Leftovers (11/02): Minnie do (G)I-DLE com o TEN do NCT, Moonbyul, Perfume, The Deep, f5ve, Fifty Fifty e etc.

Acho que estou dando conta de comentar tudo de mais relevante que anda rolando por aí no mundinho K-pop, então é uma boa hora para dar moral para algumas coisas menos relevantes que rolaram recentemente por aí.

Minnie – OBSESSION (feat. TEN)

Synthpop retrô mais romântico que ganha uma intensidade a mais no refrão. Como dueto de fim de álbum é bem agradável, o som é adorável e a harmonia tailandesa é um diferencial, mas esperava mais disso já que tanto a Minnie quanto o Ten tem trabalhos solo melhores para oferecer.

MADEIN – SATURN

Você pode boicotar esse grupo pelos piores usos de IA para cortar gastos, pelo escândalo de assédio sexual envolvendo o CEO do grupo que culminou na saída de uma das integrantes ou pelas músicas mais xinfrim que elas estão desovando desde o debut. O que não falta é motivo para não ouvir esse grupo.

EVNNE – Hot Mess

A surpresa aqui é uma música chamada “Hot Mess” ser uma música de verdade ao invés da pior barulheira já feita na história do K-pop. Divertidinha nas 2 primeiras vezes que ouvi, na terceira eu já cansei, concluí que não é para mim e segui em frente.

ALL(H)OURS – Gimme Gimme

Já isso aqui está mais perto da pior barulheira já feita na história do K-pop mesmo, mas o que me impressiona é isso estar no canal da JYP. 72 grupos e bandas naquela empresa aparentemente NÃO. SÃO. O BASTANTE!!!! E eles tem que transformar empresas de fundo de quintal em subsidiárias agora.

Genick, Jacotanu, The Deep – Gasoline

Ainda estou meio obcecado no “Electric Pink” e acabei não dando moral para essa parceria que a The Deep lançou recentemente, mas é mais um club banger de respeito com a The Deep sendo melhor que a sua favorita e etc. Tenho cada vez mais certeza que a The Deep só precisa ser descoberta pelos gays fãs de Charli XCX para se tornar a maior artista de todos os tempos.

Fifty Fifty – SOS (Miami Bass Remix)

Fifty Fifty decidiu remixar as músicas de seu último comeback e tomou a decisão certa de transformar “SOS” em um Miami Bass, pois eu espero que o Miami Bass seja o futuro da ala mais low profile/easy listening do K-pop. Só é uma pena que a execução é morna demais e a música segue sendo um grande “errrr” (Ou estou implicando demais com elas ou a mixagem desse remix está muito estranha-para-não-dizer-ruim), mas valeu a intenção.

Moonbyul – Hoshiakari

É difícil convencer as pessoas que teve uma época que os atos de K-pop se empenhavam em entregar músicas boas no Japão quando o que temos atualmente é uma música chata atrás da outra.

Thelma Aoyama – HAI? (feat. Nishi Hiroto)

Essas J-divas da cena urban japonesa normalmente apelam para esses traps de mina fodona na hora de servir um número de mais atitude, mas o fato delas CANTAREM em cima do trap e colocarem algum ritmo já faz de coisas como “HAI?” da Thelma Aoyama melhores que o trap médio de um Oruam da vida que o seu vizinho fica ouvindo no volume máximo e achando a revolução do rap.

Perfume – Human Factory

Devo falar mais dessa música se vier um provável MV ou quando o Nebula Romance Part II começar a ganhar forma pra valer, mas a música é basicamente uma extensão do que foi feito na Part I e isso definitivamente é um elogio.

F5ve – UFO (Dorian Electra & Count Baldor Remix)

Hyperpopar e transformar “UFO” numa fritação de rave japonesa foi uma ótima decisão para tentar capturar aqueles que não foram conquistados pela versão original, além de fidelizar ainda mais o grupo com o nicho de twitteiras clubbers que vivem por qualquer batidão mais fora da casinha. Eu não faço muita questão por já curtir muito a versão oficial, mas ficou bem divertido para o que se propõe.

COLOR – It’s Brand New

É sempre uma grata surpresa saber que o Atsushi do EXILE ainda existe no J-pop, e “It’s Brand New” é um ótimo R&Bzão sexy e sutil que o seu boygroup de gogoboys favoritos mataria para ter.

ELSEE – Reset ≠ Reboot

O som é muito Loona coded/girlgroup etéreo da 4th gen do K-pop e eu particularmente prefiro a coisa mais house gay coded do debut delas, mas é um estilo que tem seu público e elas foram bem competentes para a proposta. Com a atual onda de girlgroups periféricos emulando mais na caruda trends de outrora no K-pop, o ELSEE é um grupo que vale a pena prestar atenção.

BEYOOOOONDS – Aa Kimi Ni Tensei

Clássica mistura de idol pop com disco music japonesa que os girlgroups J-idol mais “tradicionais” lançam quase que semanalmente. A estrela desse single novo do BEYOOOOONDS é realmente “Do-Did-Done” (Que é a minha música favorita do asian pop nesse início de ano), mas essa outra a-side não deixa a peteca cair e contribui para o melhor single do Hello Project desde o último melhor single do Hello Project (Que, coincidentemente, é o single de debut do próprio BEYOOOOONDS).

Juice=Juice – Hatsukoi no Bourei

Tinha potencial para ser o maior e mais dramático synthpop já feito na Ásia se o Tsunku tivesse alguma ideia do que é synthpop. Como ele não sabe, temos um pancadão eletrônico meio anisong que soa meio datado entre os grupos do Hello Project. Não é ruim, mas não é nada que chame atenção de qualquer um fora do mundinho H!P.

babyMINT – LUCY!!!!!!

Existe todo um nicho de fãs da atual fase da Rebecca Black que precisam descobrir o babyMINT e aclamar no twitter como se fosse o maior grupo de todos os tempos. Até lá, elas podem se contentar com esse humilde blogueiro falando que adorou o pancadão e, se tiverem sorte, as 3 pessoas que acessam esse blog e dão moral para girlgroups do mandopop vão ouvir e falar “Nossa, que incrível esse pancadão”.

4 comentários sobre “Leftovers (11/02): Minnie do (G)I-DLE com o TEN do NCT, Moonbyul, Perfume, The Deep, f5ve, Fifty Fifty e etc.”

  1. nossa eu tenho tanta pena da Moonbyul pq o tt adora pegar ela como mae das lésbicas mas ninguém dá uma foda pro trabalho dela. e ela é muito talentosa. enfim, mamamoo morreu como grupo e solistas né… totalmente esquecidas.

  2. Me senti pessoalmente atacada pelo shade em hot mess das cuespa, essa é só pras gatas alternativas de gosto refinado

  3. Elsee é um grupo natimorto.
    Realmente o fim dos grupos formados por programas. Kepler já mostrava que não ia mais dar certo, mas tentaram ordenhar até a última gota.

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