No post de “GO” comentaram que eu daria a primeira nota ZERO para um álbum se eu fosse resenhar o novo EP do BLACKPINK “DEADLINE”. Isso nunca vai acontecer por aqui já que é muito raro eu decidir ouvir um álbum e não ter um ponto para salvar ou ficar genuinamente ok ouvindo por pior que o álbum seja, mas fui ouvir ele mesmo assim meio que por ser um lançamento de destaque no K-pop (Tenho que alimentar esse blog com pauta, né) e meio que pela curiosidade em ver se o negócio é tão ruim assim. E eu tenho que admitir: Terminei esse álbum pensando como raios isso passou por produtores, grupo, funcionários, chefões e etc. como algo aceitável para o BLACKPINK lançar.

Artista: BLACKPINK
Álbum: DEADLINE
Lançamento: 27/02/2026
Gravadora: YG Entertainment
Nota: 30/100
Uma coisa que sinto ouvindo o DEADLINE é que há MUITA má vontade no projeto. Faixas velhas e vazadas sendo recicladas, uma tracklist nada com nada, performances não lá muito brilhantes (Para não dizer chatíssimas) nas músicas, a mais do que questionável presença do Dr. Luke (Seja moralmente ou apenas pelo mau gosto)… Tem tanta coisa errada nesse EP que parece que os responsáveis e integrantes se sentiram obrigados a fazer algo pelos 10 anos de BLACKPINK apenas pela marca simbólica e para caçar níquel dos fãs que passaram 4 anos chorando por um novo projeto do grupo (Mesmo com elas mostrando, bem ou mal, que são mais interessantes como artistas solo). E provavelmente o DEADLINE foi feito para ser um caça níquel safadíssimo mesmo, mas poderiam ter disfarçado melhor, sabe?
O que tem de bom no “DEADLINE” é a faixa “JUMP”, pois o Diplo conseguiu extrair uma personalidade menos séria e um pouquinho camp do BLACKPINK sem perder a essência do grupo, sendo aquele tipo de música divertida e menos pretensiosa que a gente não vê muito delas. Algumas ideias no papel parecem legais, como as referências aos solos do grupo dentro da faixa “GO!” e a tentativa de fazer um hip hop mais sassy (e lembrar muita coisa da Cardi B) em “Me And My” que é uma novidade para elas, mas a execução de tudo passeia entre o básico e o lamentável. E o pior de tudo é que as meninas cantam de um jeito que não parece conectar com as produções, o que deixa tudo ainda mais esquisito (Para não dizer triste).
Ouvir o DEADLINE do início ao fim é como ver uma sombra bem desfocada do que o BLACKPINK já foi, e você fica meio indiferente depois que o choque das faixas passa. É um EP ruim, claro, mas um ruim que parece que nem tenta ser bom. Refrões como os de “Me And My” e “Champion” são duas das coisas mais constrangedoras já feitas pelo grupo, a virada de refrão de “GO!” é horrorosa e a baladinha tanto faz é realmente uma baladinha tanto faz. E todos os erros tiram o brilho até de “JUMP” nesse EP. É inevitável não olhar para esse EP sem pensar “Nossa, elas se esforçaram TANTO para servir personalidade nos álbuns solo e estão se sujeitando a isso”, e acho que as próprias integrantes pensaram isso em algum momento das gravações das músicas.
Se isso fosse um EP jogado de 2018 que pudesse passar como álbum de novatas, talvez fosse mais aceitável. Se fosse um single de 10 anos de carreira com “JUMP” e “GO!”, o presente seria mais palatável. Mas DEADLINE nada mais é que uma coleção de músicas que a YG sorteou aleatoriamente usando inteligência artificial e confiando que os fãs delas engoliriam qualquer coisa lançada depois de mais de 3 anos sem um álbum. Eles até engolem, mas a ladeira de todas as músicas desse EP nos charts mostra que não é por tanto tempo.
