O assunto do momento é o ILLIT: Elas são o mais novo e controverso sucesso do K-pop fazendo mais de 3 milhões de streams no Spotify com o single “Magnetic”, hitando muito nos charts coreanos e levantando debates super relevantes na comunidade para saber se elas estão hitando mesmo ou é um grande esquema de autoplays e playlists financiadas pelo dinheiro infinito do esquema de pirâmide por trás do grupo. Então eu decidi ouvir o EP para engajar umas views de fim de semana no blog e descobrir se o sucesso é merecido ou só com autoplay para descer essa música. Então sentei, tirei exatos 9 minutos e 35 segundos para ouvir esse EP e escrevi minha análise sobre “SUPER REAL ME”, EP de debut do ILLIT:

Artista: ILLIT
Álbum: SUPER REAL ME
Lançamento: 25/03/2024
Gravadora: BELIFT Lab
Nota: 69/100
O grande ponto desse e de alguns álbuns que vem saindo nesse estilo no K-pop é que eles são muito empenhados em criar um álbum mais simpático do que memorável, o que é bem fácil de curtir mas nunca dá aquela sensação de ter alguma coisa 10/10 nele. É mais ou menos o sacrifício do indíviduo pelo bem do time, onde o conjunto da obra é adorável de uma forma bastante amistosa e convidativa, mas nenhuma música é A grande música do lançamento. Isso não chega a ser um problema e acaba mais dependendo de quem ouve (Pessoalmente eu sinto falta de uma música que chegue dando aquele TCHAN, mas acredito que esse povo mais novinho/gen Z curta mais experiências assim).
“SUPER REAL ME” até tenta fugir dessa premissa (Especialmente no single, que eu achei que melhorou com o tempo), mas as produções e vocais contidos aliados a músicas que não tem tempo para brilharem (O EP não passa de 10 minutos, mas não vou ficar dando murro em ponta de faca com isso) meio que seguram o álbum todo nessa zona confortável e “easy listening”. Acho que todas as faixas do “SUPER REAL ME” tinham potencial para serem mais emblemáticas, mas quando você começa a curtir a música ela acaba e passamos para a próxima. Mais uma vez, eu sinto falta de uma música mais intensa e marcante, mas entendo que o álbum não seguiu por esse caminho. Não é um álbum 10/10… e nem tenta ser.
No final do dia “SUPER REAL ME” é um EP que tenta vender a atmosfera reconfortante e adolescente no seu conjunto, e nisso elas acertaram com louvor. Os 9 minutos e meio do EP descem de forma bem redonda nos meus ouvidos, sendo um play bem doce e jovial. Tudo é bem simples sem grandes momentos vocais ou de produção, mas acaba sendo uma experiência satisfatória que você deixa de fundo para abstrair ou se deixar levar por um som mais leve e relaxante. É difícil pontuar uma música melhor ou pior nesse EP com um conjunto tão redondinho.
“SUPER REAL ME” é mais um dos vários debuts que tenta mais te cativar conforme você vai ouvindo ao invés de chamar atenção logo no primeiro play. Chega a ser curioso um 1º EP que não tenta ser um destaque no meio no mar de debuts no K-pop mas, a julgar pelo sucesso que está fazendo, é uma estratégia que funciona. Músicas como “Magnetic” e “Lucky Girl Syndrome” me despertam uma curiosidade em saber como seriam em uma fórmula mais clássica e longa de fazer música pop, mas um extended mix no K-pop que lança versões de TikTok de forma oficial é como esperar um milagre.
Faixa a Faixa
É difícil chamar uma música de 1:47 de duração de música mesmo ao invés de intro, mas aqui estamos com “My World”. Na real, “My World” é uma música que funcionaria MAIS como intro assumida (cortava toda a segunda metade da música e serviria muito bem para introduzir o single), masok. Não existe nada muito além de “uma música doce e inocente” nessa música, então não tem muito o que comentar. “Magnetic” tem como grandes destaques os momentos mais house que dão uma outra dinâmica para a faixa, deixando ela mais intensa do que o que se espera desses números mais moderninhos e emulações da PinkPantheress no K-pop atual. Dava para apostar em uma batida mais criativa aqui, mas ainda é uma ouvida agradável que vem crescendo comigo.
