Year End 100: As melhores músicas de 2024 no Asian Pop (Parte 6)

Estamos chegando ao final dessa lista de 100 melhores músicas do Asian Pop em 2024 com muitos barracos, reveluvs chorando por “Cosmic” ter rodado no Top 40, brigas envolvendo artistas que sequer serão mencionados nesse top e muita recomendação de alto nível para quem se deu o trabalho de ouvir as minhas indicações essa semana. E agora é a vez de descobrir quem ficou no QUASE LÁ: 15 músicas que poderiam ter abocanhado alguma vaga no meu Top 10 de 2024 mas a minha lua disse NÃO, e por isso ficou no Top 25. Será que vocês vão reconhecer mais de 3 músicas dessa lista? Descubra AGORA:

25º lugar — Yves – Loop (feat. Lil Cherry)

Um debut solo da Yves me pegou meio desprevenido porque eu realmente não sabia o que esperar dela. Então ouvir “Loop” sem qualquer expectativa e dar de cara com a persona mais alternativa e descolada da Vila Madalena entregando o housezão LDN Noise que todo kpopper ama foi um soco que até hoje eu acho que não me recuperei direito, e nem sei se quero me recuperar também. Tudo em “Loop” mira em ser algo perfeito em suas imperfeições, aquela música que encanta por um sintetizador que parece mais fora do tom, pelas repetições de “Loop” em loop (rs) ou pelo mesopotâmico rap da Lil Cherry que ume tribos e traz a paz mundial. Uma preciosidade, com personalidade e divertida, um ótimo jeito da Yves debutar solo e se mostrar como a mais interessante dos projetos pós-Loona até aqui.

24º lugar — Hwasa – EGO

A Hwasa resolveu apostar em house music para o comeback dela esse ano. E mesmo curtindo muito “NA”, a estrela desse novo EP dela para mim é “EGO”. O teclado e sintetizadores são mais crocantes, a Hwasa manteve a linha simples porém elegante do instrumental , cada toque é chique e charmoso e a cantora tem um timbre único e com personalidade que deixa um housezão desses a cara dela. A desacelerada que rola no refrão sedutora antes do batidão entrar com tudo é gloriosa, a atitude da Hwasa é forte e os vocais são mais fortes ainda, me conquistando fácil a cada play que dou nessa música. Bem melhor que a joça que ela lançou no ano passado.

23º lugar — Hyolyn – Wait

O que difere “Wait” de todos os outros rip offs de “Water” da Tyla para mim é o tesão na performance da Hyolyn. As batidas sexy e envolventes estão ali, mas a Hyolyn sendo igualmente sexy e envolvente cantando deixa a coisa toda muito acima da média. A melodia é calma e amistosa, mas com uma sensualidade que me deixa 92% mais gostosa e suada só de ouvir, e a parte final com ela gemendo e repetindo algumas palavras me leva ao paraíso de uma ilha deserta que ela queria que eu chegasse com essa música. Tivemos muitos números afrobeats agradáveis porém esquecíveis no kpop esse ano, com a Hyolyn sendo a grande exceção do K-afro em 2024.

22º lugar — BEBE YANA – Icy On My Neck

A BÉBE YANA é uma querida no submundo de solistas coreanas, seja por conta dela ser uma ex-integrante do EvoL (Um grupo que você realmente tem que ter mais de 10 anos de K-pop para saber minimamente o que foi) ou pela recente imersão da cantora no drum n bass em seus trabalhos solo. Esse ano tivemos “Icy On My Neck” que faz o que tem que ser feito: Um drum n bass de atitude, estiloso, desbocado, com um instrumental que se deixa levar em elementos mais descompromissados e uma performance bem cunty por parte da BÉBE YANA. Eu ouvi essa música pela primeira vez e senti minha mente expandindo, a sensação de estar em outro universo e nada estava me puxando para baixo, abracei a vibe e gritei “HINO” logo de cara. A BÉBE YANA é muito boa, e o mundo precisa reconhecer isso.

21º lugar — f5ve – Underground

O grande feito de “Underground” foi trazer o público de cacuras jpoppers para o lado do f5ve com o eurobeat/para para super acelerado e divertido, além de chamar a atenção de mais uma galerinha aí. “Underground” dá uma adrenalina enquanto o batidão eletrônico dispara e injeta serotonina no meu corpo, especialmente no refrão em que a música é simplesmente as batidas rolando freneticamente e o autotune deixando tudo ainda mais artificial e delicioso. Ao mesmo que “Underground” me atinge como um soco noventista japonês, é um hyperpop moderno que faz as mais brat se divertirem fazendo os movimentos guaru mais travados da pista de dança.

