EPEX debuta sua série bipolar mostrando o “Prelúdio da Ansiedade” em “Lock Down”

EPEX é mais um boygroup debutando com uma proposta caótica e questionável em diversos níveis no K-pop, com a fanbase tentando acabar com o grupo em diversos níveis… E rendendo 3 milhões de acessos em pouco mais de um dia. Existiu uma grande curiosidade e atenção em cima do que esse grupo poderia fazer, e esse post vai falar o por quê:

O caos por trás desse grupo está no conceito desse debut. O EPEX tem como conceito principal letras e músicas falando sobre saúde mental, debutou com um álbum que dá início a visão de mundo única que o grupo possui e chamou de “Bipolar Pt. 1: Prelude of Anxiety”, dando a entender que esse será o conceito para a uma já tradicional trilogia de debut no K-pop. A fanbase não gostou da empresa usando saúde mental como uma forma de marketing e conceito para vender álbum, e já decretou o fim do grupo antes mesmo do debut.

No geral eu entendo a reclamação e acho válido questionarem o gosto extremamente duvidoso em usar saúde mental como uma forma de ganhar dinheiro com um grupo de K-pop… Só não entendo a discussão e o “cancelamento” tratar o EPEX como se fosse o único grupo que fez isso na indústria. Basicamente concordando com o ponto levantado no Asian Junkie: O que fez o grupo ser pego para Cristo foi a forma descarada que fizeram esse conceito/enredo, ao transformar um assunto sensível em uma série de álbuns para fazer dinheiro, mas tem muita gente aí fazendo coisa parecida de uma forma mais discreta (Não necessariamente isso significa “sensível”) e ganhando um passe da fanbase.

Mas o pior mesmo é o single horrível. Começando pela letra que se perde na crítica social: Hora está falando sobre os anseios atuais com o Covid-19, aí falam sobre o preço que se paga por querer ser famoso na internet, depois sobre a crueldade e superficialidade das pessoas nas redes sociais, a lavagem cerebral que o pessoal sofre com o mundinho virtual, em algum momento tentam descrever de fato a ansiedade e, aí, “Party on lock down”. Entendo aqui a tentativa de falar como a ansiedade pode ser ativada por vários motivos, mas é tudo muito solto para se levar como uma crítica de verdade. Eles cantam sobre vários assuntos, mas não chegam a lugar nenhum com isso, e o hip hop 101 da vez deixa a coisa ainda pior. “Lock Down” é uma faixa simplesmente ruim, onde a mensagem não atinge onde deveria e o instrumental é uma chatice do início ao fim.

“Lock Down” tem vários equívocos e escolhas questionáveis, mas o principal problema é que nada nessa faixa me conecta com eles de alguma forma. Por exemplo, “Ugly Beauty” da Jolin Tsai, “Coma 07” da Cheetah e “Borderline” da Sunmi são músicas onde as artistas se colocam como as figuras da música, contam sobre o que passam/passaram de uma forma crítica e honesta e faz qualquer um que passe por algo parecido se identificar com elas, e a música acaba surtindo o efeito desejado. “Lock Down” é muito enlatado e pouco sensível, e é como ouvir um grupo cantar um monte de frases que pouco funcionam, mas é o que a empresa está mandando cantar (Ok que isso é o padrão, mas ninguém quer perder a magia perceber que essa música com um assunto tão delicado foi feita apenas para vender). “Lock Down” não convence como uma música com profundidade, e tão pouco reverte a péssima primeira impressão que esse grupo causou.

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