E se eu estivesse viva? #2: Nine Muses, Dal Shabet, Rainbow

Uma das coisas que o kpopper ama é especular o futuro de grupos que já estão mortos, seja para continuar chutando cachorro morto, ter aquela nostalgia dos seus tempos de adolescente ou até mesmo se divertir criando teorias da conspiração sobre como suas faves flopadas seriam se não fossem tão flopadas assim. 3 grandes exemplos disso são Nine Muses, Dal Shabet e Rainbow, que ficaram conhecidos como o trio de girlgroups da segunda geração que todo mundo sabia que existia mas ninguém era fã (“NaDalRain” foi um termo muito usado nos fóruns coreanos para se referir aos 3 grupos que não eram fracassos completos mas também não foram grandes acertos do K-pop), e esse post é uma boa oportunidade de especular o que aconteceria se os 3 grupos ainda fossem vivos.

Nine Muses

O que foi: Nine Muses foi um grupo da Star Empire Entertainment, sendo o primeiro girlgroup da empresa depois de fazer um pouco de história com o Jewelry nos anos 2000. O grupo debutou em 2010 com “No Playboy” e, bem… Elas fizeram história por ser considerado um dos piores debuts do K-pop. Injustamente, pois vimos muita tranqueira estreando antes e depois das musas, mas pelo menos elas serão lembradas.

Depois disso as músicas ficaram mais aceitáveis, a reputação do grupo foi melhorando, a formação das musas mudava mais que o governo tentando inaugurar uma obra pública e o Nine Muses (Que foi Eight, Seven, Five e Four Muses) ia se mostrando um grupo consistente… Não na line-up, mas nas músicas que foram sempre aclamadas por gays no geral (Mesmo não tendo um hit em atividade com o povão). Nine Muses também conseguiu emplacar Kyungri como uma it girl periférica que marcava presença em diversos programas e comerciais simplesmente por ser a mais gostosona do K-pop. O grupo teve seu fim no início de 2019 com “Remember” sendo a despedida oficial das quatro últimas musas que aguentaram até o fim.

E se estivessem vivas? Bem, provavelmente não estariam na Star Empire, pois essa empresa está na pindaíba e não consegue sustentar um grupo mais. Provavelmente estariam numa gravadora ainda mais fundo de quintal que só conseguiria lançar singles digitais para as quatro musas que sobraram, e provavelmente esses singles nem seriam tão bons quanto os singles do auge do grupo. Quer dizer, os últimos singles já pareciam ser as demos mais baratas que a Star Empire teve condições de pagar, no futuro elas só conseguiriam lançar no máximo city pops amadores de produtores de garagem. Isso não é necessariamente ruim, pois duas ex-musas fizeram exatamente isso e ficou gostosinho de ouvir mas, sabe, o apelo do Nine Muses sempre foi outro.

Dal Shabet

O que foi: Dal Shabet foi um grupo da Happyface Entertainment, que hoje se chama Dreamcatcher Company porque, bem, o Dreamcatcher basicamente tirou a empresa do buraco. Mas o Dal Shabet era promissor, pois o girlgroup era uma criação do E-Tribe, produtor responsável por duas das maiores músicas femininas do K-pop nos anos 2000, “Gee” e “U-Go-Girl”. O grupo debutou em 2011 com “Supa Dupa Diva” e chamou bastante atenção pela música pegajosa e ritmo retrô contagiante, colocando o grupo com um dos novos nomes com um bom futuro pela frente.

O que acabou com o Dal Shabet foram os constantes escândalos que o grupo era envolvido desde a infame apresentação com o B1A4. Elas até se mantiveram consistentes como aquele girlgroup que não era o favorito de ninguém mas todo mundo tinha curiosidade de ouvir, conseguindo diversos singles no Top 20 da Gaon e tudo mais, mas o Dal Shabet simplesmente não conseguiu virar um grupo do povo pois tinham muitas controvérsias rodeando a vida dessas meninas. Em 2017 foi anunciado o disband enquanto Serri e Woohee participavam do The Unit para tentarem uma vaga no UNI.T e sair do flop idol (A Woohee até conseguiu uma vaga, mas o UNI.T fracassou do mesmo jeito).

