ALBUM REVIEW: BABYMONSTER – BABYMONS7ER

Aparentemente umas 5 pessoas queriam que eu falasse do EP de debut do BABYMONSTER, “BABYMONS7ER”. Normalmente quando existe um anseio desses é porque eu vou ter que me preparar para ouvir algumas das piores coisas de todos os tempos, e julgando pelo single do álbum eu deveria temer pelo que iria ouvir pelos próximos 20 minutos. Mas a minha vontade de testar a minha audição e gerar umas views de fim de semana a mais no blog falou mais alto, então dediquei um tempinho da minha vida para ouvir esse 1º EP do BABYMONSTER. Será que o BABYMONS7ER é ruim mesmo? Já adianto que SIM:

Artista: BABYMONSTER
Álbum: BABYMONS7ER
Lançamento: 01/04/2024
Gravadora: YG Entertainment
Nota: 38/100

Em teoria, BABYMONS7ER é um EP que deveria introduzir o BABYMONSTER: É o primeiro lançamento com o grupo completo, o “7” no nome do álbum ressalta que é o BABYMONSTER com força total e as músicas sem a Ahyeon foram regravadas com ela para serem relançadas nesse EP. A proposta do BABYMONS7ER é mostrar o que o BABYMONSTER é, com músicas fortes que mostram a identidade do conjunto e personalidade das integrantes que fazem ser um dos grupos que você deveria prestar atenção por sua originalidade e músicas de destaque… Porém, na prática, é um amontoado de músicas que vão do genérico ao tenebroso sem muita identidade, em uma tracklist patética que não se sustenta como álbum.

O grande problema desse álbum (Dos vários problemas que esse álbum tem) é que ele é irritantemente manjado. Você ouve 5 segundos de cada música do BABYMONS7ER e já sabe exatamente como será cada batidão girlcrush, cada baladinha no piano, cada uso de EDM nessas faixas. Você espera o mais previsível e preguiçoso trabalho saído dos prédios da YG em cada música desse EP, e você receber exatamente isso que eu dou até umas risadas de tão trágico que isso é. Em alguns casos é até PIOR, já que até a execução de algumas produções nesse EP são desconfortáveis e cansativas, fazendo do BABYMONS7ER um EP difícil de ouvir até o fim.

Daí você vai tentando se agarrar as migalhas que esse álbum tem a oferecer, mas até essas migalhas são questionáveis. Eu penso “Legal, um EP de 20 minutos, não é todo dia que temos isso no K-pop” mas é tão ruim que soa como uma punição para todas as vezes que reclamei de EPs de 10 minutos no K-pop. Eu tento me agarrar ao remix EDM de “Stuck In The Middle” mas se eu falar que é a coisa que mais gostei (Ou menos desgostei) no álbum é capaz de levar um tiro por ser o tipo de remix que o povão acha um lixo. Tem a b-side “Like That” que é a única coisa minimamente diferente desse EP, mas a música é uma chatice e não vale a pena. Tem a adição da Ahyeon nas duas músicas anteriores, mas é muito irrelevante no resultado final.

A resolução que tive depois de ouvir é que BABYMONS7ER é um álbum covarde por parte da YG. Na pressa de lançar um grupo para abafar escândalos internos, pegou as músicas mais óbvias que colam entre as bichas ocidentais que gostam de se gabar desses girlgroups da YG que não “soam como K-pop” e jogou na cabeça das meninas sem nenhuma preocupação. Não existe qualquer trabalho, conceito ou ideia fora do já manjado e bobo padrão YG de fazer música pop, que em 2024 soa como datado da pior maneira possível. De nada adianta o BABYMONSTER ser um grupo talentoso se as músicas que dão deixam elas numa irritante sombra de outros trabalhos da empresa, pois tudo que penso é que a YG não quer fazer nada além de uma versão genérica e inexpressiva do BLACKPINK.

Faixa a Faixa

A intro “MONSTERS” introduz bem o que tenho que esperar do álbum: Infelizmente vem muita coisa ruim aí. “As novas monstras estão na área, contem para seus amigos” soa como uma ameaça em volta do milésimo trompete apocalíptico usado como instrumental na YG. A parte boa é que a intro dura apenas 45 segundos, a ruim é que não damos a mesma sorte com o resto do álbum.

“SHEESH” traz todos os problemas de um clássico single da YG, e eu já estou vacinado contra isso. Já não crio qualquer expectativa na primeira leva de versos boa pois já espero que o refrão tenebroso afunde a música com tudo… E olha só, o refrão é mesmo uma bosta e afunda a música. O que me surpreendeu aqui é que a parte final, que normalmente salva parte da experiência, também é muito ruim e anti climático, costurando o último dos vários retalhos de músicas BLACKPINKescas que “SHEESH” é. “Like That” limpa a barra sendo o R&B 2000 que costuma ser mais simpático nas tracklists da YG. Pessoalmente eu achei uma chatice o instrumental vazio e sem vida, mas funciona bem no refrão. Uma música meio OK, não vivi por ela mas tem coisa no álbum que me ofende muito mais aqui.

