Algo que você talvez não saiba é que a SM lançou um novo girlgroup para promover no Japão chamado GPP. E, se souber, provavelmente é por conta do embaraçoso MV de “Bring It Back”, que todo mundo que assistiu falou “Tá dura dorme, SM”. Mas o show tem que continuar, e essa semana o GPP lançou o segundo single digital “ATE!” e, dessa vez, as meninas tiveram mais sorte com o orçamento do MV:
Tipo, dessa vez tiveram dinheiro para bancar cenários, um CGI mais bem feito e uma edição que não testasse a saúde de quem assiste, seguindo mais a fórmula de MV com CGI que um girlgroup de K-pop segundo escalão tem. Ainda é meio barato para um trabalho que carrega a logo da SM? É (e muito), mas tiraram o escorpião do bolso para fazer um MV visualmente aceitável e isso já é uma vitória para o GPP (Embora o MV seja uma bagunça de cenários, de qualquer forma).
A música também dá uma melhorada em relação ao debut. “ATE!” não é uma grande virada com um hino apocalíptico que salve vidas, mas é o tipo de farofa EDM com hip hop que algum girlgroup nugu ou até mesmo um ITZY da vida toparia lançar ali em 2019 que conquista mais simpatizantes para o lado delas, além de ser menos desorganizado que a salada de pancadões eletrônicos do debut (Ainda é uma bagunça, de qualquer forma). Rolam umas coisas desnecessárias como essa insistência em fazer o barro “five six seven we ATE!” acontecer e o rap depois do 1º refrão, mas há também momentos que achei bem legais como o break e todos os momentos que o instrumental ganha mais cor (Em especial no pós refrão, que é uma delícia). Rolam altos e baixos e certamente falta um refinamento, mas não fiquei tããão ofendido ou entediado ouvindo “ATE!”.
“ATE!” cumpre melhor o objetivo que a SM possui de vender o GPP como o girlgroup performático que o japonês médio precisa. É uma faixa dançante e de atitude, que fica devendo personalidade (Sério, é música que qualquer coitada lançaria MESMO) mas traz uma impressão melhor em comparação ao debut. Quer dizer, “Bring It Back” parecia a SM dando um jeito de lavar dinheiro no Japão, enquanto “ATE!” já soa mais como um girlgroup de médio orçamento que a gravadora possui alguma fé (Que é mais ou menos o que as gravadoras coreanas estão dispostas a investir para emplacar seus atos no Japão, ultimamente).
Fiquei tão intrigada com essa lavagem de dinheiro em forma de debut que fui pesquisar a fundo e o que aconteceu é que essa empresa era só uma distribuidora de entretenimento coreano no Japão, nunca foi gravadora e muito menos cuidava de promoções de grupos de kpop. Aí depois que a SM virou praticamente um puxadinho da Kakao resolveram transformar isso em “SM Japan” e debutar um girl group sob o selo, inclusive o envolvimento da própria SM nisso parece quase nulo, as meninas nem treinaram juntas, rolou um cast pra montar o grupo e por isso temos uma quase Katseye e uma ex-Girls Planet na mesma lineup.
Morrendo com a história mds a SM não se respeita mesmo