Top Top.jpg: Os 10 “melhores” singles dos grupos e solos que surgiram depois que o Loona morreu

Bom, mais um dia dos namorados chegou comigo solteiro, com uma bela taça do vinho mais barato na mão, ouvindo “Alone” do SISTAR no repeat e falando para os meus irmãos que o dia dos namorados não é uma data especial mas sim uma fic que o pai do João Dória inventou para alavancar as vendas de junho, que era um mês mais fraco para o comércio por não ter um feriado comercial. Então, a noite chegou e eu pensei: Vou fazer algo que mostre que estou encalhado e não tenho nada melhor para me ocupar nesse dia. E aqui estou eu, levantando um Top Top.jpg com os 10 melhores singles do trágico fim do Loona. “Melhores” é uma palavra muito forte já que insinua que elas lançaram mais que 5 singles bons de verdade e não tive que preencher a lista com fillerzões a torto e direito, mas fiz o meu melhor para fazer esse post render. Sem mais delongas, vamos a lista:

10º lugar — ARTMS – Candy Crush

Com exceção de “Birth”, os pré-lançamentos do Dall foram feitos para referenciar os projetos paralelos que as integrantes do ARTMS lançaram antes desse álbum com a formação completa do grupo. “Candy Crush” referencia “Plastic Candy” da Haseul, modernizando e dando uma intensidade mais característica do ARTMS em um City Pop que, sendo bem honesto, não precisava ter. A música solo da Haseul é bem melhor mas, como nada do que sobrou é mais interessante, fica aqui a menção para preencher uma lista de 10 músicas depois que o Loona cantou pra subir.

9º lugar — Loossemble – Sensitive

Quando anunciaram o Loossemble, eu lembro que alguns viados e mulheres viados comentaram comigo sobre como (Intencionalmente ou não) esse grupo parecia ser a formação das sobras menos interessantes do Loona, já que o Jaden tinha pegado as mais fodonas que ele podia para assinar contrato na MODHAUS. E ouvindo os dois singles do Loossemble o que eu posso dizer é que: Elas em nenhum momento rebatem essas acusações, sendo DE LONGE o projeto mais esquecível do Loona pós-morte. Acho “Sensitive” um pouco menos esquecível por soar como o que “Why Not?” deveria ser ao invés daquela porcaria que foi, mas nada muito empolgante. Não tenho nada muito relevante para comentar sobre a música, então fica aqui mais como “menção honrosa” para falar que mencionei todos os projetos que vieram depois do OT12.

8º lugar — ARTMS – Birth

O K-pop esse ano está lotado de lançamentos com boas intenções mas execuções que simplesmente não batem comigo. “Birth” é um bom exemplo disso: Uma faixa dark cheia de nuances e mudanças que criam um clima distorcido e desconfortável de uma faixa conceitualmente melancólica. Tudo no papel é bem legal mas, na prática, simplesmente não cola. Nenhum momento da música me prende o suficiente para eu me importar com essa música, tudo acaba sendo engolido pela pretensão de fazer uma música se destacar pela tensão e acaba sendo bem menos emblemática do que poderia ser. “Birth” é uma música que eu acredito que seja boa, mas não consigo gostar muito no final.

7º lugar — Chuu – Howl

O grande problema de “Howl” é que a última pessoa que você consegue pensar ouvindo essa música é a Chuu. Imagino até a Taylor Swift em seus momentos mais sem sal colaborando com o Jack Antonoff lançando “Howl”, mas não a Beatriz do Brás de Cheongju, que brilha mais em trabalhos mais vivos e descontraídos. Por si só, entretanto, “Howl” é uma música confortável e boazinha, simpatiza pelos sintetizadores mais leves e atmosféricos junto com os vocais mais agradáveis da Chuu no refrão e na intro acapella. Eu gosto de “Howl”, mas nunca lembro de ouvir porque não é nada marcante para alguém como a Chuu lançar. Espero viver mais pela palhacinha no comeback solo que será lançado em breve.

6º lugar — Heejin – Algorithm

“Algorithm” é uma música que gosto mais hoje em dia do que quando saiu. A mistura de sintetizadores oitentistas em uma faixa pop mais moderninha e descolada é cativante e a Heejin faz um bom trabalho sustentando essa música do início. “Algorithm” é divertida, gostosa de ouvir aleatoriamente enquanto arrumo a casa e etc., mas não sinto nada de muito especial que me faça pensar em querer ouvir por conta própria. Quem sabe no ano que vem a música envelhece ainda melhor e eu passo a ter mais vontade de ouvir essa música mas, por enquanto, é apenas uma música legal que diverte sem criar maiores pretensões.

5º lugar — ARTMS – Flower Rhythm

A partir daqui eu posso falar de músicas que genuinamente gostei no pós-Loona ao invés de preencher a lista com as músicas mais inofensivas que saíram até o momento. E eu começo com “Flower Rhythm” do ARTMS, uma música que supostamente referencia “Algorithm” da Haseul mas soa mais como uma versão completa da intro do EP solo dela “Kehwa”. Essa é provavelmente uma intro que os fãs viveram por ela e choraram na DM da Modhaus pedindo uma versão completa, e o Jaden deu o seu jeito para encaixar isso na lore do ARTMS e lançar como single. E QUE BOM que fizeram isso pois o resultado final ficou bem legal. Até o refrão, que no lançamento me perdeu muito, eu já acostumei e aceitei como parte da ideia eletrônica mais esquisita e eletrizante que a música possui.