Faixa a Faixa
O EP começa com a única música legal nele, “JUMP”. A música é puro BLACKPINK e, ao mesmo tempo, uma versão muito melhor delas mesmas, justamente por se levar menos a sério. O batidão/drop do refrão é muito bom e eleva toda a adrenalina que elas proporcionam nos versos, criando uma música eletrizante do início ao fim. Tudo dá certo em “JUMP” e eu FINALMENTE poderei me juntar na rodinha de blinks para ferver e pular numa fritação do grupo. Não sei se bate “As If It’s Your Last” como a minha música favorita do BLACKPINK, mas é FÁCIL o melhor pancadão eletrônico do grupo.
A coisa descamba muito rápido com “GO”, que passeia entre NADA > REFRÃO RUIM > Verso legal da JenLisa > REFRÃO RUIM > NADA. Tanto a primeira leva de versos quanto a ponte funcionariam bem mais em uma música mais etérea muito bem (E serviria algo novo para o grupo) mas uma música do BLACKPINK não é uma música do BLACKPINK sem viradas impactantes e que estão ali pelo choque, daí o refrão lamentável que parece resgatar o pior que a música eletrônica tinha, além de uma letra travadíssima que tira qualquer vontade de cantar junto com elas. Nada conversa com nada aqui, e ouvir no repeat deixa “GO” ainda pior.
Daí chegamos nas duas músicas do Dr. Luke que podemos odiar sem culpa pois são horríveis. “Me and my” é uma tentativa fajuta de hip hop de atitude mais vintage, mas toda a execução é bem besta com esse ritmo morno, letra de repetição irritante e um refrão que consegue ser ainda pior que o de “GO”, enquanto “Champion” é uma das músicas mais constrangedoras para quem é fã do BLACKPINK ouvir. Os versos servindo rockzinho alternativo são até interessantes e promissores, mas acabam sendo totalmente anulados por um refrão teen pop cantado sem qualquer vigor … Como é que deixaram isso acontecer?
O pior das duas músicas é que existem ideias que, no papel, são coisas novas para um grupo que sofre com as limitações de sonoridade da YG para entregar algo fresh, mas aí temos um produtor ainda mais datado que parece nunca ter escutado uma música do BLACKPINK para direcionar as faixas direito e o resultado é broxante em ambas. Se era para trazer produtores novos na vida do BLACKPINK como grupo, que a YG trouxesse um que não parece ter morrido com a visão do que fez sucesso em 2014. Fechando o “DEADLINE” temos “Fxxkboy”, uma baladinha acústica qualquer que, mesmo sendo chata e que poderia ser lançada por qualquer um que queira exibir vocais crus numa guitarrinha, faz seu papel como baladinha de encerrar álbum.
Concluindo…
Inconsistente, fraco, decepcionante e faz qualquer um questionar “Nossa, juntaram o grupo para ISSO mesmo?”… Quer presente de 10 anos de carreira PIOR?
Conseguiram a proeza de fazer Jump soar boa, o que é provavelmente a única conquista positiva que alcançaram com este ep.
Os estouros que eram as titles anteriores são mil vezes melhores do que a chatíssima Go. Me and My é só uma versão piorada de Pretty Savage (se é que isso é possível), Champion parece aquelas músicas que a escola te obriga a cantar no final do ano, e Fxxxboy é uma música chata que roubaram da gaveta de demos da Rosé.
Isto tudo entregue pelo, supostamente, maior girlgroup de sempre.
Tenho a teoria de que chamaram o Dr. Luke só pra atrair atenção na base do hate pra esse álbum água de chuca, porque mesmo com o mal gosto inegável da YG, não é possível que eles viram o balança caixão do 143 e acharam de bom tom botar esse homem num estúdio de novo. Ou isso ou ele viu o Blackpink desovar um corpo (o do próprio grupo, provavelmente).
Se a Terceira Guerra Mundial começar, a bomba a Coréia do Sul já tem.
eu to chocado com o quao bem jump ta envelhecendo (pelo menos pra mim). se em julho do ano passado eu ja fritava ouvindo agora parece que a musica recebeu um upgrade que deixou ela ainda mais crocante
nao sabia a a coreia do sul tinha armamento nuclear. me choca uma nota trinta ainda numa bosta seca dessa kkkkk