Tem artistas que são igual loteria: Você decide fazer sua fézinha na esperança de ganhar um hino para alimentar sua playlist nas próximas semanas, com o risco de receber uma bomba e você sair de mãos vazias. Porém, tem artistas que não vão gastar essa sua fé, pois você já dá play nele sabendo que vai dar de cara com deliciosas canções que se conectarão contigo e te darão motivos para continuar vivendo num mundo cada vez mais caótico. E hoje, o Top Top.jpg traz TREZE artistas que eu não preciso me preocupar com música ruim, pois qualquer single é um deleite para ouvir qualquer momento do dia. Se você precisa de TREZE recomendações para animar essa semana de eleições, seja feliz esse post:
13º lugar — Lexie Liu
Essa Lexie Liu bota pra fuder, né? Oh menina afiada e com tato para fazer música pop, brincando com seus vocais, sintetizadores exóticos e uma sonoridade cheia de identidade, até mesmo quando a ideia é não ter identidade e apenas trazer suas referências adolescentes e transformar em arte atual. Se o TEENAGE RUMBLE, que é o trabalho mais “controverso” entre os fãs da Lexie, é uma sequência de pedradas icônicas para amantes de música pop, imagina o ouro que você vai encontrar nos 4 álbuns que ela já lançou? Se você ainda não conhece a comadre, está na hora de conhecer.
12º lugar — Jin Akanishi
Uma das poucas exceções que dou para vocais masculinos na minha playlist é o Jin Akanishi, que basicamente entrega tudo o que eu quero ouvir se tratando de um artista pop masculino em suas diferentes variações, que vão desde emulações do Justin Timberlake até farofões EDM, latinidades, R&Bzões sexy e por aí vai. Um artista bem versátil e que faz bem tudo que se propõe, com uma consistência que até minhas favoritas penam em ter em algum momento.
11º lugar — Lee Chanhyuk
A carreira solo do Lee Chanhyuk é um primor. O moleque usa essa alma de véio doidinho dele para resgatar o synthpop de uma forma tão charmosa e reconfortante, com uma emoção transmitida tanto nas produções quanto no vocal extremamente adorável dele. O lado mais alternativo/folk do AKMU tem uns momentos bem whatever para mim, mas a carreira solo, até aqui, é imbatível e com dois álbuns pop redondíssimos. Que ele continue assim agora que é artista independente (E que isso respingue para desenvolver uma carreira solo para a Suhyun também).
10º lugar — Tommy february6
Eu levei MUITO tempo para me aventurar nas águas synthpopescas oitentistas da Tommy february6 mas, meu deus, QUE. SABOR. DELICIOSO. A Tomoko Kawase não só sabia exatamente como fazer uma persona pop que se distanciasse o máximo do rock, com tinha as referências certas para executar algo vibrante, divertido e colorido SEM precisar exagerar uma personalidade sorridente e irritantemente fofa. Era um estúdio e uma cachaça na mão para ela fazer história, e toda música que já lançada por ela me deixa êxtasiado.
9º lugar — Toc Tien
Recomendar artistas do Vietnã sem avisar antes que você tem chances grandes de esbarrar nas baladas mais cafonas já produzidas seria covardia minha. Mas quando as divas de lá se propõem a fazer pop e/ou remixar os baladões, elas arrasam muito. Sabendo disso, uma das artistas vietnamitas minhas favoritas é a Toc Tien, que brilha muito na hora de entregar singles mais dançantes para os homossexuais de lá. E até nas baladas e faixas mais lentas ela entrega muita qualidade, viu? A Toc Tien uma artista de conforto que eu sei que dará o melhor para eu conseguir me conectar com ela, seja na sofrência ou descendo até o chão.
8º lugar — miss A
A gente sabe que um grupo tem fogo no olhar para entregar bops quando os integrantes provavelmente estão saindo no soco nos bastidores, e existe grupo melhor que o MISS A para exemplificar isso? Eu tenho certeza que o hiperfoco na Suzy deve ter despertado algumas brigas internas babadeiras mas, quando o miss A tinha chance, elas não deixavam barato com uma sequência de singles INSANA de tão boa. Ok que é curtinha, mas também quer dizer que não tiveram tempo de errar com elas e qualquer single do miss A que você parar para ouvir é um bop. “Até Breathe, Dougie?” PRINCIPALMENTE Breathe, que é um sopro de diversão camp.
7º lugar — Billlie
De todos os grupos de K-pop com essa proposta versátil, metamórfica e de mudanças drásticas de sonoridade a cada comeback, o Billlie é o melhor e mais consistente. Cada estilo sonoro que elas se propuseram a fazer entrega qualidade em diversos níveis, e é realmente uma pena que os momentos “mais populares” delas na Coreia sequer chegaram perto de um Top 200. Cada comeback delas me entreteve de diferentes formas, entregando algumas SOTY no meio do processo nenhum momento é uma falha genuína. “Ah, Dougie, mas você não gostou de ZAP?” E daí? O single é WORK e ZAP ainda tem um delicioso remix no álbum, então ela mereceu existir sim. Espero que o mínimo hype de WORK esse ano seja algo para a MYSTIC insistir um pouco mais com o Billlie e não disbandar em breve.