E se estivessem vivas? Elas provavelmente seriam um girlgroup maduro do tipo que parariam de fazer músicas dance. Provavelmente a Subin estaria mais envolvida na produção das músicas do grupo, que seguiriam a linha menos farofa e mais city pop ou um popzinho mais alternativo. Dal Shabet é um grupo que eu tenho certeza que forçaria uma ideia muito afastada do que conhecemos como idol pois pelo menos Subin e Ahyoung estavam cansadíssimas dessa ideia de música pop, e acho que Serri e Woohee acabariam seguindo o embalo. Óbvio que não daria certo e elas continuariam flopando horrores, mas essa ideia de grupo com um pop mais adulto é algo que eu queria muito ver emplacar na Coreia pois é muito difícil ver um girlgroup ter a oportunidade de envelhecer como o Brown Eyed Girls, por exemplo.

Rainbow

O que foi: Rainbow é um grupo da DSP Entertainment, que aproveitou o grande sucesso do KARA e o fato de estar sobrando trainee na empresa para emplacar um segundo girlgroup. Debutando em 2009 com o single “Gossip Girl”, o grupo inicialmente não tinha alcançado bons números (E com razão, pois a música é pior que “No Playboy” das musas) mas nos singles seguintes o grupo foi conseguindo subir alguns degraus e se consolidando como umas queridas do segundo escalão de girlgroups da segunda geração do K-pop.

Diferente dos outros 2 grupos do post, Rainbow realmente tem umas músicas que podem ser consideradas pseudo hits. “A” e “To Me” foram singles bem sucedidos no K-pop em 2010 e 2011, com “A” fazendo barulho até internacionalmente com a versão japonesa conseguindo Top 3 na Oricon e 45 mil singles vendidos no Japão (Isso é um número muito relevante para o segundo escalão da onda hallyu da época). O problema é que o grupo simplesmente não emplacou um grande hit que fizesse o público se interessar pelo Rainbow (Os coreanos conhecem a música “A” mas não conhecem o grupo que canta, por exemplo), e apesar de Jaekyung ter ganhado uma popularidade solo (Não a ponto de ser it girl como a Kyungri, mas era conhecida e convidada dos programas por ser gostosona também), o grupo não se sustentou e a popularidade foi caindo até o fim do grupo em 2016.

E se estivessem vivas? A gente já teve uma amostra do que o grupo seria com “Over The Rainbow”, single que elas lançaram para comemorar 10 anos de grupo. Elas continuariam sendo um grupo pop e seriam as que mais tentariam manter uma sonoridade mais idol ao mesmo tempo que buscariam algo mais refinado e adulto. Elas também seriam um dos poucos grupos que manteriam a formação original, pois dá para ver que elas são muito amigas até hoje e parece que elas se divertiam horrores com isso de ser um girlgroup pop, e só pararam porque não estavam dando retorno financeiro para a DSP mesmo. Se qualquer empresa quisesse bancar um comeback para o Rainbow voltar a ser um grupo ativo (Mesmo que seja para lançar 1 single anualmente), eu acredito que as meninas não só super topariam fazer isso como se jogariam nas tendências visuais de idol, ao mesmo tempo que serviriam músicas tão gloriosas quanto “Whoo!”.

Um comentário sobre “E se eu estivesse viva? #2: Nine Muses, Dal Shabet, Rainbow

  1. Uma coisa que eu acho muito legal no k-pop é que, por mais estagnado que ele fique (como a dominação girlcrush nos últimos tempos), sempre dá pra encontrar algum grupo nugu entregando alguma coisa bem divertida, seja pela música ser boa, seja por ser tão trash que conquista a gente pela piada, ou seja por ambos os fatores (vide Pocket Girls). E esses três girlgroups mostram bem isso; uma pena não terem vingado.

    Só fiquei surpreso com a parte sobre o Dreamcatcher ter tirado a empresa delas e do Dal Shabet do buraco. Que o Dreamcatcher é sensacional, todo mundo sabe, mas sempre tinha lido que elas estão no mesmo limbo de flop que o LOONA, Fromis_9, Everglow, Cosmic Girls e afins (tanto que só esse ano elas conseguiram ganhar o primeiro trofeuzinho de plástico num music show)…

    (inclusive, torço pra ter Dreamcatcher, Fromis_9 e Everglow num eventual Queendom 3 – quer dizer, se a Mnet um dia decidir fazer um Queendom 3… e se os três grupos em questão não tiverem dado disband até lá)

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