Review Retrô: Quando o SISTAR queria pintar o c* de todo mundo com “So Cool” (2011)

2011 realmente eram tempos mais simples. As divulgações de Kpop se resumiam entre matérias de 2 minutos no Leitura Dinâmica e aparições no Top Mundi MTV, a onda hallyu era mais tímida por aqui, Jessica soltando um pombo imortalizava o “Xô flango, vai buscar catupiry” e mostrava toda a xenofobia que a própria fanbase nem se importava em reproduzir (Nunca disse que as coisas eram melhores naquela época)… E a fanbase se divertia com piadas de pronúncia esdrúxulas e de gosto duvidoso, como quando o SISTAR lançou “So Cool” em 2011 e a fanbase estava tipo “hahahaha elas querem ver seu cu hahahaha”:

“So Cool” é a faixa principal do 1° álbum de estúdio do SISTAR, que juntava os singles que o grupo lançou desde o debut em 2010 e mais algumas faixas inéditas. O SISTAR nunca foi um grupo flopado, mas “So Cool” acabou semdo o breakthrough do SISTAR, se consolidando no #1 dos charts coreanos e botando o grupo no mapa das mais relevantes do Kpop, algo que ninguém levou muito a sério de início mas acabou estressando muita gente com eventos de anos seguintes. Foi o single que botou a Hyolyn no mapa de grandes vocalistas femininas do Kpop, a Bora como a rapper do milênio que inspirou a carreira de outras wannabes como Nicki Minaj, a Soyou como a lenda das colaborações e uma grande força das OSTs… E a Dasom também estava no grupo. Nascia ali um dos principais grupos da história do K-pop.

“So Cool” é uma produção do Brave Brothers, que já estavam se consolidando como o auge das produções de girlgroups da época. A música é basicamente um popzão onde elas cantam que são legais e gostosas e ficam repetindo que são legais por metade da música, naquele combo de batidões eletrônicos e repetições chiclete que foram a grande mania da época e o que fez o Kpop crescer no início da década. O batidão de “So Cool” não envelheceu tão bem hoje em dia, mas é um ótimo throwback para a playlist de grandes gostosas que rebolam o popozão. E é esse o grande trunfo de “So Cool”, no final das contas.

“So Cool” não tem nenhum conceito por trás, uma letra mais sofisticada ou qualquer coisa do tipo. Elas estão ali cantando “Meu deus eu sou legal demais, arraso tudo sendo uma grande gostosa” enquanto estão ali no MV mostrando que são grandes gostosas, fazendo coisas de grandes gostosas e dançando como grandes gostosas. E tudo fica ainda mais delicioso no refrão enquanto elas balançam a bunda e parecem cantar “Yeah! Abri seu cu”, gerando inúmeras piadas infames e paródias questionáveis envolvendo esse meme que surgiu antes do conceito de meme existir na internet. Até o Diogo Paródias (Lembram dele? Ainda faz sucesso? Não sei, nunca mais ouvi falar na minha bolha) fez uma paródia da delícia. O nome? “Seu cu”.

É essa despretensão que faz “So Cool” dar certo. Nada acontece no vídeo, nada acontece na música, elas só ficam se balançando e sendo gostosas. E funciona. E foi com isso que o SISTAR conseguiu seu primeiro dos 9 #1 seguidos do grupo.

“So Cool” começou a caminhada do SISTAR para o sucesso, a parede inquebrável, os #1’s e a aclamação popular. A despretensão do rolê todo e a vontade somente de serem muito legais é algo que fez muitos coreanos, grupos cover e viadinhos ocasionais rebolarem suas bundas e se empoderarem como grandes gostosas independentes que são legais demais pra você, além de transformar o SISTAR num dos principais produtos do portfólio de produções do Brave Brothers. Não é o melhor single do SISTAR pra mim, mas é definitivamente um dos mais viciantes.

6 comentários em “Review Retrô: Quando o SISTAR queria pintar o c* de todo mundo com “So Cool” (2011)”

  1. Sobre o Diogo, ele ainda faz certo sucesso, é contratado da TNT para umas paródias da Rihanna comentando as premiações (Quando tinha na vdd), ele faz uns vídeos bem legais, mas paródias não mais depois do canal dele ser derrubado sabe sei lá qtas vezes

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  2. O impressionante é ver como a Hyolyn tava pálida aí… prefiro ela bronzeada mesmo (embora infelizmente ela já tenha sofrido preconceito com a pele mais escura).

    Sobre a Dasom, é impressionante ela fazer parte de um grupo de k-pop de apenas quatro integrantes e ainda assim conseguir a façanha de não ter nenhuma linha em certas músicas (isso seria compreensível num girlgroup entupido de gente como o IZ*ONE, LOONA ou Cosmic Girls, mas num grupo de QUATRO INTEGRANTES??). Feito esse que ela compartilha com a Hyeri do Girl’s Day, aliás.

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    1. Não se esqueça de Soyu que cantava também na sub unit do grupo apesar de não fazer parte

      pra mim Dasom nunca cantou nd no grupo pq toda vez que eu ouço as musicas tenho a impressao de que a soyu gravou e depois davam um tom mais agudo pra fingir ser da Dasom.

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  3. Tempos mais simples, aonde ainda tinhamos a infame franja da Hyolyn que fazia ela parecer um pinto no inverno, sei de todo o bafafa que ela odiava a testa mais até hoje eu dou risadas ao ver fotos dela com essa franja torta.

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