Se vocês não sabem, eu vou para o show do TWICE no Allianz dia 6 de fevereiro (Se nada der errado até lá), e estou animado com isso. Tão animado que decidi fazer, aqui no blog, reviews de TODOS os álbuns do grupo, para me preparar para o que vou ouvir no show, reviver altos (e baixos) da carreira delas e encher linguiça nesse blog sempre que possível. Será que até o final desse especial eu serei considerado hater do grupo e vão me apedrejar na fila do Allianz Parque? Eu não sei, mas vamos começar do início: “The Story Begins”, o 1º EP do TWICE que completa 8 anos agora no dia 25, será analisado por esse homossexual agora. Será que envelheceu bem?

Artista: TWICE
Álbum: The Story Begins
Lançamento: 25/10/2023
Gravadora: JYP Entertainment
Nota: 70/100
Hoje, eu não tenho muito a perder revisitando os álbuns do TWICE. “The Story Begins” (E todo o início de carreira do TWICE, basicamente) é um álbum que, na época que lançou, eu achei a coisa mais básica que o JYP poderia estar fazendo para debutar esse grupo. Quer dizer, a mesma empresa que lançou o fucking “REBOOT” do Wonder Girls lançando esse EP água com açúcar para seu mais novo investimento? Eu não vou mentir, me decepcionei ouvindo. Mas esse era o meu eu de 18 anos, jovem, inconsequente, que só queria saber de piranhar em cima das músicas mais safadas do K-pop na época. Agora, com meus 26 anos e quase 1 década na internet comentando as piores atrocidades que a Coreia desovou de lá pra cá, eu poderia ter uma experiência diferente ouvindo o debut do TWICE. E tive.
Acabou que o “The Story Begins” é um bom EP. Não é um EP grandioso com um grande destaque, mas é um EP legal. “Like Ooh Ahh” é um single do TWICE que envelheceu bem para mim, esse color pop mais animado e cheio de energia e carisma é algo que os girlgroups de hoje em dia não acertam hoje em dia, e não lembrava que tinha uma album track boa de fato nele. No geral é um debut divertido que soa meio deslocado pelo fervo da briga gostosas x crentes nos conceitos mas serviu para o TWICE se inserir em um terreno único, que descolou grandes sucessos para o grupo futuramente. “The Story Begins” ganha pontos por produções legais que são focadas em serem agradáveis, e vocais que, embora sejam desnecessariamente exagerados em vários momentos, capta bem a vivacidade e energia que um grupo adolescente tem que ter. Sem conceitos mirabolantes por trás, apenas uma boa farofada pop.
O maior problema do “The Story Begins” é que ele nitidamente foi feito as pressas: Não era necessário enfiar as músicas já usadas no SIXTEEN nesse EP e acabaram que elas são os pontos mais baixos do álbum (Apesar de curtir “Do It Again” pela trasheira, admito que é uma música ruim), mas o JYP queria fechar 6 músicas e não se deu o trabalho de buscar coisas mais fresh. O resto do álbum segue o modo de ser fácil de curtir e difícil de lembrar que é o padrão em álbuns de K-pop, o que não é comprometedor e mostra o potencial delas como novatas na indústria que se tornariam lendas em algum momento.
Faixa a Faixa
O EP já começa com a faixa principal, “Like Ooh Ahh”. Os tempos eram outros: Black Eyed Pilseung começava a surgir como um grande produtor no K-pop, 2015 ainda era um tempo de fervo entre o conceito fofo x conceito sexy e o JYP tinha 200 reais e um sonho para fazer tudo vingar. E aí surgiu o TWICE com um conceito de color pop mais agitado e carismático. A impressão é que “Like Ooh Ahh” mistura muita coisa no instrumental: Tem flauta, sintetizadores, versos lentos, de repente uma guitarra, palmas, aí o refrão com as mais agudas mostrando que são agudas, depois desacelera, e acelera de novo, aí vem o break, “lemissi” e tudo isso em 3 minutos e meio. No papel parece insano mas, na prática, funciona pois a mistrura é muito mais homogênea com tudo surgindo do jeito certo durante a música inteira. E envelheceu bem comigo, pois me empolgo mais com “Like Ooh Ahh” hoje do que na época do lançamento. Um debut bem legal.
