6 coisas que a Anitta pode pegar do K-pop e aumentar seu legado como pioneira na música brasileira

Na última semana a internet viralizou um vídeo no qual a cantora Anitta se colocava como a pioneira de várias coisas no funk feminino no nosso Brasilzão, e isso despertou as funkeiras old school/Furacão 2000 que basicamente mandaram um “Respeita meu legado, minha filha” na fuça dela em conjunto, e acabou gerando uma discussão pesada num nicho que você leitor desse blog provavelmente não se importou por estar ocupado demais ouvindo algum grupo de coreanas que realmente quebraram tabus. Mas se botar como a inventora do funk não pegou muito bem para nossa Anitta, talvez ela possa apostar em novos nichos que não impactem tanto o povão: Isso mesmo, o K-pop. No máximo ela vai invocar, sei lá, a fúria de um monte de adolescente desocupado, mas isso pode acabar dando muita moral para nossa sensação da favela com o pessoal que é contra o K-pop e etc. Se ela quiser arriscar nessa empreitada, aqui vão alguns tópicos conhecidos entre os kpoppers que ela pode pegar pra si em algum momento e espalhar para os 4 cantos que ela foi a responsável por dar vida a eles quando ninguém mais tentou no Brasil.

#01 — O Brave Sound Drop It

Brave Brothers era sinônimo de hit para nomes femininos do K-pop até uns 4, 5 anos atrás, mas aí o produtor caiu em desuso e não vem produzindo muita coisa relevante para o público coreano. Essa talvez seja a oportunidade perfeita para Anitta ressuscitar a carreira do produtor e dar uma derivada de produtores de funk que assinam dois de cada três funks de sucesso no Brasil (É com você mesmo, Hitmaker). Se fizer sucesso e cair nas graças do público, Anitta pode dizer por aí que foi responsável por reerguer a carreira de um produtor coreano em um dos maiores mercados de streams do mundo.

#02 — Crazy, do 4minute

Lááá em 2015 Anitta lançava o single “Bang”, um enorme sucesso no Brasil mas que foi acusado de plagiar “Crazy” do 4minute porque, sei lá, os dois clipes são em preto e branco e elas dançam num galpão qualquer. Mas Anitta é uma lenda do marketing, então ela pode muito bem usar essa história para falar que ela chegou nos produtores da Cube e falou “Olha, legal esse vídeo aí, mas que tal vocês deixarem ele em preto e branco?”, e essa brilhante ideia acabou rendendo o último hit da carreira do 4minute. Já tem uns 2 anos que esse grupo morreu e só restaram uns 5 4nias no mundo, então quem é que ia fazer barulho refutando essa história hoje em dia, não é mesmo…

#03 — O Fanservice/As fanfics

O conceito de fanservice é algo muito explorado em diversos países para impulsionar a indústria de fanfics adolescesntes envolvendo saliências homoeróticas e menores de 18 anos escrevendo coisas para maiores de 18 anos em empresas conceituadas como Wattpad. Como no Brasil não existem muitos grupos para fazer esse tipo de interação, as fanfics envolvendo nomes nacionais ficam mais complicadas de existir. Mas, com base na credibilidade da nossa amada e respeitada jornalista Sônia Abrão, sabemos que nossa Anitta é viciada numa fanfic para dar aquele gás na carreira, então nada impede nossa brasileirinha de começar umas saliências com alguma dançarina e atiçar a imaginação de seus inúmeros fãs, aí Anitta pode se gabar falando que proporcionou um boost no uso de figuras nacionais nos contos nacionais e fez os brasileiros darem mais valor a cultura local.

04 — A Apropriação Cultural

Muitas das críticas que Anitta recebe é por conta do uso de elementos da cultura negra/periférica sendo que ela não é das periferias do Rio de Janeiro (É dito por aí que Honório Gurgel não é favela, se algum carioca puder confirmar e dar mais embasamento para essa pauta relevante é só dar um toque nos comentários) e usar essa cultura apenas quando é conveniente. Mas para todo limão sempre se pode fazer uma limonada, e Anitta pode dizer que está, na verdade, inspirando milhares de jovens não negros e não periféricos ao redor do mundo, como nossa ilustre Soyeon do (G)I-DLE, a mostrarem suas verdadeiras raízes e enriquecer seus trabalhos com vivências que pouco viveram. A Coreia adora um uso de cultura sutil de vez em quando, então Anitta pode ser vista como pioneira e que trouxe impacto para a liberdade da música pop de uma das maiores potências asiáticas.

