Cota ocidental: Pabllo Vittar me ligou de calcinha para falar que está “triste com T”

Essa semana foi bem sem assunto no Asian Pop para colocar aqui: A DSP ainda não demitiu todo mundo do April, o J-pop não rendeu muita coisa e o lançamento mais relevante do K-pop foi o trote da Chanmi. Então, para compensar uma semaninha mais morta, eu vou finalmente ouvir algumas sugestões e comentar algumas coisas que rolam por esses lados do globo. Será que vai ficar mais fácil surgir alguma fanbase se estourando por conta dos comentários crocantes desse blogueiro?

E, para começar, nada melhor que falar da Pabllo Vittar, que lançou na quinta seu novo álbum “Batidão Tropical” e, ontem, o novo single “Triste Com T”:

“Triste Com T” (E o “Batidão Tropical” como um todo) é uma grande reafirmação da Pabllo como a grande maranhense/nordestina que é. O forrózão sofrência está de volta, com uma letra ainda mais melancólica e divertida. Essas letras estilo “Grande gostosa sofrendo” que a Pabllo manda em seus forrós são muito interessantes e identificáveis (Quem nunca ficou triste e com tesão as 2 da manhã?!), e cumpre bem com a ideia de criar músicas bem anos 2000, com um tom de humor e atrevimento até mesmo em músicas mais tristes.

O vídeo é bem, digamos, “K-pop”. Em teoria essa é para ser a continuação de “Ama Sofre Chora”, com Pabllo “aproveitando a lua de mel” depois de ser largada no altar, mas o vídeo é menos história e mais coreografia (Com referências de K-pop, aliás), looks, beleza e carão, como um vídeo que a gente já está acostumado. Acho que combinaria mais com a música se o vídeo fosse mais dramático e tivesse um enredo mais explícito com a Pabllo superando (Ou não) o abandono, mas curti a preocupação com a estética e a bicha está lindíssima, então está valendo. “Triste com T” tem um bom vídeo, que não me empolga em assistir de novo mas, no fim, vende bem a música.

“Triste Com T” é a pura essência de Brasil e extremamente fácil de identificar. Apesar de ter nascido em São Paulo, eu cresci com meus pais tocando bandas de forró dos anos 2000 em camelôs e mp3 pirateados (E ouço até hoje), então ouvir a Pabllo cantar um forró delicioso desses é muito divertido tanto pela memória afetiva quanto pelo meu gosto musical mesmo. Não é a toa que Pabllo Vittar é, hoje, uma das artistas mais legais de se acompanhar nesse país.


Hidden gem: Zap Zum

O “Batidão Tropical” é, basicamente, composto de covers de outras bandas e artistas do norte e nordeste do país. “Zap Zum” é um cover da Companhia do Calypso, retrabalhado para combinar com os vocais da Pabllo mas sem perder a sonoridade calypso da faixa original. “Zap Zum” é uma faixa contagiante e desde o primeiro segundo dá vontade de dançar e bater cabelo na cozinha, e toda vez que ela fala “Meu anjo” eu penso “Meu deus, bicha, paga logo a Lasgo e lança “Meu Anjo” oficialmente“. Duvido muito que a Pabllo trabalhe essa música como single (Acho que a promoção do álbum vai se resumir as 3 faixas originais), mas é definitivamente a faixa que mais ouvi do álbum até aqui.

6 comentários em “Cota ocidental: Pabllo Vittar me ligou de calcinha para falar que está “triste com T””

  1. Quem nunca ficou triste e com tesão as 2 da manhã?! Moorrta, mas quem nunca né?.
    Votar é um ícone nacional e uma grande fã de k-pop deve ser exaltada pela coragem, vocais e coleografias gostosissimas.

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  2. O que acho interessante é que não vejo ninguém dizer é que antes do forró, e suas variações_ ou aquele tal de pisadeiro que tem agora_ de sofrencia era algo que Pabllo apostava antes de virar totalmente em alta.
    Vi um comentário de uma menina que me incomodou horrores no face, mas não retruquei porque as vezes não vale a pena_ dizendo que agora tava saturado porque Pabllo estava fazendo_
    Acho bacana que desde o começo seus trabalhos vem com referências do nordeste e também do norte.
    Sem falar que noto que o clipe consegue mesclar isso com o pop, isso é bom demais cara.
    PS. Adorei a versão dessa música do Calypso ❤ só tenho lembrança da minha irmã mais velha em casa ouvindo essa música e dançando.

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  3. As pessoas podem falar o que for, mas eu sinto TANTO orgulho do “pop” Brasil. Esse álbum da Pabllo tá tudo, sem falar que não para de escutar Gueto da Iza e Bonekinha da Glória, fora tantos outras músicas que são super bem produzidas. Eu amo demais 🖤

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