A seguir temos as duas regravações OT7 do álbum, começando por “Stuck In The Middle” que é uma baladinha no piano feita exclusivamente para mostrar as habilidades vocais do grupo. Acho curiosa a escolha de usar vocais tão neutros em uma música que claramente pede notas altas e exageros para cortar qualquer sono que a música venha a dar ouvindo, mas vou escolher acreditar que a YG tentou algo novo com isso. A baladinha não tem nada muito imprevisível ou que chame a atenção então vamos seguindo. Ouvir “Batter Up” hoje não mudou muito a minha impressão que tive no lançamento: Outra música BLACKPINKesca pouco inspirada e com uma execução bem meia boca, tudo pelo bem de uma suposta identidade sonora da YG que soa mais como preguiça de tentar qualquer template novo e fica repetindo uma fórmula desgastada e datada. Porém o lançamento de “SHEESH” me fez ter certeza que tudo que está ruim pode SIM ficar pior, pois depois dessa “Batter Up” nem parece tão abominável. Ainda é bem ruim, mas parece até bonitinha se botar perto de “SHEESH”.

“DREAM” é a música lançada depois do fim do reality show do grupo, mostrando que a YG estava mesmo empenhada em reciclar tudo que podia para montar esse EP. É outra baladinha no piano esquecível na maior parte do tempo, mas no segundo refrão para frente a música ganha um tom mais inspirador e motivacional que dá a vida necessária para essa música não ser totalmente descartável. Bonita canção, e uma baladinha melhor que “Stuck In The Middle”. A última música, inclusive, é um remix de “Stuck In The Middle” que transforma essa baladinha em um pancadão EDM saído diretamente de 2017. É o tipo de farofa que vocês vão falar que saiu diretamente de alguma intro de canal de Minecraft (E com razão) mas eu achei a coisa mais divertida do álbum e se vende melhor como faixa emotiva e cativante do que a baladinha original. Um encerramento bonitinho para um álbum que eu espero nunca mais ouvir.

Concluindo…

Qualquer indicativo de sucesso desse álbum é premiar a mediocridade da YG produzindo o BABYMONSTER. BABYMONS7ER é a sombra de absolutamente tudo que a YG já fez nos últimos anos, e acredito que o grupo mereça brilhar mais do que isso.


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29 comentários sobre “ALBUM REVIEW: BABYMONSTER – BABYMONS7ER

  1. cômico ouvir sobre datado vindo da yg sendo que desde a segunda geração a yg nao faz nada original ou de qualidade mediana.

    o grupo é fraco, assim como todos os grupos da yg tem sido. a empresa ja morreu faz mais de 10 anos.

    • a formula do teddy envelheceu igual leite, nao sei como ainda tem credibilidade sendo claramente um produtor parado no tempo e ultrapassado por outros profissionais

  2. Resumindo o que tem nesse blog e na MAIORIA dos comentários, um bando de gente que não tem o que fazer e acha que entende o mínimo de música, meu erro foi achar que um site desse tinha alguma credibilidade pra falar sobre algo.

  3. Eu acho meio triste e ao mesmo tempo revoltante. Triste por que as meninas realmente tem bastante talento e cada uma um ponto forte em cada área que um grupo de kpop realmente precisa, beleza, carisma, um bom vocal, etc… Mas é muito revoltante a YG fazer com dessas meninas como se elas fossem uma verdadeira caçamba de lixo que de modo semestral é jogado nelas todo o trash que essa empresa tem a oferecer ou pior, ela tem a POR em baixo dos panos… O que tenho de sentimento com a YG é o mesmo que tenho desde 2016, parece uma empresa cafajeste e oportunista que está apenas tentando jogar a poeira para de baixo tapete e de Plus ela tem passe verde pra isso, já que tem uma parte CONSIDERÁVEL de fanbase que apoia todo o lixo produzido pelo terrível teddy… E as tragédias continuam… seja em 2010, seja em 2016 OU SEJA EM 2024 !

  4. Que o EP seria ruim, não havia muita dúvida; a novidade é a falta de qualidade ter vindo acompanhada por falta de sucesso. Parece que a YG se acomodou com o fato de o BlackPink emplacar todas as porcarias que foram dadas pra elas gravarem e achou que daria pra repetir a tática com outros grupos, sem perceber que o BP estourou APESAR do repertório delas, NÃO POR CAUSA DELE.

    Vamos ver se esse balde de água fria vai fazer eles acordarem pra vida e melhorarem a seleção de músicas que dão pro Babymonster e pros outros grupos da agência gravarem (incluindo o próprio BP). Se bem que, sendo a YG, o mais provável é que eles continuem apostando na mesma fórmula na esperança de o raio cair no mesmo lugar duas vezes. Vai cair sim, confia.

