Kep1er não aguenta lançar música boa por 2 anos seguidos e acaba desovando o genérico de boygroup “KILLA (Face the other me)”

Sabe-se lá como, mas o Kep1er ainda existe. Não só existe, como passou 2025 lançando músicas BEM BOAS e melhores que muito que as nossas faves lançaram ano passado, o que gerou expectativas em minha pessoa para os lançamentos de 2026. Daí que, hoje, o grupo fez seu comeback na Coreia com o 8º mini álbum “CRACK CODE” (O primeiro retorno -oficial- sem a Youngeun no grupo), e eu fui super animado ouvir “KILLA (Face the other me)” para adotar elas de vez como o girlgroup nugu do momento… apenas para ter mais uma comprovação de que a expectativa é a mãe da roubada porque MEU DEUS que treco pau mole:

Um dos grandes problemas dos grupos de K-pop mega versáteis e sem um direcionamento mais claro é que, cedo ou tarde, vem uma bomba afundando uma sequência boa de comebacks. Aconteceu com o aespa em 2025 e, aparentemente, acontecerá com o Kep1er em 2026: O grupo deu muito certo nas farofas eletrônicas do ano passado, com “Bubble Gum” e (principalmente) “Yum” sendo duas das minhas músicas favoritas do grupo e parecia que esse era o caminho a se seguir, mas no primeiro comeback de 2026 elas jogam tudo para o alto em prol da variedade no catálogo e o resultado é… Bem, isso aí acima.

“KILLA” é uma música genérica de boygroup de K-pop. Poderia ser uma música de boygroup que fica melhor com um girlgroup cantando mas NÃO, é uma música de boygroup de segundo escalão que claramente bebe da fonte que grupos mais famosos como Stray Kids e ATEEZ usam para fazer hip hop badass e soa como uma versão mais barata deles. Tem uns ganchos e vícios de performance nessa música que me deixaram profundamente irritado com o que estava ouvindo e essa produção é a pressão mais baixa do que o K-pop faz de hip hop hoje em dia. Não tem nada exatamente bom acontecendo, com as partes melódicas mais legais no pré-refrão e na ponte sendo legais apenas pelo resto da música ser uma chatice sem tamanho.

A intenção de transformar o Kep1er no girlgroup mais badass da semana já não é das minhas favoritas, e a execução xoxa de “KILLA” deixa tudo ainda mais broxante. É um bando de garotas sendo fãs fazendo cosplay de boygroup sem muita personalidade ou substância. Talvez a música melhorasse se a produção como um todo fosse para um lado mais punk ou tivesse vozes menos tediosas cantando e fazendo raps mas, honestamente, é difícil achar alguma coisa que tire “KILLA” do ponto morto que o penoso refrão deixa. Antes elas tivessem voltado com os panelaços caóticos que todo mundo na Coreia aprendeu a fazer recentemente, pois o Kep1er NÃO convence como grupo de hip hop.

4 comentários sobre “Kep1er não aguenta lançar música boa por 2 anos seguidos e acaba desovando o genérico de boygroup “KILLA (Face the other me)”

  1. A parte que mais gostei foi a final, quando o ritmo desacelera e eu pensei que elas fariam um NMIXX ali.
    Estava tão contente que elas estavam desenvolvendo um som legal, com músicas que podiam bater de frente com outros grupos e então elas retornam com isso.
    Parece que tem empresa que joga contra o próprio grupo. Não é possível!
    Antes se jogassem no safe lançando um house

  2. Dps de mscs mt boas e o que parecia ser uma direção musical se criando pro grupo veio.. isso? Morrendo que elas vieram com essa demo girl crush atrasada a uns bons anos dps de uma sequência bem legal de singles

  3. é que nem vc falou da moonbyul a música é um gg tornando uma música de bg escutável talvez eu vá gostar da música mais pra frente mas se viesse de um bg eu acharia a maior bomba do ano

    é um mv mto bonito e as meninas tmb estão bem bonitas e eu gosto mto do grupo e de qualquer treco que elas lançam

  4. Pra esse grupo, Apink, T-ara, KARA e 2NE1 continuarem de pé, ou voltarem pra ficar ativos de vez, só prova que pra um grupo continuar em atividade, basta as integrantes terem 0 fama individual pro dinheiro entrar no bolsinho delas escoradas no grupo. Se fosse um IZ*ONE da vida, as empresas já teriam puxado cada uma pra colocar em novos grupos. As duas coitadas que foram puxadas pra aquele madein também ajudaram a provar isso

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