ALBUM REVIEW: TWICE – More & More

“More & More” acaba sendo um título bem apropriado para o que eu sinto com o TWICE hoje em dia: 2019 foi tão matador pro TWICE na Coreia com 2 EPs maravilhosos que eu estava querendo mais e mais TWICE em 2020. Demorou um pouco (E pareceu que demorou bem mais, considerando a eternidade que 2020 parece estar durando), mas finalmente temos um EP do TWICE para apreciar esse ano… E a demora valeu a pena.

Acredito que ainda exista um receio fora dos Onces na hora de ouvir álbuns do TWICE pois aquilo de “grupo extremamente popular com EPs extremamente mais ou menos” ainda tem alguma força, e eu me coloco nesse bolo aí. Mas depois de “Fancy You” e (principalmente) “Feel Special”, o TWICE mostrou pra mim que é mais do que visuais e carisma, e eu passei a criar expectativas mais altas para o que o grupo pode lançar, pois são dois EPs muito bons e facilmente são dois destaques de 2019 no Kpop (“Feel Special” é fácil um dos 5 melhores EPs daquele ano). TWICE subiu seu nível e eu queria ver o que isso significaria em 2020.

Essas expectativas muito altas talvez tenham desfavorecido o grupo quando vieram com “More & More”, um single que explorava um gênero já batido de uma forma pouco fora do padrão. MV e coreografia elevaram muito o pacote da obra, mas a música ainda não mudava minha vida e isso me fez segurar as rédeas na hora de ouvir o álbum, pois poderia estar vindo aí mais um álbum mais ou menos que não seguraria o rojão e eu voltaria com o sentimento de curtir o grupo mais pelas integrantes do que pelas músicas. Felizmente na primeira album track as minhas preocupações foram embora, e o EP se mostrou como mais um acerto dessa jornada no Eletropop. TWICE defimitivamente se tornou um grupo pras massas da música pop, e o “More & More” consolida ainda mais isso.

O álbum já começa com sua faixa promocional “More & More”, mostrando o novo caminho que o TWICE apostou para esse retorno: O Tropical House. Isso ainda ser uma coisa na Coreia em pleno 2020 mostra que isso vai realmente ser ressuscitado em todo verão por lá, mas o principal erro nem é o gênero em si. Os versos mais calmos e de uma atmosfera mais soft são ótimos, e o pré refrão repetindo a palavra “More” 76 vezes também é legal e tem um efeito delicioso ouvindo. A coisa toda entrega que teremos um drop explodindo no refrão e aí poderemos bater cabelo e fazer carão com algo contagiante, mas o que ganhamos de fato é um drop bem sem graça. Quer dizer, ele não explode do jeito que esperava, e a surpresa foi meio que broxante, e o resto da música morre naquela linha do “Hum… ok”. Se o refrão fosse melhor eu acredito que esse seria mais um single aclamado pra conta do TWICE, mas do jeito que está… next.

“Oxygen” vem com uma intro misteriosa com os “na na na” não entregando muita coisa e deixando aquele gostinho de “O que será que vem aí?”, mas na primeira batida a gente nota que ela segue uma linha eletrônica que estávamos recebendo e amando dos singles do grupo em 2019. É tudo bem animado e pra cima, e tenho 96% de certeza que essa música seria o single pois seria um follow up perfeito pra sonoridade de “Feel Special”, mas a JYP viu o Oh My Girl hitando NONSTOP naquela linha de EDM tropical e acabou promovendo “More & More” pra esse posto. “Firework” traz o TWICE em sua  versão “ratas de praia latinas”, e super me imagino batendo perna na areia da Praia Grande sendo uma grande gostosa ouvindo isso aqui. Existe uma coisa mais tropical na música sim, mas a mistura com o violão e o ritmo mais latino cria um resultado mais quente e fresh, e temos o melhor refrão do EP aqui também. Não sei muito bem como foi a reação do público com o EP mas, pessoalmente, esse é o grande destaqie do álbum.

“Make Me Go” ganhou certo praise da galerinha aí por conta da música ser totalmente escrita pela Nayeon, mas essa música me soa familiar demais. É um popzinho divertido e gostei muito do refrão apostar em um vocal menos agudo, mas eu tenho a impressão de que já foram feitas 500 músicas iguais a essa e isso me incomoda um pouquinho. É uma boa faixa, mas depois de “Oxygen” e “Firework” ela acaba sendo bem ofuscada. “Shadow” rapidamente bota o álbum lá em cima, com uma produção eletrônica que lá na primeira ouvida me lembrou muito algo que o LDN Noise faria para algum single da SM, aí fui ver os créditos e *BOOM* tá lá o LDN Noise creditado na produção. Parabéns aos produtores por já terem uma assinatura fortíssima nas músicas de Kpop que segue funcionando, afinal isso aqui está uma delícia.

“Don’t Call Me Again” tenta muito ser a faixa mais forte do álbum, e acho que por isso acaba sendo a mais fraca dele, parecendo aquele tipo de farofa com um toque mais “R&B” que Demi Lovato ou qualquer b-list usaria como single por aqui. Você sabia que a Demi já lançou seu comeback em 2020? Pois é, você também não vai lembrar dessa música no fim do dia. O álbum termina. O álbum termina com “Sweet Summer Day”, descrita como uma faixa para você ouvir no próximo verão (Duh) com a letra escrita pela Jeongyeon e o rap feito pela Chaeyoung. Esse final de álbum é bem inofensivo se eu comparar com tudo que vem nesse álbum, mas é um popzinho agradável e tem quem aclame essa como um revival das faixas de início de carreira do grupo, então acho que ela faz mais pelos fãs de longa data do que por mim.

“More & More” é um ótimo EP. Não temos baladinhas enchendo linguiça e com faixas com potencial para serem tão aclamadas quanto “Strawberry” ou “Love Foolish”. TWICE realmente encontrou o seu caminho para fazer álbuns e essa sequência de ótimos EPs só me fazem criar mais expectativa para quando a JYP resolver dar o álbum da carreira delas, mas elas pecaram muito na escolha da faixa para promover isso tudo, e isso acaba não transmitindo o quão interessante esse EP é. Tem umas 3 faixas que seriam bem melhores como single do que “More & More”, mas isso mostra que não tem mais motivos da fanbase ter resistência com o TWICE.

Nota: 82/100

2 comentários em “ALBUM REVIEW: TWICE – More & More”

  1. Ainda me surpreendo em ver que o TWICE passou de um grupo que só lançava porcaria pra um grupo que só tem lançado coisa boa. Diminuir o ritmo de lançamento das gatas ajudou na qualidade, né tio JYP?

    Torço pra ele um dia lançar uma sub-unit com o trio japonês, de preferência numa pegada bem AOA no auge – ou melhor ainda, bem Kumiko no auge (Juicy, Taboo, Trust You, Candy…). Não vai acontecer, claro, mas que seria ótimo, seria.

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  2. Concordei muito com a review do album. Principalmente em Don’t call me again_ eles tentaram fazer uma batida poderosa e pra mim é a mais fraca do álbum, poderiam ter encerrado o álbum aí.
    Oxygen é uma das minhas faixas favoritas e Shadow cresceu muito comigo.
    Eu mudaria a lista
    1. More & More
    2. Make Me Go
    3. Sweet Summer Day
    4. Oxygen
    5. Shadow
    6. Don’t Call Me Again

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