4º lugar — Haseul – Plastic Candy

Tem estilos musicais que (quase) sempre me arrebatam como novidades, por mais básicas e previsíveis que sejam. “Plastic Candy” é um desses exemplos e está tão alto nessa lista porque, bem, é City Pop feito do jeito mais oitentista e tradicional possível, mesmo com essa sendo um ripoff safado de “Plastic Love” da Mariya Takeuchi que nem praticamente todo mundo que já lançou City Pop na Coreia fez. O misto de delicadeza vocal e nostalgia na produção embalando a canção é belíssimo, traz um conforto e melancolia que me leva a um local seguro do jeito que só um bom city pop consegue fazer, e acho extremamente criminoso esse single não ter um MV com a direção criativa (E meio esquizo) que o Jaden costuma entregar.

3º lugar — Odd Eye Circle – Air Force One

Como a atual onda de músicas “easy listening” apoiadas no Jersey Club e Garage House acaba parindo muitas músicas joviais com vocais adolescentes no K-pop atual, “Air Force One” se destaca indo num caminho mais intenso e imprevisível. As viradas de chave são curiosas, me deram um desconforto no início mas, hoje em dia, eu VIVO por cada mudança de humor que a música me dá. É uma faixa que me dá adrenalina, paz interior e vontade de dar muito carão e close ouvindo. É uma música que me ganha por ter uma identidade fortíssima, sendo uma das músicas mais marcantes dos projetos antes, durante e depois do Loona.

2º lugar — ARTMS – Virtual Angel

O grande charme de “Virtual Angel” é que essa música é quase que uma sucessora perfeita de “Butterfly”, dando a entender que era esse o caminho que o Jaden queria seguir com o Loona se não tivesse saído do projeto logo depois do 1º comeback do grupo. O synthpop mais etéreo e a leveza dos vocais do grupo (Seja intencional ou por possíveis limitações nesse quesito) é uma combinação muito boa, é uma pureza arrebatadora que dá aquela vontade especial de viver e seguir em frente. Depois um projeto de estreia mega arrastado, “Virtual Angel” mostrou que podemos ter boas expectativas sobre o que o ARTMS vai criar para o K-pop.

1º lugar — Yves – LOOP (feat. Lil Cherry)

Como se não bastasse ter um dos solos mais homossexuais do pré-debut do Loona, Yves também botou na mesa o solo mais homossexual do Loona pós-disband. Ela conhece tão bem o seu público que fez exatamente o que um fã dela faria: Comprou uns 2 conjuntinhos da SHEIN, se meteu em qualquer buraco imundo e mal iluminado de Seul e bateu cabelo com muito yass e werrrk enquanto uma fritação house com uma diva da voz suave e a pior rapper que você já ouviu entregando tudo está tocando na boate. O que é bom é muito bom e o que é ruim dá a volta e fica melhor ainda, sendo o tipo de entretenimento perfeito dentro da minha playlist. Parabéns Yves, você pode ser a que menos vende mas ainda é A menina mulher do Loona e adjacentes.

11 comentários sobre “Top Top.jpg: Os 10 “melhores” singles dos grupos e solos que surgiram depois que o Loona morreu

  1. terceira tentativa de comentário, dougie baniu meu ip só pode

    é com dor que anuncio que serei obrigado a poupar o artms de futuro hate. a curiosidade me venceu e tive de assistir o mv de virtual angel. infelizmente gostei muito do que vi e ouvi (as cenas no céu simulando aqueles televangelhos 2000 que coisa linda meu pai), oq me levou a ouvir o resto dos trabalhos sob a modhaus. infelizmente tudo muito bom, mas claro que ser a metade que presta do grupeco foi o principal fator. a yves é dessa metade tbm por isso dei uma chance pra loop, achei esquecível. oq me chocou foi oq aconteceu com o rosto dessa mona, pra quem era comparada à sulli e sunmi ela ta a cara da hyerin do exid. o restante jamais me submeteria à tortura de ouvir.

    • Pra mim a Yves continua com a mesma cara de sempre (ou pelo menos de desde os tempos de “new”)… mas se ficasse como a Hyerin do EXID, pra mim não teria problema; também acho a Hyerin muito bonita (só não acho que ela tenha nada a ver com a Yves em termos de aparência).

      • pode até nao estar parecendo muito, mas o mesmo rosto de new definitivamente nao é

  2. Adorei a matéria popasiatico! Em questão de álbuns o EP de Howl da Tidinha e do ODD EYE CIRCLE, pra mim, são impecáveis. Não tem uma faixa que eu pule e ouvir as músicas desses álbuns de fone é uma experiência sem igual. Recomendo a todos.

  3. E eu ia falar das lossemble mas elas são tão esquecíveis que eu esqueci delas duas vezes

  4. Brave me abençoou com “Virtual Angel” eu odiei o Music Epilepsia e não consegui ouvir a música e criei ranço, mas ele disse “dá uma chance garota” e valeu a pena, acho momentos quando elas dizem “Ill be there for you when your wings break”.

    E a Yves é a fodona, ela e a Kim Lip são as minhas favoritas, e esse solo dela é bom, mas tenho certeza que se fosse outra menina lançando eu ia xingar horrores, porque é uma música de provador.

    Estou pasma que ultimamente eu tenho concordado com o Dougie, normalmente eu não concordava com nada os tempos mudam.

    e já que falaram do MaMaCu completar 10 anos também vou falar das 4 bruxas lésbicas e 1 bissexual mais conhecidas como Red Velvet que também vão fazer 10 anos e vão comemorar com um comeback e um fansign, o que o mamacu vai fazer mesmo?

  5. Gay, já que você não tem muito o que comentar. Faz um especial 10 melhores tracks do MAMAMOO, pra celebrar os 10 anos das bichas.

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