“Midnight Fiction” é mais uma canção pop etérea e moderninha com vocais doces e leves e uma guitarrinha conduzindo a música de fundo. A acelerada que a música ganha conforme o instrumental vai rolando é interessante mas não o suficiente para mim, e eu preferiria que a música destacasse mais a guitarra e fosse para um lado mais pop rock de garagem tipo Young Luv do STAYC. Uma música ok no fim do dia, não ofende mas também não muda vidas. Já “Lucky Girl Syndrome” é bem mais legal, um pop mais dançante com batidas mais fortes sem perder a leveza que o álbum se propõe a ter. Tem uma energia mais lúdica em cima dessa música que é adorável e memorável, só é uma pena que, quando a música parece que vai entregar o ápice mais chamativo e colorido do álbum, ela simplesmente acaba. “Lucky Girl Syndrome” é a música que mais precisava de uma ponte/refrão final para brilhar, mas não impede que essa seja uma forma bem legal de encerrar esse curto EP.
Concluindo…
“SUPER REAL ME” é um debut competente para o K-pop atual. Nada muito emblemático que eu faça muita questão de ouvir casualmente, mas segue bem a tendência easy listening que os girlgroups novos aderiram de uns tempos pra cá. Poderia rolar uma versão estendida de “Lucky Girl Syndrome”, mas sabemos que a HYBE não vai fazer isso.
Fui tentar uma chance pra entender o fenômeno dessas garotas e não entendi real. A title é muito sem sal, não fede nem cheira e quando termina nem lembra mais de nada, o álbum segue o mesmo.
a sensação que eu tenho c os debuts dos ultimos 3 anos é d quando voce está morrendo de fome e sede e só ter biscoito de água e sal no armario e garrafa d’agua na geladeira
frustrante
Achei legal o sample de Move Your Feet em My World, mas fica difícil curtir de verdade com a música tendo menos de dois minutos. =P
Gostei do conceito estético meio m.i.l.k meio new jeans, mas as músicas são muito esquecíveis.
Esse deve ser o maior caso de payola na história do kpop, e a hybe não fez questão alguma de esconder que estão comprando tudo que podem pra essas meninas terem visibilidade, ninguém se lembrava desse grupo, a música não é tão boa pra ser um viral, não tem nada que explique esses números.
Mais chocante que isso só as fãs do babymonster querendo forçar até em votação da UpdateKgirls que Sheesh é o debut oficial do grupo.
Daqui a pouco começa a surgir as matérias sobre a “síndrome New-Ill-Sera” classificando o aespa (mais uma vez) e o IVE como grupos “B”.
Uma coisa que me deixou chocado nesse debut é a quantidade de compositores pra músicas tão pequenas
com o newjeans eu nao fui nao mas com essas monas eu fui vítima e testemunha do payola da hybe, literalmente estava ouvindo o >cowboy carter< e quando acabou veio magnetic, fiquei de cara
Prefiro a resenha do Psychic Fevr, que o pix já caiu.
Vc sabe que o Dougie não tem muita boa vontade com boy group, né?
Sabe, praticamente todos os pix de boygroup são dele/a kkkkkkk
Pois finalmente descobrimos o abençoado kkkkkkkkk
Coitada(o)
Essa deu uma hitada boa né? Tô
ouvindo JUST LIKE DAT há bem um mês direto
My Lord, eu agradeço a generosidade sua com o autoe desse blog, tu animas meus dias.
Amg te mandei msg pq não aparece lá o que você quer que eu fale deles exatamente para eu fazer o post