Do pior ao melhor: Ranqueando os singles da carreira do Secret

Essa semana o mundinho hag da 2nd gen do K-pop foi abalado pela notícia do retorno do Secret ao K-pop… Quer dizer, do retorno de MEIO Secret ao K-pop, com Hyosung e Hana ressuscitando o grupo para o lançamento do álbum especial “Secret Flavor” e regravando grandes sucessos com uma nova integrante que, até agora, é um mistério. Um retorno é um retorno, de qualquer forma, e para celebrar isso vamos revisitar e ranquear os singles lançados pelo quarteto entre 2009 e 2014, e vê se a Coreia tinha razão em fazer delas um dos mais populares girlgroups do 2º escalão do K-pop. Sem mais delongas, vamos ao post:

Starlight Moonlight

Uma das coisas que mais me ofendem na história do K-pop é o fato dessa joça de “Starlight Moonlight” ser o maior hit da carreira do Secret, mesmo que o tempo tenha (mais ou menos) reescrito isso e transformado “Madonna” e “Shy Boy” em canções assinatura mais “fortes” do grupo. “Starlight Moonlight” é uma versão mais teatral de toda a ideia retrô cute que deu certo em “Shy Boy”, mas a execução é muito sem energia, com um refrão fraco e inespecífico que faz as próprias integrantes parecerem mais bobinhas que fofinhas. Uma música que se esforça em não transmitir nada além de um número romântico, sendo ruim e minando tudo que o Secret tem de bom.

I Want You Back

O conceito de autotunar uma música R&B foi realmente… algo. Entendo que era 2009 e todo grupo que surgia estava experimentando essa nova tecnologia com o auge do electropop, mas fazer isso com uma música de tempo médio é o Secret tentando refazer a magia de “I Don’t Care” sem o reggae-ish e metade do carisma do debut do 2NE1. Dá para ver alguns vocais acima da média e um grupo promissor nesse sentido, mas a música não ajudava muito. Não acho “I Want You Back” uma bomba, mas GRAÇAS A DEUS essa música não vingou e a TS recalculou rota para o Secret acontecer em outro conceito.

Twinkle Twinkle

Uma versão um pouco mais vibrante e japonesa da aura retrô que deu uma carreira para o Secret na Coreia, “Twinkle Twinkle” é um pop japonês fofinho e nada além. Tem uma guitarra e uma melodia rock-ish que dão alguma personalidade para essa música dentro da discografia do Secret (Até por se tratar de um tema de spin off de NARUTO), mas sai de uma obviedade para mergulhar numa obviedade ainda maior. Qualquer girlgroup idol de fundo de quintal lançaria uma dessas em 2012 no Japão, e calhou do Secret ser esse girlgroup.

I Do I Do

“I Do I Do” sofre do mesmo problema de “Starlight Moonlight”: Ser uma versão teatral e mais pressão baixa do comeback anterior. No caso, é uma versão natalina/de inverno de “YooHoo” (Que já nem é grandes coisas também), onde elas conseguem sustentar o carisma na performance mas o instrumental fica tedioso nessa tentativa de transmitir um som inocente e adorável para o ouvinte. “I Do I Do” não é ruim, mas é inespecífico demais para me empenhar em descer o pau ou aclamar qualquer momento dessa música.

YooHoo

Eu não lembro exatamente por qual motivo o Secret foi arrastado em praça pública depois de “Talk That”, mas elas foram humilhadas o bastante para voltarem com o conceito cute para “YooHoo”, sem o toque retrô e ainda mais focadas em servir charme e carisma através da fofura. Uma espécie de retrocesso em comparação ao que elas estavam lançando antes, mas a música em si é bem boa para o que se propõe, com um instrumental divertido e uma performance adorável das meninas cantando essa música do início ao fim. Senti falta da Jieun se exibir mais como a grande vocalista que é para elevar o final da música, mas é um trabalho carismático e fácil de curtir.

I’m In Love

A intro no piano com a Hyosung sussurrando qualquer treco sobre estar excitada com VOCÊ é promissora e o retorno do jazz na vida do grupo com esse sax é empolgante, mas “I’m In Love” passa e… meio que não tem nada muito especial rolando? “I’m In Love” soa como se o Secret tivesse requentando e misturando os nachos jazzy retrô de Madonna/Love Is Move com a aura sexy e melancólica de Poison/Talk That, e o resultado é meio… ok. Quer dizer, é bom, mas tudo que “I’m In Love” tem o Secret já fez antes e melhor. Provavelmente os tiros nos comentários virão por colocar essa música mais baixo, mas não tem nada demais em “I’m In Love” a ponto de ranquear ela como um ótimo trabalho.