20º lugar — MAX – Midnight Lover

Para lançar um eurobeat em 2024 você tem que ser um grupo japonês com coragem. Felizmente o MAX é um grupo japonês e tem coragem, então eu fui agraciado com “Midnight Lover” me levando ao caos frenético do eurobeat de 1997. E quando esse delírio de batidas eletrônicas e vocais questionáveis se junta com a guitarra eu penso por alguns segundos que estou ouvindo a maior música de todos os tempos. “Midnight Lover” é mais uma música que tem que ter um gosto específico e apurado para trasheiras eletrônicas dos anos 90, e se você é uma dessas gatinhas que vive por um throwback japonês mudando o ritmo das coisas em 2024, tenho certeza que “Midnight Lover” será O evento na sua playlist.

19º lugar — Club Gemini – G-Dasher

A cena independente/alternativa da Coreia em 95% dos casos é muito empenhada em entregar a música mais amistosa de uma playlist de cafeteria de Seul, mas tem uns 5% ali mais dispostos a lançar o grande jam da sua vida dentro de uma garagem com um kit de free samples eletrônicos e um sonho.”G-Dasher” do Club Genini é um exemplo desses 5%, um farofão house com raps rápidos, versos lacrativos e muito worrk, yasss, slaay e derivados. Se a Azealia Banks lançasse uma música assim, provavelmente seria Top 10 em diversas revistas de crítica musical lá nos Estados Unidos. Como foi o Club Gemini que lançou, o máximo que elas terão é um Top 20 por aqui mesmo.

18º lugar — Vincy Chan – Ride It Out

Não sei se existe “City Rock” ou apenas conheço pouco de city pop a ponto de não saber que existiu uma variação mais rockish do estilo, mas foi isso que a Vincy Chan tentou fazer em “Ride It Out” e eu AMEI. A intro misturando elementos funky mais melancólicos com a guitarra e bateria já me fazem sentir que estou prestes a ouvir algo único, e todas as vezes que a banda ganha mais destaque são emblemáticos o suficiente para eu sentir a emoção crua e honesta que a Vincy Chan passa aqui, especialmente depois do 2º refrão que é quando a música chega ao seu nível máximo. O YouTube ainda me conhece muito bem e sabe o que recomendar, pois “Ride It Out” e a Vincy Chan foram duas gratas descobertas que tive esse ano no Asian Pop.

17º lugar — Sakurazaka46 – Jigoujitoku

*BOOM* Lembrei que um grupo 46 lançou uma música incrível esse ano para colocar no Top 20 dessa lista. E que música é “Jigoujitoku”, né, com toda essa atmosfera rebelde e agressiva embalada em uma música idol moderna é arrepiante, e a virada que a música ganha no refrão para algo mais sinfônico sem perder a dramaticidade do coral é babilônica. “Jigoujitoku” tira um pouco do meu preconceito com músicas idol japonesas com algum dedo do Akimoto Yasushi no meio, é uma faixa bela, radiante, honesta e me deixa emocionado ouvindo. Simplesmente uma das melhores músicas idol que ouvi no J-pop.

16º lugar — ICHILLIN – Official

Eu não faço a menor ideia do que o ICHILLIN lançou antes e nem como elas chegaram no SÉTIMO single (Tanto grupo aí morrendo com bem menos), mas aqui estamos com “Official” sendo lançada nesse fim de ano e eu NÃO PAREI DE OUVIR ESSA MÚSICA desde a primeira vez que ouvi. Normalmente sou contra refrões que são basicamente o nome da música se repetindo enquanto o instrumental roda sozinho, mas sinto que foi a decisão mais certa a ser feita porque nossa, que fritação transcendental rola nesse refrão. Elas poderiam cantar qualquer coisa sobre ser confiante e empoderada em cima desse batidão house que eu estaria vivendo por isso, e olha que coincidência: Elas realmente estão cantando qualquer coisa sobre ser confiante e empoderada e estou vivendo por elas. Sabe-se lá como arranjaram uma demo tão boa para um grupo tão fundo de quintal, mas estou super grato ao homossexual que achou essa música e decidiu que o ICHILLIN deveria lançar.

15º lugar — HỒ NGỌC HÀ – CÂY ĐÈN THẦN

O Vietnã falhou um pouco comigo no sentido de jogar descobertas interessantes na aba de recomendados do YouTube, mas as gostosas que eu já conhecia antes não decepcionaram e seguem mantendo a minha fantasia de diva pop vivíssima. A primeira delas nesse post é a Ho Ngoc Ha, que mostrou como se faz um batidão pop selvagem e elegante ao mesmo tempo em “Cay Den Than”, com um ou outro elemento mais tradicional que deixa a melodia ainda mais bonita e rica. E quando o break chega com a flauta dando aquele pulso único… Uh, é mágico. Cada parte dessa música é encantadora, e essa voz da Ho Ngoc Ha segue sendo uma das mais emblemáticas que o Asian Pop proporcionou para mim.

