas dá relevar. Tomara q tenha um batidão perdido no album pelo menos.

  5. Essa senhora, de 38 anos, me introduziu no kpop lá em 2010 com as ótimas Eat up e Energetic. Então, obviamente que eu ia tirar um tempo entre a correria do dia dia de uma proletariada pra vê o lançamento da gata. Admito que prefiro ela na vibe batidão, mas gostei de Crazier, talvez com mais ouvidas eu goste ainda mais.

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