    • vamos ser honestos, o BP só começou a ficar previsível depois de DDDD, mas no período rookie as demos tinham sim uma qualidade superior, e outra, o BP (assim como o 2ne1) sustentava as demos mais bagaceiras no carisma e personalidade, coisa que essa 5ª (ou 4½ª, como preferir) geração nao tem, todos os grupos parecem uma grande massa amorfa de membros

      • morro de rir c essa forçada de barra, whistle é uma brincadeira do B.I levada a sério pelos blinks, pwf não se destaca em nada nem no ano de lançada que dirá em termo de qualidade, bp não tem era de ouro, essa que é a verdade

      • Não sei se eu faria essa comparação… uma coisa que eu aprendi com a blogosfera é que tem muito grupo nugu com debuts (e até discografias gerais) melhores que muito grupo de agência grande.

        O fato desses grupos não terem nada a perder frequentemente faz eles não terem medo de soltar alguma coisa toscovilhosa, como a clássica “Bbang Bbang” das Pocket Girls. Aliás, taí um grupo que tem a discografia impecável.

  5. Ouvi esse EP com toda minha boa vontade pensando que talvez tivesse algo bom pra mim, mas não tem. Na segunda vez que ouvi, continue com os mesmos sentimentos. E o fandom delas ser o puro suco da chatice com surtos e recordes absurdos não ajuda. No fim, é aquilo: talentos em ambientes que não são propício não conseguem evoluir a suas melhores fôrmas.

  6. a sétima integrante estragou stuck in the middle, já que ela roubou a high note da pharita que por sinal, é a parte mais louvável da música.uma pena. vou tar dando stream somente na versão ot6, e nada mais.

  7. Acho que pela briga que as fãs das babymonster estão tendo com as fãs das rainhas do payola da suposta quinta geração (o Ill-it) a última coisa que estão ganhando é sucesso, tanto que até o Kiss of Life tá com chart melhor do que o BabyMonster, inclusive entrando no melon top100 nas primeiras horas de lançamento.

    • Acabou que forçaram tanto que esse era o debut delas e no fim das contas os resultados foram piores do que com a porcaria Batter Up.

      Ainda vou defender Stuck in the Middle, eu amei mesmo essa música.

      E a Ahyeon n-word não fez muita diferença no grupo.

      • Real, qual o sentido de ficar demonizando uma menina de 16 anos porque ela estava cantando uma música em outra língua e fez a besteira de não saber que era pra remover aquela palavra?

        Se fosse uma ofensa repetida, beleza não gostar dela. Mas ficar chamando ela de “Ahyeon n-word” como se a gente de fato soubesse que ela é racista é bizarro. E não estou falando isso como fã, já que eu nem gosto desse grupo.

      • Eu não consigo entender como que em 2024 alguém pense que uma pessoa de 16 anos não sabe o que faz, ainda mais sendo fluente em inglês, mas tudo bem.

        Eu chamo a ahyeon n-word de ahyeon n-word porque antes de toda polêmica os fãs infernizaram os My’s por conta da Giselle, que fez a mesma coisa mas se desculpou.

        Fora que o atraso da chegada dela no grupo foi extremamente suspeito, os fãs cobraram a YG em todo lugar possível, depois jogaram tudo pra debaixo do tapete, ela não se desculpou, e tá aí na maior, ou na pior, e quase ninguém cobra, duvido muito que ela seria convidada a voltar se Batter Up tivesse hitado.

      • Engraçado que vc julga a ahyeon por falar essa palavra, e tá aí você mesmo falando, no mínimo você deve achar que “pode” falar, mas igualmente ela não pode você tbm não pode.

      • Assim, o negócio é que seu segundo parágrafo faz parecer que seu problema maior é mais por ressentimento sobre o que fizeram com outra artista do que com racismo.

      • (E Cayke, falar “n-word” não conta como de fato falar a palavra, então esse argumento não faz muito sentido.)

      • Não é bem ressentimento, é mais pelo sentido de “se a Giselle pode (e deve ser cobrada) a ahyeon também pode (e deve ser cobrada)” mas eu entendo que parece ser uma birra de fandom, mas eu juro que não é só por birra.

        E Cayke, Tchuru já te respondeu, n-word é o jeito certo de não dizer a n-word.

    • Não me surpreenderia se nessa nova geração de girlgroups as “Big 3” acabarem sendo soterradas por grupos como o NewJeans, Kiss of Life e até o megazord do Jaden Jeong (que por sinal finalmente revelou as últimas integrantes do OT24, agora quero ver ele conseguir lançar um single que tenha TODO o OT24, com cada uma delas tendo uma linha ou pelo menos um “Hey!”).

      • Isso seria muito ruim, porque o Kiss of Life penou pra entrar no top100 e ainda surrou o BabyMonster, ainda não entrou na cabeça dos CEO’s que o big3 privilege acabou faz MUITO tempo.

      • a verdade e que quem gosta de gps como blackpink e babymonster não gosta de kpop de verdade, o bp trouxe os fas ocidentais pro kpop e eles acreditam que a reciclagem da yg e o jeito certo de fazer kpop, porém stayc e gidle e o que mais representa o que o kpop e do que o babymonster

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