Review Retrô: Quando o GFRIEND passou de “emulação do SNSD” para “emulação do KARA” em “FINGERTIP”

Depois de acordar da eleição mais assombrosa que eu já vi ontem, abri a minha playlist de K-pop e fui me alienar com o que está rolando nessa humilde indústria. Coincidentemente, a primeira música que tocou na playlist foi “FINGERTIP” do GFRIEND e a primeira notícia que apareceu para mim foi que o VIVIZ conseguiu assinar com uma nova empresa para seguir as atividades como trio. Encarei isso e o fato de não ter nada relevante no K-pop hoje como o destino me avisando para fazer um post sobre “FINGERTIP” que não tinha aqui no blog… E, bem, aqui estamos nós, voltando para o ano de 2017 e ficando na ponta dos dedos com a 1ª grande virada sonora da carreira do GFRIEND:

Para quem não lembra, o início de carreira do GFRIEND foi bem marcado pelos netizens fazendo várias comparações com o SNSD, seja pela SinB ter o rostinho de uma Jung ou pelas similaridades que “Glass Bead” possui com “Into The New World”. E lançar “Glass Bead” versão verão, “Glass Bead” versão inverno e “Glass Bead” versão full album não mudou muito essa percepção (Apesar do grupo tombar a todos e smashar essa sequência de singles). Com o grupo em alta e parecendo imbatível, a SOURCE MUSIC pensou “vamos chacoalhar um pouco as coisas” com “FINGERTIP”. Adeus, acusações de copiar o SNSD na cara dura… E olá, demos que poderiam ser dadas para o KARA.

Na verdade, “FINGERTIP” carregas todas as características de uma produção do Sweetune sem ser uma produção do Sweetune, e por isso eu tenho a impressão da música estar alinhada com os grandes momentos do coletivo de produtores com o KARA. Tem synthpop, guitarras, ação no instrumental, drama na performance e um refrão contagiante. Mesmo que não tenha sido muito comprada pelos coreanos, a ideia de fazer uma grande virada na vida do GFRIEND dá certo em “FINGERTIP”, trazendo um grupo mais intenso e expressivo sem perder características que fizeram elas darem certo no K-pop, soando mais como uma evolução do que uma repaginada no som do GFRIEND.

Com um conceito sonoro forte, ideias sólidas e o synthpop torando, não tem como “FINGERTIP” errar comigo. É uma música emocionante, o refrão é delicioso de cantar junto e o instrumental é um dos meus favoritos da carreira delas, especialmente quando ele brilha no break dance que a música possui. Lembra que o K-pop investia nesses breaks? Consegue imaginar uma música com break dance nos jingles de 2 minutos hoje em dia? Pois é menina, são tempos distantes que parecem não voltar mais. Eu já estava bastante satisfeito e gritando “finalmente elas lançaram um hino” com “FINGERTIP” em 2017 (Nessa época eu não tinha muito apego pelos singles anteriores delas), e em 2026 ela envelhece como um belo vinho.

Eu tenho curiosidade de ver o universo paralelo onde “FINGERTIP” foi aclamada e manteve a sequência de smashs do GFRIEND só para ver como as coisas estão. A SOURCE MUSIC requentaria a fórmula mais umas 4 ou 5 vezes? Elas teriam endado o BLACKPINK e o TWICE e virado o girlgroup da geração? O Brasil teria o hexa? A paz mundial seria alcançada? São muitas dúvidas que jamais serão respondidas. Mas, com o que temos, é inegável dizer que “FINGERTIP” é ótima, divertida e memorável depois quase 10 anos de lançamento (É, minha filha, você está VELHA).

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