Hoje a Yves relançou o 3º EP Soft Error como “Soft Error : X”, incluindo a nova música “Ex Machina” na tracklist. A música em si não me despertou muita vontade de comentar a ponto de fazer um post solo (Mesmo sendo melhor que todas as album tracks do EP), então resolvi fazer algo que deveria ter feito 2 meses atrás: Um review do mini todo, já que tem muita coisa a se comentar nele. Em especial, em como a PAIX PER MIL está disposta a fazer VOCÊ acreditar na Yves como a gatinha mais quente da cena alternativa coreana:

Artista: Yves
Álbum: Soft Error
Lançamento: 07/08/2025
Gravadora: PAIX PER MIL
Nota: 72/100
Esse tipo de trabalho eletrônico mais “experimental” e menos polido que o “Soft Error” (E a Yves solo) traz chama a atenção vindo de uma K-idol, e não a toa a Yves tem esse praise entre as gatinhas mais conceituais da fanbase. Além dela não se limitar a vender seus experimentos na title track e criar uma experiência única para o ouvinte durante os projetos inteiros, ela brinca muito com isso de ser a antítese do pop coreano mainstream trazendo produções com sintetizadores mais grosseiros, vocais com autotune sem medo de julgamentos, sonoridades que você não pensa em uma figura comum de idol coreana lançando. A Yves não é a reencarnação da SOPHIE na Coreia mas, dentro do mundinho em que ela é inserida e do público que alcança, é como se fosse.
Definindo de uma forma mais bruta, “Soft Error” é o primeiro EP da Yves que todos os envolvidos entendem que a comunidade comprou a cantora como a gata mais quente da cena eletrônica alt coreana. Os outros EPs da Yves ainda possuem uma camada pop ali que fazem as músicas serem mais palatáveis com o povão apesar dessa persona “alternativa” florescendo na Yves mostrar que ela é uma artista diferente da K-idol que vira solista comum, e sem medo em tocar . Como a ideia deu certo e até rendeu um viral no último EP com “DIM”, há um esforço maior em vender a Yves como a artista diferentona, e isso rende músicas muito mais arriscadas e originais, que te convencem de que apenas a Yves teria culhão para fazer o que foi feito nesse EP.
Isso dá muito certo nas faixas promocionais. “White cat” e “Soap” são duas faixas que se permitem brincar, experimentar, ousar e levemente “errar”, despertando sentimentos e um acolhimento como se eu me identificasse fortemente com inocência e despreocupação que as duas músicas trazem. Trazer a PinkPantheress para a faixa principal foi GENIAL, pois “Soap” ganha ainda mais sons, texturas que dão a cara da panterinha sem perder a essência da Yves. E “White cat” é como ver uma irmãzinha descobrindo algum submundo da ZIG e definindo a personalidade dela como gata alternativa ali mesmo.
O problema é que o resto do álbum tem MUITO esforço e pouco resultado. As 4 músicas do EP tentam distorcer, refazer e reinventar a Yves de um jeito eletrônico com esse verniz conceitual e meio hyperpop que é muito legal no papel mas, na prática, as músicas em si são meio básicas e se perdem em dois extremos: Ou é uma barulheira não lá muito hipnotizante, ou é um vazio monótono. Eu entendo a ideia de música desconfortável que faixas como “Aibo” e “Study” possuem, mas não é um desconforto que me hipnotiza e/ou me dá prazer ouvindo, assim como as faixas mais “calmas” parecem grandes espaços vazios. Nada é essencialmente ruim, mas muita coisa é fraca em comparação ao que foi feito nos dois singles do EP.
“Soft Error” tem um conjunto bem legal. Eu ouço ele do início ao fim e penso no acerto que foi esse redirecionamento de carreira solo da Yves e em como esse EP é um ponto fora da curva comparado a tudo que a gente escuta no K-pop. Tem um conceito, uma visão de mundo e uma execução peculiar, que faz sentido e explora diferentes sons e cores sem parecer uma playlist gerada por algoritmo. Porém, o faixa a faixa mostra coisas mais incômodas que não me fazem carregar nada além dos singles no coração, o que é uma pena. É o EP mais fraco da Yves na minha opinião, mas ela ainda é essencial se você quer sair da mesmice.
Faixa a Faixa
O Soft Error começa com “White cat”, que é uma gracinha cute distorcida e autotunada que representa melhor a minha visão da Yves uma grande “irmã mais nova” do eletropop: querida e simpática, fazendo números inofensivos e fofos dentro do gênero e que cativam qualquer pessoa mais desprevenida. É divertido ver todas as cores e processadores usados em “White cat”, tem uma inocência por trás que torna essa música lúdica e, ao mesmo tempo que soa como algo desafiador, a Yves parece se divertir como se estivesse brincando de fazer música.
Daí temos “Soap”, que surfa mais num pancadão noventista eletrônico que une muito bem a personalidade da Yves e da PinkPantheress como artistas, deixando essa música A CARA das duas. E, por algum motivo, o sample de “Sugar Water Cyanide” da Rebecca Black foi uma decisão que deixou a música ainda mais icônica. Se o K-pop quer brincar de alternativo enquanto tenta arrancar e demo mais descolada da carreira da PinkPantheress no processo, a indústria devia fazer o que a Yves fez aqui. As duas faixas promocionais do álbum são icônicas e reforçam a Yves como uma das artistas mais interessantes do K-pop atual… Mas o resto do álbum derrapa querendo mostrar o quão interessante ela é.
