“Cheetah” da Irene & Seulgi felizmente é mais legal que os insuportáveis fãs do Red Velvet chorando pela música existir há um mês

Já é dia 4 de novembro no Japão, o que significa que o debut japonês da sub-unit do Red Velvet Irene & Seulgi foi lançado oficialmente por lá. O EP “Cheetah” já estava disponível digitalmente desde o meio de setembro (Provavelmente por conta da turnê que a dupla fez pelo Japão), então nada relacionado a música principal não é exatamente novidade, mas decidi aguardar para fazer hoje, com o lançamento físico do EP e o MV da faixa título:

A minha bolha tem muito fã de Red Velvet, e essa fanbase gosta de ser insuportável quando está afim. Quando anunciaram que o 1º EP japonês da unit Irene & Seulgi seria lançado digitalmente em setembro foi um chororô no twitter sobre falta de divulgação, a SM ser uma merda, não se importar com o grupo, lamúrias no estilo “não vai ter MV? vão lançar sem nada?” e esse blá blá blá que eu fiquei lendo tudo e pensando “puta merda é por isso que os fãs delas conseguem ser os mais afetados comentando aqui no blog”. Fora o festival de “nossa como será que vai ser a música? nunca ouvi antes hahaha” que rolava em todo santo teaser que a SM soltava como se ela fosse incompetente de deixar lançar um álbum ser lançado digitalmente. Jesus amado será que esse povo não se dá o trabalho de saber o mínimo da indústria japonesa para evitar estresse a toa?

Ok que os charts do Red Velvet por lá não ajudam, mas mesmo assim…

Enfim.

O que importa é que, felizmente, “Cheetah” é bem legal. A música segue bem os maneirismos que se espera de um electro-house para as pistas de dança, com o refinamento e sutileza que se espera do Red Velvet como marca e da SM quando se envolve com variantes house. Reinventa a roda? Não, mas quem espera isso de lançamento japonês hoje em dia? Curti os versos, achei o refrão uma graça para fazer carão na pista de dança, botei uma ring light colorida no meu quarto e me senti numa boate de K-pop ouvindo isso aqui. Um bom single dance para as gatinhas que não engoliram tanto assim o que o grupo todo fez em “Surfin’ Boy”.

Só senti que a música poderia ser mais… mais, tanto em duração quanto em conteúdo. Já passei da fase de reclamar de música de 2 minutos toda vez que vejo uma e nem tem nada de errado rolando em “Cheetah”, mas penso que a música poderia ser melhor, mais brilhante e homossexual se tivesse mais tempo e um instrumental mais ousado acontecendo. Tudo em “Cheetah” é bem simples e sutil demais dentro do gênero, o que não deixa lá uma grande impressão depois de ouvir. É uma pena saber que “Cheetah” seria muito mais emblemática (Pelo bem ou pelo mal) se fosse promovida como single na Coreia e parece ficar um pouco no meio do caminho por ser um single japonês, mas, de qualquer forma, o resultado de “Cheetah” ainda é um arroz com feijão nutritivo, que me alimenta muito bem.

No fim do dia, “Cheetah” é a minha title track favorita dessa unit do Red Velvet. Ok que não sou muito fã de “TILT” e “Monster” é realmente monstruosa mas, para além do demérito das outras, “Cheetah” tem seus méritos. Principalmente quando a SM aposta no mais seguro e só garante que a música será boa sem muito o que inventar. Ela consegue em 95% dos casos, e “Cheetah” não é exceção. De resto, seria interessante se a SM apostasse num housezão mais impressionante como comeback do próprio Red Velvet na Coreia… Será que eles ainda tem o contato do LDN Noise para servir isso?

5 comentários sobre ““Cheetah” da Irene & Seulgi felizmente é mais legal que os insuportáveis fãs do Red Velvet chorando pela música existir há um mês”

  1. uau q novidade reveluv agindo como vitimas da sociedade kkkkkkkkkk ta pra nascer fandom que gosta de ser dramatico como esses

  2. Concordo com algumas das críticas musicais bem apontadas, mas esse artigo acaba dando espaço demais para a desvalorização de artistas tão talentosas. Alguns termos e gírias utilizados, extremamente datados e totalmente desnecessários, já me davam uma ideia do que poderia vir pela frente, mas, ainda assim, me surpreendi com algumas colocações que realmente fazem sentido e são coerentes quando o assunto é música.

    Nenhum girl group atual da empresa passou pelo mesmo problema de intervalo entre o lançamento do MV e das mídias físicas. E não é como se os números fossem tão relevantes quando estamos falando de artistas consolidadas na indústria. De qualquer forma, elas merecem investimento e uma boa estratégia de lançamento. O MV está bonito por conta das integrantes, não pela qualidade da produção, que foi extremamente pobre e feita de qualquer jeito. Isso só reforça a impressão de que a empresa realmente não tem intenção de investir dinheiro e oferecer qualidade a elas, mesmo com ambas entregando tanto profissionalismo e talento com tão pouco.

    Pelo menos, as músicas são muito bem escolhidas e produzidas. Depois de 12 anos de carreira, também é o mínimo que elas merecem: ter o direito de escolher as próprias músicas.

    Fãs de K-pop, em geral, vivem em um delírio exacerbado. Eu sempre digo: gostar de K-pop é inevitável, mas ser kpoper beira a doença.

  3. sempre tem uns descobrindo que o mercado fonográfico do Japão funciona mais ou menos como o dos EUA nos anos 2000. acho que a distância foi meio grande também porque parece que o lançamento foi só pela SM Japan, sem a avex, então deve ter tido um orçamento meio baixo pra tudo. dito isso: a música é ótima e o EP tá bem legal (arrisco dizer que é melhor que os dois coreanos)

    e off: a SM têm acertado nos singles japoneses esse ano, né? kiss n tell, iconic heart, cheetah, yo-i-don… até os meio “medianos” são legalzinhos (high beam do xnghan, sunburst do riize, hello mellow do nct wish). teve uma época que a avex desovava as piores demos pros grupos da SM, então 2026 foi um ano acima da média

    • A distância tá ok, está ficando comum sair o álbum digital bem antes do físico no Japão (Os Nebula Romance do Perfume foram lançados do mesmo jeito e o novo da Chanmina sai digitalmente semana que vem enquanto o físico só sai no meio de dezembro), as gravadoras devem ter percebido que tem artistas que é mais lucro fechar parcerias no mercado digital antes pq não vai afetar o desempenho das vendas físicas mesmo

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