O rebranding J-idol do LIGHTSUM com “Doshite” é mais “K-pop tentando fazer J-pop” do que você imagina

Mês passado o LIGHTSUM anunciou uma mudança na rota do grupo, que “deixaria de ser” um girlgroup de K-pop para focar no mercado japonês como um grupo idol. E passado 1 reality show transmitido pela ABEMA, o grupo fez sua estreia no Japão com o 1º EP “RE:Idol”. O primeiro single dessa nova fase do grupo, “Doshite”, está disponível desde a semana passada, mas o MV só foi lançado ontem junto com o EP:

Não sei se isso fará sentido, mas “Doshite” soa mais como uma música que um girlgroup de K-idol fofinho faria emulando J-pop na década passada do que um girlgroup J-idol fofinho atual. Ok que a proposta desse rebranding é exatamente fazer do LIGHTSUM um grupo coreano emulando idol japonês mas, dada toda a pompa de fazer um grande anúncio e um REALITY SHOW para promover essa virada de conceito, eu estava esperando sintetizadores mais exagerados e vocais mais agudos para mergulhar com mais força no que está bombando na indústria idol atual.

Depois de ouvir “Doshite”, a impressão que tive é de uma música, digamos, “ajustada”?! Nada parece extrapolar os limites do carisma (pelo bem e pelo mal) que um número J-idol costuma tentar ser. Você reconhece os sintetizadores eletrônicos mais fora da curva para um grupo de K-pop, mas também sente que só vitaminaram uma música de início de carreira do TWICE e foram na fé. “Doshite” não é a bomba perigosamente açucarada e brilhante que você vai ouvir, meio que só fazendo o básico para diferenciar essa música de trabalhos anteriores delas e não soar como “K-pop traduzido em japonês”.

Dito isso, “Doshite” é uma graça. Essa execução mais palatável de pop japonês para os 19 fãs que esse grupo tem é de fato mais simpática e agradável de ouvir, deixando o boost de energia que o refrão tem mais energizante (duh). O refrão em si é o grande destaque que me deixou feliz e com vontade de viver com um pouco mais de cor mais um dia nesse terrível mundo cinza, e toda a música soa desenhada para você se preparar e transcender com a magia e doçura desse refrão. Levando em conta que tudo que lembro da carreira do LIGHTSUM é um grande NADA, “Doshite” pelo menos tem alguma vontade de ser memorável e eu dou crédito para isso.

“Doshite” não é a incrível experiência J-idol que o LIGHTSUM promete entregar e a CUBE não parece MESMO saber o que fazer com esse grupo, mas achei a música o menor dos problemas desse rebranding. É simpática, contagiante e tirou um sorriso do meu rosto, que é basicamente a intenção de boa parte desses números japoneses mais fofos. Cumpre o seu papel e é um bom primeiro passo nessa nova jornada do LIGHTSUM… Resta saber se a Cube terá vontade de seguir com isso.

4 comentários sobre “O rebranding J-idol do LIGHTSUM com “Doshite” é mais “K-pop tentando fazer J-pop” do que você imagina”

  1. Eu morro de dó dessas meninas. A Cube realmente tem problemas crônicos de gestão de grupos, especialmente os femininos. O i-dle só conseguiu chegar onde chegou porque a Soyeon pegou a responsabilidade pelo grupo pra ela.
    Espero que essas queridas consigam fazer mais barulho no mundinho pop japonês do que conseguiram no coreano. A música tá realmente uma graça e o MV tá muito bonitinho. Agora é ver se conseguem competir por espaço com os grupos do próprio Japão.

  2. Eu gostei da música e gostei da forma como se apresentaram. Confesso que imaginei que viriam com uma música mega sintetizada, cheia de informações e extra cutie, mas não me decepcionei e sigo na torcida para que elas tenham sucesso porque as bichinhas estão penando pra ter algum sucesso. São o novo CLC.
    Espero que a Cube mantenha o investimento e a regularidade de lançamentos para que elas estejam na mídia japonesa e tenham algum tipo de notoriedade.

  3. Gostei! Entendo o que você quis dizer; realmente dá para perceber que é um grupo de k-pop emulando j-pop e não um grupo de j-pop de verdade; faltam os vocais agudos, uma guitarra pesadona depois do segundo refrão, algo assim. Mas é bem agradável, e simpatizo com o LIGHTSUM (especialmente com a integrante que foi participar do The Unit quando só tinha 12 ou 13 anos DE IDADE, competindo de igual pra igual com um bando de cavalas velhas), então torço pelo sucesso delas.

    Mas enfim, é sempre curioso ver quando um grupo de k-pop tenta emular j-pop. Ou o contrário, quando um grupo de j-pop tenta emular k-pop; algumas características do país de origem sempre acabam ficando no produto final (e isso às vezes até dá um charme extra):

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