“Aibo” tenta trazer o estilo da Yves para o pop/rock do momento na indústria coreana, mas a música soa meio “dispersa”. Não sei explicar direito, mas é como se eles tivessem uma demo pop/rock pronta, falaram “vamos superprocessar/autotunar tudo” e rezaram para dar certo, mas não tem muita conexão entre as duas coisas e a música dá mais certo quando ela parece um pop/rock mesmo (Especialmente nos versos em espanhol da Bratty), me dando a sensação de que a música seria melhor se fosse mais limpa. Por outro lado, “Do you feel it like i touch” é mais atmosférica e brinca bem com elementos mais soft e, de alguma forma, intimista, mas o meio da música é um grande vazio que poderia ter mais substância, e a música vira qualquer backtrack de ambiente hipster por aí.
“Study” tenta trazer a diversão das faixas principais do álbum em uma faixa repetitiva com sintetizadores e batidas mais frenéticas, mas… Cadê a Yves? Mexeram tanto nos vocais dela a ponto de que poderia ser qualquer uma repetindo as mesmas frases e colocando em qualquer álbum mais alternativo. O instrumental tem potencial club banger pelo seu ritmo mais rápido e dançante, mas a música parece um grande interlúdio que não conecta nada com nada. Fechando o álbum temos “mom”, a faixa mais fora da curva do álbum por, justamente, explorar um pop mais acústico e vocais mais limpos como um ponto mais “humano” da Yves no meio de tanto processador e autotune no álbum. Normalmente essas músicas sempre são as mais esquecíveis dos álbuns da Yves e “mom” não é exceção, mas a melodia é graciosa e mais marcante que as outras album tracks do “Soft Error”.
Concluindo…
A Yves ser a artista mais legal de acompanhar no K-pop não faz do “Soft Error” um dos álbuns mais legais de ouvir no K-pop. Ainda assim, a diva é uma querida e já mostrou disposição para arriscar, ousar e fazer o pop ser divertido novamente.
ai eu amo este epzinho! concordo q parece faltar algo, muitas vezes fica mais no conceito do que desenvolve na musica, mas ainda assim é mt divertido.
tá mt legal acompanhar esse desenvolvimento dela enquanto artista e eu amei ex machina tbm…
Aí ainda amo Loop e queria um som mais parecido com ela ou ela retornar as origens e fazer uma tipo New. Vi no review da pitchfork sobre o álbum da Pink more, mencionaram a Yves como “Yves do LOONA” kkkkkk saudades do LOONA e DO K-POP antes de 2020
Alguém se esqueceu de avisar a Pitchfork que o LOONA já deu disband faz tempo.
Se algum site ousar mencionar o disband desse grupo vai chover Orbit débil mental gritando que o Loona ainda existe e que apenas saíram da empresa. Esse fandom é uma raça intragável.
Ah sim, tinha esquecido que o LOONA não oficializou o disband e preferiu fazer como o SNSD e outros grupos que “continuam juntos, só não lançam mais nada e as integrantes nem aparecem mais juntas”…
Daqui a alguns anos talvez o Jaden Jeong consiga convencer as doze a fazer alguma performance em algum desses festivais de k-pop fora da Coreia do Sul, ou a gravar alguma música pra trilha sonora de algum dorama, e isso vai “provar que o LOONA não acabou” (ele só precisa correr pra agilizar isso antes do visto da ViViane expirar e ela ter que voltar pra Hong Kong).
artista! minha fav nesse ep é do you feel it like it touch :))
Dougie te peço uma coisa, cria uma tabela de valores pra gente que quer fazer deliciosos pix pra ti fazer as review de algo especifico (tipo, valor x uma música, valor x um ep/album, valor x tantas músicas) tem tanta música q eu acho boa e q gostaria de te obrigar a ouvir kkkkkk, mas eu realmente ñ faço ideia de qual valor seria um valor justo.
Ainda torço ansiosamente pelo dia em que ela e a The Deep vão decidir gravar uma colaboração.
Nossa, seria babado demais! Sonhando com esse dia.
me acabo com essa criançada do tiktok falando que ela é assumidamente greluda, acho um babado. no fim, achei uma nota saborosa pra melhor solista do loona. minha queen 👠 parabéns, divo!
Orbit sempre foi uma raça que ama forçar a sexualidade das integrantes
Mas, no caso da yves, acho que não é delírio da fanbase. Claro que só dá pra ter certeza se a própria gata disser com todas as letras que é lésbica, mas TUDO realmente dá a entender isso. O último mv dela, o ex machina, deixa isso bem escancarado – além de todas as indicações que ela compartilha, entrevistas etc.
nesse caso, igual a alguns outros vídeos que vi, inventaram uma fic mesmo, dizendo que ela abriu uma live pra assumir a mona dela.
não é? mas a maior parte disso vem da fic com heart attack da chuu. aí, vídeo de “kpoppers que se assumiram bissexuais” tem que incluir as duas greludas do extinto loona: white cat e kiss a kitty. // já ia rolar a comparação forçada com as 7 pragas, mas percebi que ia ficar surreal DEMAIS… que horror.
Falaram tanto da pinkpantheress que eu virei fã da diva, adoro a música dela com a Yves, o resto do álbum eu ainda não ouvi, mas algum dia ouvirei, gostei de Mom, é uma música bem mood.