No início do ano, o no na abalou algumas estruturas do mundinho pop asiático com o viral “work”. É um viral de 200 milhões de streams? Longe disso, mas a coreografia que já é uma das favoritas da internet e botou elas no mapa de uma galera aí. No final do MV de “work” rola uma leve prévia do que seria o próximo single e, depois de extrair tudo que tinha do sucesso anterior, o no na lançou na última sexta seu novo single “rollerblade”:
“rollerblade”, de um jeito mais latino/reggaeton, aposta na mesma fórmula de “work”, e tudo indica que esse será o tom de música mais dance do grupo para os lançamentos 2026. Explorando elementos e uma sonoridade mais folclórica da Indonésia para fazer música pop, o no na conseguiu uma identidade única e que se destaca tranquilamente do resto dos girlgroups pop, aliada a uma performance poderosa e coreografia impactante para combinar com as intensas batidas e refrões. “rollerblade” e “work” são faixas que todo homossexual vibra, quebra e rebola ouvindo, com todo o fogo e identidade indonésios que torban elas memoráveis no meio da multidão.
A questão de “rollerblade”, basicamente, é a mesma do single anterior: A luta para ter 2 minutos de duração. Nesse caso, “rollerblade” nem chega a 2 minutos e boa parte deles é o refrão repetitivo que dá a impressão de não ter muita música de fato rolando. É um pouco desanimador pois, por mais que a batida seja deliciosa e os “on my rola, blade” sejam bem catchy, a sensação é de que deveria ser maior e ter um ponto mais climático para elevar a música, sabe? Quando você fica envolvido na coisa toda… pff, acabou. Isso não faz muita diferença quando você está na pista de dança na 3ª lata do open e dando a vida na pista de dança, mas acaba querendo mais quando está com o fone de ouvido e prestando atenção no que ouve.
Para todos os efeitos, “rollerblade” é um delicioso batidão indonésio que mantém a atenção daqueles que deitaram para “work”. A música abusa demais da forçada tolerância para músicas curtas que adquiri ultimamente, mas o pouco que temos é bom e cativante, e é mais ou menos seguindo esse caminho intenso e performático que o no na consolidará um público futuramente. O 2026 delas ainda está devendo um bangerzão que mude a minha vida como “superstitious” (e duvido que esses jingles promovidos como música conseguirão bater o hino), mas músicas como “rollerblade” fazem por merecer a atenção que eu dou para o grupo (E que você também deveria dar).