ALBUM REVIEW: BABYMONSTER – CHOOM

Agora eu vou pegar vocês: Quem aqui lembra de “CHOOM” do BABYMONSTER? E quem lembra que isso é parte de um EP? Pois é, apesar das 80 milhões de visualizações e do hit em algum lugar da Ásia que não é a Coreia do Sul, BABYMONSTER está passando batido por esses lados da fanbase com mais um comeback… E ouvindo o conteúdo desse EP novo, dá para entender o porquê. Review do EP “CHOOM” no ar, com a minha pessoa ressaltando (mais uma vez) que a YG virou uma versão fundo de quintal dela mesma:

Artista: BABYMONSTER
Álbum: CHOOM
Lançamento: 04/05/2026
Gravadora: YG Entertainment
Nota: 55/100

Bom, é um EP de 4 faixas da YG e não existe muito o que explorar nele. O BABYMONSTER só espera que esse mini álbum “una tribos com o poder da música e da dança”, mas não é um trabalho exatamente dance pois todas as 4 faixas parecem ter um humor diferente que não despertam esse sentimento de dançar livremente em minha pessoa. Não existe um fio condutor que amarre a tracklist de forma coesa, as músicas em si não são MUITO fortes para me manter vidrado do início ao fim, não tem UM estilo mais fora da caixa que desperte algum interesse em mim… É difícil ouvir um álbum que não tenta absolutamente nada.

Os dois problemas do “CHOOM” como EP são, basicamente, os dois problemas do BABYMONSTER como grupo: Falta clareza no que queriam fazer com esse lançamento e o resultado é extremamente derivativo. O primeiro problema exibe que não há uma ideia mais consistente por trás do grupo, que parece apenas repetir fórmulas mais cansadas do que foi feito antes, o que causa o segundo problema e gera músicas que você já ouviu antes no K-pop e não faz questão de ouvir com elas lançando. Daí, não existe de fato uma história, um objetivo ou, sequer, uma novidade nesse mini álbum. “CHOOM” existe da forma mais passageira e esquecível possível, o que é triste (Mas não inesperado).

O bom de um EP de 4 músicas é que não existe muito espaço para errar, e o faixa a faixa do “CHOOM”, apesar de genérico, segura as pontas. Quer dizer, a title track ainda é uma das coisas mais pressão baixa que o K-pop proporcionou esse ano, mas “MOON” e “I LIKE IT” são faixas com carisma dentro de suas propostas, e “LOCKED IN” mostra bem a interessante vocal line que o grupo possui (E que a YG escanteia com muito gosto). Você não sai ofendido com o que ouve nesse EP, mas nenhuma faixa é exatamente empolgante ou aumenta a vontade de acompanhar o grupo.

Tem grupos bem mais destacáveis (Pelo bem e pelo mal) ganhando nome no K-pop, enquanto o BABYMONSTER parece ser o resultado da decadência da YG enquanto empresa pop. “CHOOM” é irrelevante enquanto mini álbum, entedia em músicas genéricas e não passa qualquer mensagem para quem ouve. E isso que o EP, supostamente, é para servir o mais básico “Bora dançar, galera”, mas a melhor definição do “CHOOM” é que ele, por melhor que seja a intenção, é MUITO chato. Falta farofa, falta tempero, e falta uma equipe para, pelo menos, buscar alguma identidade nesse projeto mais cara de nugu que a empresa já produziu. Uma pena para as meninas, que ganharam mais um desperdício de potencial em forma de álbum na conta.

Faixa a Faixa

O EP começa com “MOON”, que é genuinamente boa. O refrão é uma versão levemente mais potente de “Hypnosis” (Comparação que só existe por ser uma das minhas favoritas do IVE) que ficou bem legal, e o resto da música segue a risca a visão que a YG tem de hip hop das ruas atualmente que funciona bem aqui. Os momento que “aquecem” a melodia como o pré-refrão e a ponte são bem gostosos de ouvir e o refrão e outro que seguem isso tem força o bastante para me manter entretido. Eu diria que é uma música que tem a tal “identidade hip hop” da YG, que foi tranquilamente preterida pela paródia nugu da tal “identidade hip hop” da YG “CHOOM”. Não é uma música essencialmente ruim, mas é irritante como tudo nela parece uma emulação barata de outros girlgroups da YG e deixa o BABYMONSTER com cara de grupo barato e sem personalidade e tenta se escorar em quem deu certo em uma empresa maior… Sendo que o BABYMONSTER é DA PRÓPRIA YG, sabe?! Desinteressante ao máximo.

“I LIKE IT” é uma mistura carismática e jovial de country e pop que é quase como se a gente ouvisse uma irmã mais nova de “Lovesick Girls” do BLACKPINK. Com uns violinos brilhando no refrão e até uma seção reggae aleatória depois do primeiro refrão. Acredito que esse seja o máximo de pop colorido que a YG consiga fazer para um girlgroup, o que não é nada UAU no geral mas é gostoso de ouvir mais despretensiosamente. O EP fecha de forma mais desacelerada com “LOCKED IN”, que é o clássico R&B mais midtempo e romântico para exibir os vocais do BABYMONSTER, que tem um conjunto bem bom nesse sentido. É uma pena que a vocal line do BABYMONSTER seja tão pouco (e mal) explorada no material promocional do grupo, mas é legal que exista músicas como essa para deixarem elas brilharem nesse sentido.

Concluindo…

Se você fechar os olhos e ouvir o “CHOOM”, ele pode ser o trabalho de qualquer girlgroup que ainda queira seguir a sombra do pop da YG… E é ainda mais azedo quando esse girlgroup faz parte da própria YG.

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