Todo artista tem aquela música que não ganha a devida promoção, fica meio escondida como album track ou b-side e acaba desperdiçando o potencial de uma música icônica que é fácil um dos auges da carreira. E o Lado B nasceu para comentar essas grandes músicas que o artista não fez questão de divulgar mas que eu ouvi e acho que merecem muita atenção.
E como a Jolin Tsai já deu o pontapé inicial na Pleasure Tour e (provavelmente) não veremos single/MV novo desse álbum tão cedo, vamos dar uma moral para a gloriosa “SEVEN” que está entre as minhas faixas mais queridas de 2025:
É muito legal como a Jolin consegue trazer um elemento mais impressionável que traz uma empolgação e adrenalina a mais para uma canção. “SEVEN” poderia muito bem ser um club banger bem dark e intenso padrão que a Jolin tornaria icônico por sua performance (Ela meio que faz isso em “Pleasure” e é outro grande destaque de 2025 no asian pop), mas “SEVEN” se esforça em ser uma grande “abertura ao inferno” com essa ópera em forma de música pop eletrônica. Não é um mero sample de música clássica enfiado em uma faixa pop, tem todo um contexto dentro do conceito do álbum e da tracklist que faz essa faixa, que já é brilhante sozinha, ficar ainda mais icônica.
A ambição que “SEVEN” tem em ser apoteótica é o grande trunfo da música, pois é exatamente isso que a gente espera de uma artista com o porte de diva pop da Jolin. Eu não espero nenhuma novata fazendo uma música pretensiosa nesse nível pois os estilos e tendências pop atualmente são diferentes, mas eu quero ouvir coisas assim de veteranas que viveram esse auge do dark/electropop na década passada que buscam arrepiar todos os pelos de um homossexual. “SEVEN” busca expressar complexidade e prazer no que é pecado, sabendo que é proibido mas se aventurando nessa estrada perigosa mesmo assim. Com isso, temos um instrumental que julga e condena a pecadora, e uma intérprete indo atrás desse pecado, executado da forma mais emblemática possível.
Por mais que o “Pleasure” seja um álbum muito bem nivelado com ótimas faixas, “SEVEN” é o tipo de música que a gente ouve e pensa que os responsáveis se esforçaram MUITO para sair aclamada. Aquela música no álbum que você vê que houve uma direção diferente do resto, ao mesmo tempo que conduz o tom do álbum e é a cara do mesmo, ainda que não tenha um MV para ilustrar e ampliar toda essa magnitude (Mas deus queira que a fodona faça um MV para esse hino). “SEVEN” mostra que, mesmo com mais de 25 anos de carreira, a Jolin ainda consegue extrair algo e excitante, que deixe o ouvinte impressionado com o poder e genialidade dela enquanto artista pop.