Conferindo o melhor e o pior dos 11 representantes da 1ª edição do Eurovision Asia

A 1ª edição do Eurovision Asia (Sim, o nome é esse mesmo e não “Asiavision”), que será realizada em Bangkok no dia 14 de novembro, definiu todas as músicas dos que participarão do evento esse ano. Então, chegou a hora de atualizar você sobre esse evento com comentários sobre os singles do festival, e ranqueando eles do pior ao melhor para fãs do Eurovision e exploradores de música asiática saberem o que vale e o que não vale a pena ouvir. Um post que ficou bem fácil de fazer pois apenas 11 países estão participando dessa edição inaugural, então dá para fazer tudo num dia só. Sem mais delongas, vamos ao post:

Junhee – DEEP DIVE (Coreia do Sul)

O instrumental de gostosão seguindo carreira solo é muito bom e eu gosto dos momentos mais intensos que “Deep Dive” ganha no pós refrão e, especialmente, no final da música que vira um pancadão quase erótico com a adição da guitarra (E é uma pena que isso não foi alongado com um refrão final digno). Mas tem muita coisa besta rolando, como a virada mais hip hop que rola depois do refrão e a repetição do “DIVE” que eu fiquei pensando “puts, é sério?”. No geral eu mais curti do que descurti a música e fico feliz pelo representante coreano não ser uma baladinha insossa (Conhecendo a pau molice coreana, esperava coisa bem pior), mas não é o pancadão eletrônico babadeiro que muda a minha vida pelas próximas 24 horas. Se você for mais simpático ao Junhee ou pop masculino no geral, deve curtir mais do que eu.

Mang x Daou Pittaya – Aroma (Tailândia)

Os representantes da casa nesse Eurovision apostaram em uma baladinha que vira uma midtempo rock na segunda metade, com elementos no instrumental e na interpretação da Mang que dão um sabor mais “tailandês” a coisa toda. É interessante ouvir pela primeira vez porque, realmente, tem um toque folclórico que faz essa música soar diferente da balada padrão que a gente escuta sempre, mas não me prendeu para querer ouvir de novo. Definitivamente não é algo que vibraria ouvindo nesse festival, mas penso que é mais o fato de euzinho não ser o público alvo que se emocionará ouvindo isso ao vivo do que a música ter algum problema.

Carmelle – Sobra-Sobra (Too Much) (Filipinas)

Pancadão pop de gatinha empoderada cantando que “se eu for demais pra você, o problema talvez é que você não seja o suficiente para mim”, servindo muita lacração e deixando o boy lixo no chão. Poderia cair facilmente na tosquice, mas a atitude que ela imprime na música inteira (Tanto cantando quanto no rap) é contagiante, vende a coisa toda e me deixa 94% mais confiante em mim mesmo. Então, no final, eu já estava gritando “meu deus que hino” e descendo até o chão junto com a Carmelle. Espero que a performance no Eurovision seja grandiosa para elevar ainda mais essa canção.

Toc Tien – Em Tien (Vietnã)

A Toc Tien já tem um soft spot comigo pois não só conheço como adoro muita música dela, então já estava fechadíssimo com a princesa desde quando ela foi anunciada como representante do Vietnã nesse Eurovision. E GRAÇAS A DEUS os vietnamitas correram da baladinha e foram nesse synthpop oitentista mais forte, com toques folclóricos que se destacam e mostra a força da diva pop vietnamita. E quem nunca parou para ouvir uma faixa pop no idioma vietnamita não sabe o que está perdendo, pois é simplesmente hipnótico de ouvir (Especialmente com timbres mais únicos como o da Toc Tien). Ah, e ainda rola um momento techno para as gatinhas fãs de KATSEYE se identificarem, mostrando que ela está antenada com o que os #xovens estão consumindo. Estou com ela até o fim, e fica a torcida para a Ásia fechar junto com ela.

Beatmosphere – Tumi Ele (Bangladesh)

Isso daqui é basicamente quando você, mulher hetero que está no mapa da fome, conhece um esquerdomacho que escolheu não seguir o conselho da Senhorita Bira e deixou a barba crescer na mesa de bar ao invés de malhar e ir para a guerra contra os fascistas, mas ele é mais aceitável e charmoso que a média e você pensa “Meu deus, eu tenho que casar com esse homem”. Então, ali pelo segundo ou terceiro encontro, ele dá um jeito de falar que a banda PENTATONIX mudou a vida dele para sempre e a sua libido cai 95% com essa informação. Tem seu público? Sim, mas eu não quero conviver com fã de Pentatonix.

Nyendra – Lhayi Semo (Butão)

Não tenho sentimentos muito fortes para “Lhayi Semo”, mas achei bem simpática. Esse som mais leve mesclando um som mais folk com uma guitarrinha country é perfeitinho para quando você quer uma soundtrack mais tranquila para admirar a paisagem ou só se perder em seus pensamentos mesmo, e a voz desse moço é encantadora e transmite bem essa leveza que a música possui. Não é o tipo de música que engaje os fãs de pop mais comuns mas, sei lá, se por um acaso você achou a Taylor Swift a maior artista viva no “Folklore” e no “Evermore”, acho que vale dar uma conferida nessa música.