#05 — O idioma coreano

Anitta também recebeu algumas críticas com relação a uma fala que ela teria “Introduzido a língua espanhola nas rádios brasileiras” quando diversos artistas latinos já tinham garimpado um ou outro hit por aqui antes mesmo da nossa estrelinha começar com essa aventura internacional. Mas ela não teria esse problema com o coreano, afinal o máximo que eu me lembro das rádios tocando K-pop era quando a Antena 1 tocava aleatoriamente “Something” do Girl’s Day (Tem um tempo que não ouço rádios então não sei se esses acts menos relevantes para a indústria como BTS ou BLACKPINK estão tocando por aqui também), então ela poderia gravar algum tropical house ou dancehall nesse idioma (Já que são duas coisas que o K-pop AINDA NÃO SUPEROU e nem deve superar tão cedo) e sair por aí espalhando que foi responsável pela divulgação da cultura coreana em nossas terras.

#06 — As Biografias Comprometedoras

Ano que vem Jessica Jung lançará um novo livro chamado “SHINE”, e muitos apostam que esse livro será uma forma mais lúdica e sutil da ex-SNSD revelar bastidores e tretas envolvendo seus anos como idol na SM. Tá aí a oportunidade para Anitta abalar a estrutura da fanbase revelando que foi ELA que inspirou a Jessica a fazer esse livro depois de ler a aclamada biografia FURACÃO ANITTA (Written by Leo Dias). Povão adora um barraco e isso certamente aqueceria os motores da literatura nacional e também a busca por títulos e autores coreanos nas nossas livrarias, fazendo da Anitta responsável por mover 2% da nossa economia.

5 comentários em “6 coisas que a Anitta pode pegar do K-pop e aumentar seu legado como pioneira na música brasileira”

  1. “então nada impede nossa brasileirinha de começar umas saliências com alguma dançarina e atiçar a imaginação de seus inúmeros fãs”

    Bom, esse item ela já fez recentemente (com uma dançarina e com a MC Rebecca, seja ela quem for) – mas não dá pra ela usar porque a Ludmilla fez primeiro.

    Apropriação cultural ela também já fez, com o reggaeton… como acho difícil ela aprender coreano, resta apostar no Brave Brothers mesmo (nunca entendi o nome “Brave Brothers” ser de um único indivíduo)…

    A propósito, nem sabia que a Antena 1 tocava Something; bom saber! Mas o repertório da Antena 1 sempre foi bem variado (leia-se: aleatório) mesmo; teve uma época que eles viviam tocando First Love, da Utada, e também tocavam bastante Jar Of Love, da Wanting (uma cantora chinesa que mora no Canadá) – este último caso é particularmente bizarro porque, além da Wanting não ser exatamente super famosa (mas é super talentosa, então tudo bem), essa música dela nem foi lançada como single, só fez parte da tracklist de um dos álbuns dela…

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    1. A Antena 1 gosta de tocar música velha e boa. Something se encaixa nas duas categorias (pros padrões ocidentais ela não é velha, mas pro k-pop onde as músicas são consideradas “velhas” na semana seguinte, ela já é praticamente do tempo dos avós), então tá no lugar certo.

      Triste constatar meu envelhecimento quando eu lembro que nos tempos de escola reclamava da minha mãe deixar o rádio do carro “nessa rádio de música velha”, e hoje eu escuto muito mais a Antena 1 que as Jovem Pans da vida. A Jovem Pan ter virado reduto de bolsominion ajudou, mas a verdade é que eu já tinha parado de escutar ela bem antes…

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  2. Eu acrescentaria mais um tópico nesse post: ela poderia pegar alguma demo do Sweetune e dizer que foi a responsável por reerguer a carreira do grupo de compositores queridinhos da blogosfera

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