HEY! Você lembra de quando era muito legal ouvir a Hyuna? Pois é né, tinha vezes que ela lançava as maiores atrocidades já produzidas num estúdio coreano, mas ela pagava uma calcinha ou mostrava pedaço de bunda rebolando na câmera e *BOOM* todo mundo estava descendo até o chão com o que ela lançava. Tempos que ficam mais distantes depois de todo o escândalo que o último relacionamento rendeu e agora que ela está mais distante e sem gravadora no K-pop. Mas os hinos do passado continuam vivos para serem relembrados e bancados por pix para eu fazer post, como o debut dela na unit Trouble Maker com o single “Trouble Maker”:
O Trouble Maker ousava sendo um dueto, como o nome do projeto diz, “problemático”. Não que essa ideia “bonnie&clyde”/”Sr&Sra Smith” de duetos sexy e ousado não fosse algo nunca antes visto, mas sexy concept no K-pop sempre foi algo muito complicado para mulheres de fazer e, mesmo no auge, não era algo que passava impune pelos censores e/ou pelo público coreano (No mesmo mês de “Trouble Maker” o Dal Shabet estava sendo massacrado por servir performance parecida). O debut do Trouble Maker confiava na popularidade do Hyunseung e (principalmente) da Hyuna para a óbvia controvérsia se transformar em buzz e, consequentemente, vendas… E isso deu MUITO certo tanto no debut quanto no comeback com “Now”, que são smash hits coreanos num nível que nenhum deles viu em seus outros projetos.
Mas falando da música “Trouble Maker”: É deliciosa, né?! Os assobios na intro já criam uma tensão gostosa, e essa melodia funky conduzindo os versos vão criando uma atmosfera provocante e atrevidamente “vulgar”, que me dá vontade de causar uns problemas gostosos pela noite. O refrão é catchy, dançante e me dá vontade de descer até o chão, e eu metaforicamente gozo horrores quando vejo os assobios voltando para indicar que a provocação ainda não acabou. “Trouble Maker” é uma música desinibida, que faz um grandes uso de seus sintetizadores para explorar ainda mais essa combinação inusitada e sensual que os dois criam em seus versos.
Falando neles, a inversão de papéis é o que mais encanta aqui. Se, normalmente, temos a mulher sustentando vocais enquanto o homem carrega os raps, aqui é o Hyunseung que se encarrega de trazer o poder dos vocais enquanto a Hyuna arrasa fazendo seja lá o que ela considere rap. É uma química diferente com dois timbres bem incomuns (Especialmente o da Hyuna), que cria um resultado extremamente satisfatório. Você se sente putífera e problemática do início ao fim de “Trouble Maker”, seja pela picante combinação vocal da dupla ou pela envolvente produção.
“Trouble Maker” é o tipo de música que a gente não verá no K-pop de novo por diferentes motivos que vão desde a idade média dos idols atuais até a forma mais conservadora que o K-pop lida com conceito sexy. E a execução é imbatível, com uma identidade forte e de uma intensidade ímpar, que magnetiza o ouvinte e o deixa preso em seu som. É uma pena a Hyuna ter levado a sério demais a ideia de catracar criminoso com outro ex-integrante do B2ST e agora será odiada para todo o sempre, pois “Trouble Maker” não é uma música que merece morrer no limbo.
Esse post foi bancado por parte de um pix delicioso para relembrar um dos momentos onde a Hyuna era amada por toda a nação. Se você quiser bancar um post desse blog e/ou quer ajudar um gay a ter verba para se manter orgulhoso no mês do orgulho, você pode mandar um pix na chave: dougielogic@gmail.com. Você também pode seguir o blog nas redes sociais como Instagram, Bluesky e X/twitter.
Que saudade desse tempo quando tudo era mais simples, inclusive no kpop.
o kpop morreu quando o tesão deixou de ser conceito
A performance de “Now” no MAMA continua sendo uma das minhas favoritas de todos os tempos. Programa família e do nada tá lá o Hyunseung pegando de jeito na bunda da Hyuna (e morrendo logo depois).
Uma pena hoje em dia os conceitos serem só fofo/badass/newjeans porque seria tudo de bom no kpop um “fale bem ou fale mal mas fale de mim” que entregasse tanto cunt como o Trouble Maker (quem vier falar de Iconic by Mistake vai levar chapisco).
Gente, é bem comum quem leva uma vida mais “livre” na juventude mudar de personalidade e querer virar conservadora e do “lar”. Eu fico pasma com isso.
e de pensar que muita gente hoje em dia nem conhece essa música…
agora faz um review retro de knock de nasty nasty, a pseudo-subunit do 9muses