Magic

O melhor momento da carreira do Secret foi quando a TS entendeu que o conjunto vocal delas é interessante e sustenta uma espécie de pop retrô mais jazzy, modernizando a ideia de divas retrô. Isso ainda não fica muito claro em “Magic”, mas os vocais estão mais limpos que o que tentaram fazer no debut, o instrumental é muito mais sassy e o refrão extremamente catchy e dançante, servindo uma repetição envolvente do nome da música. “Magic” é uma música mais atrevida e é extremamente gostoso ouvir elas cantando do jeito mais fierce possível, sendo uma grande evolução em comparação ao debut.

Poison

A natural decisão de fazer as divas retrô evoluírem para uma imagem e sonoridade mais putonas caiu bem para o Secret nos dois 2 singles que elas conseguiram fazer nesse estilo. “Poison” é mais divônica, tem vocais mais fortes no geral e o melhor belting da carreira da Jieun, mas o sax indo e vindo toda hora na música me dá uma irritada a ponto de não colocar como perfeita. É um elemento necessário para dar corpo a essa maturidade que o Secret busca com “Poison”, mas isso não cola comigo como cola com vocês. Mas isso sou eu sendo chato pois, de resto, “Poison” é uma música grandiosa.

Talk That

Já “Talk That” é o Secret tendo seu momento de gostosa triste e com tesão que boa parte dos girlgroups viveu com o BOOM de “Alone” do SISTAR em 2012. É uma música que fica ótima pelo Secret cantando: O instrumental soa meio previsível para o conceito e não tem grandes momentos além do break repetindo o nome da música no final (Em pessoalmente, sinto que tem algo bem errado na mixagem dessa música), mas o grupo dá a vida nessa performance de piranha triste de um jeito que a música ganha outra vida. Amo cantar o refrão dessa junto com elas e eu não consigo falar “DON’T SAY MY NAME” sem tentar entregar a coisa mais gemida e melancólica que elas entregam aqui.

Madonna

“Madonna” é o grande momento do Secret no conceito divas retrô, incorporando todos os elementos jazzy/funky, visuais mais deslumbrantes, big band no instrumental e vocais mais encorpados, com uma produção que permite todas elas soltarem a voz e se divertirem nessa fantasia dos anos 50. É uma música caótica com um MV que parece ter faltado visão para mantê-las com os visuais e cenários dourados por 3 minutos a fio? Sim, mas tudo é muito cativante, com um refrão contagiante e um ritmo que não me deixa parado em nenhum momento. “Madonna” é uma das grandes músicas do segundo escalão da 2nd gen do K-pop, e era esse tipo de atrevimento e força em ser gostosa que o Secret devia ter se escorado o tempo todo.

Shy Boy

Já “Shy Boy” é uma queridinha minha. O Secret acertou demais no recheio de musicais broadway e na estética pin up para proporcionar uma viagem no tempo e entregar o número bebop mais carismático, fofo e contagiante já feito no K-pop. É uma explosão mágica e encantadora de fofura, com as integrantes entendendo a proposta e embarcando nessa onda fofa mais temática, vivendo o próprio mundinho nos tempos da brilhantina. Durante o post vimos exemplos mais capengas de músicas com um tom mais fofo sendo dadas para elas, mas “Shy Boy” vai além do fofo e parece ter mais conteúdo e um som chiclete o bastante para não sair mais da minha cabeça depois de ouvir.

Love Is MOVE

“Love Is MOVE” faz jus em ser a faixa principal do único full album do Secret, pois é uma faixa icônica. Todas as qualidades que pontuei em “Madonna” podem ser ditas em “Love Is MOVE” com o plus do polimento que tanto música quanto MV possuem. “Love Is MOVE” tem um ânimo na performance e no instrumental com as Secret vivendo suas fantasias de divas em seu máximo, num número atrevido e ousado com um refrão cativante e a energia sempre lá em cima. É super divertido cantar e dançar junto com o Secret essa música, e eu fico extremamente feliz ouvindo ela do início ao fim. “Madonna” é uma música imbatível entre os simpatizantes do Secret mas, particularmente, sinto que “Love Is MOVE” é a música que mais me dá vontade de falar que as gatas eram as rainhas do K-pop.

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