O no na encantou blogueiros e adjacentes com sua sequência absurda de synthpops em 2025, introduzindo o grupo como o “primeiro girlgroup pop global indonésio” com propriedade em deliciosas músicas como “Superstitious” e “The One” e ganhando destaque entre os entusiastas de pop asiático que correram para outros países por conta do K-pop estar uma merda ou coisa do tipo. O fogo e atenção têm que se manter acesos, e o girlgroup já começou os trabalhos de 2026 com duas músicas: “SIZZLE” para algum jogo mobile por aí, e o 1º single delas em 2026 “Work”.
“Work” é uma virada ousada de sonoridade na vida do no na. De synthpops dançantes e coloridos para um batidão pop empolgante de academia? Eu definitivamente não poderia prever isso, mas estou vivendo mesmo assim. “Work” também traz um pouco de cultura para o povo, aderindo instrumentos e batidas tradicionais da Indonésia (Em especial o gamelan), em cima de um popzão bem fierce. Eu achei bem engraçado até a letra delas mudar de direção e servir uma mensagem mais agressiva de gostosas que trabalham muito para serem gostosas (“Work Bitch” da Britney sem o Bitch, basicamente). É praticamente outro grupo em comparação com o que foi construído ano passado.
Enfim.
“Work” é uma música que se vende pela performance. Logo na introdução com a acrobacia da Christy eu já fiquei “UAU, isso com certeza renderá virais no twitter”, e aí eu abri o twitter e *BOOM* as gatas conseguiram deixar todo mundo que viu GAGGED.
36 mil likes? no na HITOU!!
A coreografia como um todo é intensa e quente, que dá gosto de assistir junto com as cores e figurinos que esse MV traz. Já a música em si parece que usa os instrumentos tradicionais para dar mais cor ao “batidão pop de rádio americana 101” e é basicamente uma versão indonésia do que o GIRLSET fez com “Little Miss”, por exemplo, mas fica meio que girando em círculos tanto pelo ceng ceng (Esse prato do início da música) que domina a música toda quanto pelo work sendo repetido a exaustão. “Work” é boa no final do dia e talvez cresça comigo conforme for ouvindo (Quero voltar com a academia e acho que essa música pode me motivar lá dentro), mas o que torna o lançamento memorável é a performance do grupo e não necessariamente a música.
Eu prefiro a fase synthpop oitentista que marcou o ano de estreia do grupo, mas acho válida a existência de “Work”. Ela está aí para mostrar o alcance do no na como artistas pop e trazer um novo público para elas, e pelo menos uns virais na internet elas estão conseguindo, então tá valendo. Espero que “Work” ajude no sucesso do no na globalmente pois as meninas dando a vida como performers merecem (E vamos lá, o público viralizou tanta coisa pior por conta de uma performance interessante, as monas merecem também).