“BAD” do ATEEZ faz jus ao nome e ganharia notas do PopTime se fosse um “boygroup brasileiro misturando K-pop com funk”

Essa semana foi bombástica no K-pop pois não só tivemos o single novo do Stray Kids lançado na quarta como, hoje, o ATEEZ fez seu comeback com o DÉCIMO QUARTO (!!) mini álbum “GOLDEN HOUR : Part 5”. E eu até fui dar play nesse retorno com boa vontade pois “In Your Fantasy” foi uma deliciosa surpresa que vez ou outra eu boto para ouvir limpando meu quarto e tudo mais (E não lembro de ouvir o que veio depois deles), mas o novo single “BAD” mostra, simplesmente, que não dá para levar fé no boygroup médio por muito tempo:

O grande problema de “BAD” (Além de fazer jus ao nome e ser bem BAD) é que a música soa MUITO vazia. Para um single que se propõe em ser esse grande balaio de referências latinas conduzido por um funk, “BAD” é um acumulado de versos e ideias e as formas mais irritantes de pronunciar “BAD” que não levam nada a lugar nenhum. Ao mesmo tempo que você ouve batidas, vozes, raps acontecendo a todo instante por três minutos, não tem nada exatamente envolvente para carregar a música. Nenhum trecho dura ou é desenvolvido o suficiente para ficar bom, resultando numa grande colcha de retalhos que não aquece ninguém.

Esse instrumental é muito simples para botarem versos em espanhol, raps, refrões repetitivos, diferentes estilos de interpretação e tudo que a performance do ATEEZ entrega aqui, e essa tentativa de abraçar a América Latina em uma title track acaba sendo muito besta JUSTAMENTE por querer ser tudo sem qualquer substância. Eles poderiam utilizar do espanhol na música inteira para afrontar a Anitta, fazer o instrumental ir para a linha phonk para ter mais agressividade, ter um refrão mais com mais substância ao invés de tentar ganhar alguém pela irritante repetição ou partir para o óbvio da letra em inglês com interpretação mais safada, mas nada vai tão fundo e o resultado é broxante. Do jeito que está, “BAD” é só um monte de clichês feito da forma mais “Inteligência artificial produzindo funk” possível.

“BAD” tem muita cara de música de boygroup brasileiro ou de qualquer outro país da América Latina que seria chamado de “mistura de K-pop com funk” pelos portais POPTIME da vida no Twitter por ser um grupo com uma coreografia montada em um funk e ninguém levaria a sério, o que é BAD. É algo que aquele SANTOS BRAVOS da HYBE lançaria com aquele verso da minhoca e tudo, por exemplo, o que é mais BAD. E acho que qualquer pessoa disposta a fazer mais de 3 comandos num gerador de artificial de música conseguiria um resultado melhor, o que faz de “BAD” ainda mais BAD. É o exemplo mais superficial do que gringos enxergam como funk brasileiro, e deus queira que isso não cole com os outros boygroups de 2º escalão do K-pop por aí.

Um comentário sobre ““BAD” do ATEEZ faz jus ao nome e ganharia notas do PopTime se fosse um “boygroup brasileiro misturando K-pop com funk”

  1. Na moral, sendo a amiga too woke, eu acho muita ignorância e muito desrespeito lançar um funk em espanhol, se fosse um grupo latino até faria sentido mas um grupo COREANO??? Parece realmente que fizeram a pesquisa no chat gpt

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