6º lugar — ALIE BLACKCOBRA
A ALIE BLACKCOBRA é uma das minhas descobertas recentes favoritas. A doll tem uma curadoria e referências para fazer R&B praticamente perfeita, o que resulta em trabalhos extremamente consistentes no estilo, com melodias prazerosas e uma interpretação absurdamente envolvente. Todos os singles que já ouvi da Alie exploram esse R&B mais cadenciado e intenso, com uma ou outra variação que não foge muito do estilo dela e, a cada lançamento, eu vejo que ela faz a lição de casa direitinho e sinto que estou diante da Mariah Carey trans tailandesa. Que ela continue perfeitinha assim nesse R&B, pois eu me delicio muito em cada single.
5º lugar — Utada Hikaru
Utada Hikaru, para mim, é um grande exemplo de música que você pode não gostar, mas não pode falar que é ruim. Eu mesmo não sou um dos maiores entusiastas da discografia delu, mas a delicadeza e refinamento nas produções e interpretação de Utada em cada música é, no mínimo, respeitável. Até mesmo os mais questionáveis trabalhos e letras voltados para o mercado americano tem seu valor e charme, e quando nossa monarca do pop acerta, ela entrega os diamantes mais preciosos em forma de música japonesa. Se você não passou um dia passeando pela discografia de Utada, está perdendo uma experiência incrível.
4º lugar — Lee Jung Hyun
A Lee Jung Hyun é meio que presença obrigatória na playlist de qualquer homossexual kpopper com caráter e dignidade. Enquanto trabalhou com música, a rainha de techno coreano se preocupou em alimentar as boates gls de toda a Coreia com fritações edificantes e farofas crocantíssimas para todas as minorias, se adaptando muito bem pelas mais diversas tendências da música eletrônica na carreira. Não existe um single ruim na vida da Lee Jung Hyun, e o que você achar ruim eu chamarei de CAMP para você engolir tudo que a diva tem a oferecer.
3º lugar — G.E.M
A G.E.M é uma gatinha meio fora do radar do internauta médio, mas é uma das grandes fodonas do mandopop atualmente (Se não for A grande fodona) e está prestes a finalizar a maior turnê de um artista asiático em todos os tempos com a “REVELATION TOUR” até o BTS ultrapassar ela. E, honestamente? É merecido todo esse sucesso, porque ela é maravilhosa em sua proposta pop/rock de vocalista potente que impõe força e emoção em cada canção, indo do rock ao baladão com muito primor e passeando por outros estilos com graça e qualidade também. Se você não precisa de sintetizadores eletrônicos pulsando a sua mente 24h por dia e um pop mais vocal e sing along com refrões potentes é a sua praia, a G.E.M cairá como uma luva na sua playlist.
2º lugar — Brown Eyed Girls
Eu vejo o Brown Eyed Girls como um grupo muito subestimado pelo kpopper médio. Longe de ser flopado, mas acho bem pouco comentado para a qualidade que o material delas tem. Principalmente quando elas mergulham para o pop com mais força e fazem uma sequência insana de álbuns com o Sound G > Sixth Sense > BLACK BOX > BASIC, que você começa a ouvir sendo uma pessoa e sai de lá totalmente mudado e pensando que elas deveriam ser a principal referência de música coreana em todos os tempos. Comeback do Brown Eyed Girls é garantia de música boa, só falta elas decidirem fazer um.
1º lugar — Jolin Tsai
Se tem uma artista que eu ponho a mão no fogo é a Jolin Tsai. Ela pode levar quase 10 anos para fazer um álbum? Pode. Ela pode me chamar de RAINHA DA FALSIDADE enquanto vende jogo pra telefone? Claro. Ela vai dedicar a vida a fazer bolo de pote quando acabar a era Pleasure? Tenho quase certeza disso. Mas estarei lá por ela em todos os momentos. Quando ela quer fazer pelos gays ela FAZ, e não será uma meia dúzia de pessoas que não acharam o “Pleasure” tudo que isso que mudarão minha visão dela e desse álbum babilônico. Mais de 15 anos conhecendo a diva e ela ainda não me decepcionou em nenhum comeback.
Sabe também no que a gente não precisa apostar? Nos sites de bet, que recentemente foram proibidos no Brasil pelo governo Lula e estão causando um grande assunto em nossa sociedade. Tanto é que foi aberta uma consultoria pública para saber sua opinião se você é a favor ou contra essa proibição.

A movimentação mostrando que estamos SIM a favor da proibição desde ontem nas redes sociais está gigante, e não vamos ficar de fora né?! Entre nesse link e vote SIM para manter os sites de aposta legalmente banidos. Ah, e dia 04/10 você já sabe que é 13 para presidente também, certo?! Faça sua colinha com candidatos de esquerda mais alinhados aos seus interesses para deputado, e impeça que os criminosamente malucos de terno na extrema direita cresçam no senado e governo.
Jolin mais que merece esse primeiro lugar! Idem para Utada e Tomoko (que além dos synthpops maravilhosos como february6, ainda tem ótimas faixas pop-punk rock como heavenly6 e trabalhos mais alternativos bem legais no The Brilliant Green).
Sobre as músicas em inglês de Utada, não vou mentir que ainda acho “Easy Breezy” constrangedora… mas AMO a mistura de rock e música eletrônica com a letra sobre dificuldades de comunicação entre casais em “You Make Me Want To Be A Man”, bem como os momentos em que Utada deixa a classe de lado, faz como a Koda Kumi e BAIXA O NÍVEL (no ÓTIMO sentido, claro) em músicas como “Devil Inside” e “Dirty Desire” (as baixarias de Anitta, Sabrina Carpenter e Tate McRae são fichinha perto disso).
Ah sim, e sobre o texto em negrito e itálico após o top 13, só tenho uma palavra a dizer (e a escrever errado para fins de sonoridade): DEMORÔ!