14º lugar — Perfume – Starlight Dreams

O apelo do Perfume está em faixas eletrônicas mais artificiais e gloriosos pancadões que mudam a sua vida para sempre, então ouvir “Starlight Dreams” foi um choque. Um synthpop mais lento e cadenciado definitivamente não é algo que espero do trio mas combinou muito bem não só com o conceito retrô futurista do Nebula Romance como com o próprio Perfume. Uma canção prazerosa e envolvente do início ao fim, perfeita para ter um momento de relaxamento no fim de noite, encostar a cabeça em algum canto e deixar os pensamentos fluírem com cada batida e sintetizador que a música executa de forma deliciosa. Inesperada e inesquecível, “Starlight Dreams” é a minha música favorita do “Nebula Romance”.

13º lugar — Daoko – Tenshi Ga Itayo

O Slash & Burn da Daoko é um daqueles álbuns que eu acho mais incrível como conjunto (Um dos melhores álbuns do ano para mim) mas que não brilha tanto assim no faixa a faixa comigo. Então, a grande música do álbum na minha playlist acaba sendo a mais óbvia: “Tenshi Ga Itayo” traz o deep house homossexual e f(x)zesco que todo mundo ama junto aos vocais super processados de artista de Shibuya que é o que a Daoko faz de melhor, entregando uma música catártica. É muito difícil a Daoko entregar essa combinação de pancadão eletrônico com adoráveis vocais autotunados porque a comadre tem um gosto muito bom para esse tipo de coisa e as produções dela nesse estilo emanam bem as cores e energia que só uma música noturna feita nas principais garagens do Japão pode entregar. “Tenshi Ga Itayo” não é exceção, e urge a necessidade do Japão fazer a nossa Daoko ser alguém além de one hit wonder no J-pop.

12º lugar — Bích Phương – Nâng Chén Tiêu Sầu

Eu sou uma arlequina da Bich Phuong e é muito difícil eu não deitar para as músicas mais pop dessa mulher. Num primeiro momento “Nâng Chén Tiêu Sầu” não mudou tanto a minha vida quanto outros singles dela, mas logo eu estava deixando essa música em loop aqui em casa e, quando me toquei, vi que era uma das músicas que mais ouvi esse ano. Nâng Chén Tiêu Sầu” é de uma elegância e refinamento ímpar, a mulher é luxuosa e transmite esse luxo na música com esse timbre único e marcante em cima de um popzão mais “dark” com o baixo dando um tom mais classudo para a música. Essa nem é a melhor música dela, mas a Bich Phuong segue implacável na minha playlist.

11º lugar — Fei – The Last Tenderness

“The Last Tenderness” é o ápice do synthpop retrô no pop asiático esse ano. A Fei conseguiu pegar toda a melancolia e nostalgia de um synth disco dos anos 80 tradicional e refinou isso para seus vocais, dando uma sensação de distância e paz de espírito com uma melodia tranquila, meio triste mas super reconfortante. É uma música que tenta ser mais fiel ao espírito oitentista ao invés de tentar modernizar o gênero, traz uma sutileza marcante enquanto a Fei projeta suas emoções em cima dessa música. Brilhante, colorida e com um tom melancólico que me agarra e me deixa encantado pelo que foi feito, “The Last Tenderness” é a melhor B-track do ano para mim (E muito legal saber que esse hino ganhou um MV para chamar de seu).

23 comentários sobre “Year End 100: As melhores músicas de 2024 no Asian Pop (Parte 6)

  1. Não esperava ver o ichillin entregar um batidão tão bom nesse fim de ano, Official um dos maiores lacres homossexuais de 2024 junto com whiplash, supernova, ufo e loop

    • Oh essa música da Fei tá uma delicinha. Eu já tinha ouvido ela antes, mas não tinha dado a devida atenção, mas agora já vai pra playlist aqui.

  2. Esse ano foi o ano da Yves, ela só lançou hino.

    Btw, seu blog me tornou obcecada por Fei, surreal de bom.

  3. Reveluv não querido, pessoas com o mínimo de musicalidade, pq pqp teu top tá parecendo playlist de discoteca de gay geriatrica que quer pagar de indie diferentona.
    Tirando a Yves que arrasou e o sakurazak46 que fez um trabalho magnífico o resto parece música de boate lgbt dos becos da Coreia e da China. Vamos expandir mais esse gosto musical aí.

    • “musicalidade” daí vc vai ver a poc ouve kpop que é basicamente o capitalismo em formato mp3

      • Repito, vc é Once, a porcaria que elas desovaram tá lá atrás, vc nem devia estar aqui. E outra, qualquer música é basicamente capitalismo em formato de mp3, ou tu acha mesmo que tem artista por aí fazendo música apenas por amor? Kkkkkkk se toca bixa, para de pagar mico.

      • As musicas da kate bush são não só feitas por amor mas por espiritualidade humana

    • Não sei se já ouviu Dougie, mas “La Luna” do Ichillin é um hino, tem até uma pegada retro.

Os comentários estão desativados.