Nem a Big Hit está muito afim de tirar o GFRIEND da mesmice com “Crossroads”

Depois de lançarem seu primeiro álbum japonês no final do ano passado, GFRIEND está de volta para o Kpop e iniciando uma série (Que parece bem longa) de lançamentos de girlgroups em 2020. As expectativas eram altas em cima desse lançamento pois seria o primeiro do grupo sob o “comando” da Big Hit (A empresa delas virou subsidiária da empresa do BTS) e como isso ia interferir no grupo mas, se for julgar por “Crossroads”, podemos entender que não vamos ter mudanças tão radicais nessa nova fase do GFRIEND:

“Crossroads” é ainda mais uma emulação de abertura mahou shoujo orquestrado que o GFRIEND vem lançando desde 2018, mais ou menos, com o plus dessa música ser ainda mais derivativa daquela “Time for the moon night” que rendeu um sucesso considerável pra elas. Enxergo aqui um esforço em criar uma sonoridade marcante nelas sem saturar o grupo (De novo), pois dessa vez elas vem intercalando esse tipo de som uns comebacks de verão mais fora da caixa, e isso seria muito bem vindo se 1) “Sunny Summer” e “Fever” não fossem tão meia bomba e 2) Eu não ouvisse os 5 primeiros segundos de “Crossroads” e já soubesse exatamente a música inofensiva que viria pela frente. Eu achei que, com o suporte da Big Hit (Pro bem ou pro mal), GFRIEND deixasse de soar como um grupo “café com leite” daqueles que você deixa brincar com o resto do mainstream por saber que elas não vão fazer mal a ninguém, mas não foi o caso com “Crossroads”: Elas voltam com mais uma música que não ofende, se segura por ser bonitinha e fica nisso mesmo.

O que dá pra salvar desse comeback é o MV lindíssimo que é de longe o melhor MV do GFRIEND (E seria ainda melhor se tivesse um traço de coreografia no vídeo). Big Hit arrasou liberando os mimos e soltando dinheiro para o GFRIEND, não tem um take ruim e as meninas estão maravilhosas, mas o que tenho que comentar aqui é que o negócio ficou, hum, “Big Hit demais”. Sabe, um monte de cena aleatória com ligações mínimas entre uma cena e outra e abrindo espaço para 450 interpretações e teorias da fanbase na qual a Big Hit escolhe a mais fumada e usa como base nos MVs seguintes. Talvez eu seja burro demais para conseguir pegar a historinha de “Crossroads” ou talvez a Big Hit tenha o mesmo plano de fazer a videografia do GFRIEND ser cheia de conexões e referências entre um vídeo tal como a do BTS (Deu certo pra um, porque não daria pra outro?), mas quem quiser me explicar alguma coisa do vídeo pode comentar sem medo.

Tem duas coisas bem chatas em “Crossroads”: Esse rumo de músicas previsíveis que o GFRIEND vem tomando há algum tempo e o fato da Big Hit não estar disposta a mudar muito isso, só refinando e investindo no ponto mais fraco delas que é o material visual. Nem dá pra condenar isso já que é o que dá certo pra elas e estão no direito de continuar milkando dinheiro da fanbase (Que já banca quase 100k de álbuns pra cada lançamento delas, não parece valer muito a pena arriscar isso tudo por uma mudança de conceito), mas se elas vão continuar sendo esse grupo morno o jeito é esperar e ver (de longe) até lnde o GFRIEND vai desse jeito.


Hidden gem: Labyrinth

Synthpop alto nível e com um pulso que pouco se ouve nessas músicas mais recentes do GFRIEND. É um caminho interessante para quando o grupo resolver largar essas shoujo songs de segundo escalão e investir num pop mais pras gays massas, mas do jeito que as coisas andam é mais fácil se contentar como álbum track mesmo (Na verdade o álbum todo é bem mais interessante que o single é elas continuam nessa chatice… Forças, GFRIEND).

10 comentários em “Nem a Big Hit está muito afim de tirar o GFRIEND da mesmice com “Crossroads”

  1. Caramba, essa B-side realmente é bem melhor que o single! E pior que ela ainda se encaixa na proposta de “abertura de anime”… se juntasse ela com o MV maravilhoso de Crossroads e algumas cenas de coreografia (porque elas são mestras das coreografias elaboradas), teria sido o comeback perfeito!

    Mas mesmo Crossroads não sendo a música mais empolgante do catálogo delas, acho que ainda é boa o suficiente pro comeback.

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  2. Pois bem tavam meio mundo já falando que não queriam que a Bighit mexesse no grupo e que estavam esperando a bomba pois bem tá ai
    Labyrinth foi quem teve na produção com dedo da bighit e gostei bastante, tem uma outra tbm mas não lembro o nome

    Por gostar de Time-alguma coisa da- lua não foi muito dificil gostar dessa, que teve o mesmo produtor.
    Apesar de já ser esperado a sonoridade parecida eu nunca acho as músicas ruins

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  3. Mano, a decepção foi grande nessa. Geralmente eu gosto das músicas do Gfriend apesar do auto-plágio (corta essa de marca buddies), mas dessa vez não desceu de jeito nenhum. Tipo… não senti nenhum hook, nada que me desse pelo menos vontade de tentar ouvir de novo 😦

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  4. nossa apenas fatos….. já nos primeiros segundos deu pra saber que ia ser na mesma base instrumental que TFTMN até as high notes foram previsíveis. ENFIM é como disseram vamos ver até quando vão nos fazer engolir esse conceito

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  5. CUIDADO! Eu trago as verdades:
    Fingertip foi a última title-track boa do Gfriend.

    Ah e Labyrinth parece algo que o Bed-In (lembram do Bed-In? A dupla dinâmica de tiazonas japonesas que faziam o Laysha parecer programa de familia)

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