Monetrey – I Let You Go (Camboja)

… Nah. Baladinha sofrida no piano e com um vocal que não fez muito por mim. Queria ouvir a versão estúdio dessa música para saber se o vocal melhora com uma edição decente (A maioria dessas lives de seleção das músicas do Eurovision Asia está tecnicamente sofrível, por isso estou linkando as versões de estúdio) mas eu não achei em lugar nenhum, então… passo.

Thinla – Bae (Laos)

Thinla veio de LaThinla (ba dum tss) e serviu esse reggaeton tropical adorável para ser a segunda representação relevante do Laos no mundo (A primeira é toda a existência da drag queen Jujubee). Pode ser que tenha alguma coisa mais laosiana nesse instrumental? Pode, mas não conheço a cultura musical de lá para saber o que e só consigo pensar numa TINI mais novinha da vida lançando essa para abalar as estruturas e streamings da América Latina. Mas isso está longe de ser uma crítica, tá bom? Eu já estou aqui na vibe dos “bae bae bae bae” e fechou meu Top 4 desse Eurovision junto com a Toc Tien, a Carmelle e a que vem a seguir.

Aina Abdul – Bluest Sky (Malásia)

A melhor balada desse Eurovision Asia. Poderosa, potente, que preenche o ambiente com um vocal imponente e emocionante que dá todo o tom grandioso e explosivo, de deixar qualquer um arrepiado ouvindo. Se é para vir com algo mais parado para um festival da canção, que não tenha medo da cafonice e faça uma power ballad exuberante como essa. Ótimo trabalho dessa Aina Abdul, e fica a minha torcida para que ela traga esse look do visualizer para humilhar a concorrência no Eurovision.

Beck – Chamguigeer (Without You) (Mongólia)

Baladinha mais romântica de cantar bêbado no karaokê. Gosto que traz a cafonice que baladas assim precisam ter para funcionar… E meio que é só isso mesmo. Música bem whatever, mas a fofoca dessa aparentemente ser uma escolha de última hora é boa, porque descobriram que a escolha original para representar o país já era uma música bem velha (E tão ruim quanto) e acredito que isso viola as regras do festival. Divo que não quis se dar o trabalho, pegou qualquer coisa que estava pegando mofo na gaveta e rezou para dar certo.

Pratik Himal Rai – Ananta maya (Nepal)

A música começa parecendo uma “versão nepalesa” do que seria o enka japonês, mas ela vira um rockzão promissor com uma guitarra deliciosa de ouvir e eu pensei “meu deus que coisa incrível”… O problema é que falta (muito) ódio na performance desse moço que não sustenta absolutamente NADA do rock que “Amanta Maya” ganha. A intenção está lá, mas ele simplesmente não convence e toda a força que a música poderia ter é, simplesmente, murchada. Uma pena, pois essa produção tinha bastante potencial.


Com isso, o meu ranking dessa 1ª edição do Eurovision Asia fica:

1º lugar — Vietnã
2º lugar — Filipinas
3º lugar — Malásia
4º lugar — Laos
5º lugar — Butão
6º lugar — Coreia do Sul
7º lugar — Tailândia
8º lugar — Mongólia
9º lugar — Camboja
10º lugar — Nepal
11º lugar — Bangladesh

Vietnã, Filipinas, Malásia e Laos são as músicas que valem a pena ouvir. O representante do Butão e da Tailândia tem seus charmes, o da Coreia é K-pop 101 e o resto é resto. No mais, fica a torcida, acima de tudo para essa edição dar certo e convencer outros países a participar de futuras edições vendo o Eurovision como uma plataforma para promover seus artistas para o mundo.

6 comentários sobre “Conferindo o melhor e o pior dos 11 representantes da 1ª edição do Eurovision Asia”

  1. A ideia parece legal, apesar do nome realmente não fazer sentido. E é legal ver outros países da Ásia podendo expor um pouco das suas músicas uns para os outros e para o resto do mundo. Mas senti falta do Japão, China e Coreia do Norte entre os concorrentes (e nem dá pra alegar que “a Coreia do Norte não foi convidada por ser uma ditadura violadora de direitos humanos”, porque Israel faz coisa MUITO pior e nem por isso deixou de ser convidada pro Eurovision).

    …Acho que algo desse tipo seria legal no Brasil, com as músicas competidoras representando cada estado do País. Se a Globo fosse esperta, já poderia ter usado seu tempo e recursos pra organizar algo do tipo, em vez de insistir em gastar esse tempo e recursos sabotando a campanha de reeleição do Lula pra abafar o envolvimento de figurões da emissora com o Banco Master e tentar barrar o fim das bets e da escala 6×1 (meu consolo é que se o m***a do FB ganhar, o grupo dele vai atacar a Globo de todas as formas possíveis no primeiro desentendimento que tiver com ela – e dessa vez não vai ter NINGUÉM pra defendê-la).

  2. EUROvision ASIA???

    Mas se a Austrália pode participar do Eurovision Europe, pq não um Eurovision Asia?

    Triste em não ter Japão, adoraria ver a DAOKO nesse rolê.

  3. não ser chamado de “asiavision” é realmente um crime (inclusive pq não existe um “latinvision” ainda???), mas amei a ideia da existência desse evento/competição/premiação

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