Agora eu estou mais atualizado sobre esse comeback do ARTMS: O grupo lançará sem a Haseul (Que está em hiato para cuidar da saúde) o 2º mini álbum “Hyper-ego” no dia 7 de agosto, e “Born Stunner” surge como a faixa principal do comeback. A música foi “vazada” em forma de react durante a semana com um MV “fake” chamado “ARTMS_bornstunner.mp4” e hoje, além do lançamento do MV falso, também tivemos o lançamento da música e MV oficiais:
“Born Stunner” faz do ARTMS o mais novo grupo a cair na armadilha do hyperpop “experimental” que o K-pop como indústria tira toda a força por necessitar de algo palatável para vender para as massas. Dá pra perceber que a demo devia ser muito mais glitchy e caótica mas ninguém quer comprar uma música experimental de verdade, então temos essa coisa diluída que não chega a lugar nenhum. “Born Stunner” não é desafiador, exagerado ou caótico no que se propõe, e acaba sendo só um pop girl crush levemente mais clubber que é tedioso.
Os dois pontos que afundam “Born Stunner” para mim são: O refrão hilário de tão ruim nessa música e tudo que acontece depois dele. A música tem camadas e diferentes sonoridades que, no papel, deveriam criar uma experiência distópica, que confunda a ponto de querer ouvir de novo, mas todas as partes são tão ruins e desconfortáveis que eu termino meio incrédulo com a coragem. O instrumental como um todo consegue ser uma coleção de barulhos monótonos, e a performance fierce do grupo pouco convence ou eleva a música. Se vai criar uma faixa exagerada, faça essas meninas estourarem no autotune e distorça esse som até fazer algo incompreensível e magnético, se não é apenas uma barulheira para a fanbase defender como “experimental” (Ou falar que é a cara de gerações passadas do K-pop, que é a atual moda nas desculpas entre os fãs).
Se tem algo a ser elogiado em “Born Stunner” é que, pelo menos, é a faixa mais memorável entre os principais lançamentos do dia… mas a que custo? Não tem nada na música que dê vontade de elogiar (O MV, por outro lado, é bem interessante APESAR da questionável escolha de MV vertical) e eu sinto que ouvir uma vez é MAIS QUE O SUFICIENTE para mim. É tudo muito chato e rapidamente cansativo, além de ser o tipo de música que os fãs mais ferrenhos tentarão te convencer de que você é burro e não compreendeu o “conceito” e a “experimentação” que a faixa tem. Deus queira que o ARTMS tenha coisa melhor no EP.