Depois vem “Do It Again”, farofão que tenta embarcar na mesma mistura do single mas com uma execução bem mais caótica. O instrumental é feito com um monte de batidões eletrônicos saídos de algum pacotão nugu de 2013 e os vocais já agudos do grupo estão exagerados a ponto de serem irritantes, fora a sensação dessa música estar muito mal mixada. Apesar disso, eu gosto dessa faixa como um negócio ruim que me diverte. É que é meio imperdoável um girlgroup da Big 3 lançar uma trasheira dessa mas, tipo, Se algum grupo tipo D.HOLIC lançasse essa seria facilmente um bop nugu da época. Já “Going Crazy” foi uma grata surpresa pois não lembrava que tinha uma album track boa de verdade aqui. Essa mistura de pop com R&B não cola muito dentro de um álbum que se vende como adolescente (E dentro da tracklist soa meio avulsa também), mas sozinha é uma faixa deliciosa com uma ponte poderosa e refrão agradável. Basicamente é a 1ª música de grande gostosa do TWICE, que poderia muito bem ser uma música de girlgroups mais velhos como miss A ou Girl’s Day.
A 2ª metade do EP é… Bem, a 2ª metade do EP, sem dúvidas. “Truth” é aquele tipo de música que jogam em reality show porque é filler em qualquer outra situação, e o fato dessa música aparecer de fato no SIXTEEN (Assim como Do It Again e Going Crazy) justifica isso mesmo. Tudo na música é um grande quase e o refrão é bem sem graça. Meh. Já “Candy Boy” embarca mais no color pop da faixa principal tem um refrão interessante naquela vibe de refrões batidão estilo Little Mix, mas o resto da música meio que só existe e não é aquela experiência mágica que poderia ser. Por fim temos “Like A Fool”, obrigatória balada do álbum que não chega a ser exatamente uma balada filler mas, ainda assim, meio que só cumpre a cota para o álbum de K-pop também. Os momentos da gaita (!) dando um ar mais roceira são legais e dão uma sensação única para a música, tem uma ou outra esganiçada que obviamente não segurava o rojão de uma faixa mais lenta mas a produção consegue disfarçar bem. Sinto que a Taylor Swift botaria uma dessas em qualquer que seja o álbum que ela desovou dessa vez e seria aclamada, então acho que posso dizer que o TWICE fechou bem o 1º EP.
Concluindo…
Com 18 anos eu já estava um porre para curtir música e odiei mais esse EP quando saiu em 2015, mas envelheceu bem e consigo apreciar mais agora em 2023. O álbum na maior parte do tempo ainda soa cru, seja pelas meninas vocalmente (Como em Like A Fool) ou pelas produções extremamente questionáveis (Como em Do It Again), mas mostraram bem o potencial do TWICE como nova aposta do JYP para liderar o K-pop.
Primeiro de tudo, me leva no show?
Reclamação: Como eles colocam um show desse em plena terça-feira, tem nem como eu matar serviço, vai ser bem no retorno de ano letivo.
By the way, vc esqueceu de falar do que tornou o Twice, o Twice hoje. Foi God Momo requebrando, não tem como isto envelhecer mal. Ícone.
Ps. Truth é legal, se retrate.
Eu achei um álbum bem morno na época, e concordo que Do It Again envelheceu mal, acho que muitos gostavam por conta de lembrar do reality e tal, mas minha nossa…(eu inclusa)
Like Ohh Ahh até hoje é legal pra mim, principalmente pela coreografia que é icônica.
Achei icônica na época e acho até hoje.
Like ooh ahh é uma bagunça, e eu não acho que funciona mesmo, tive que bloquear o twice pra essa música não aparecer na minha playlist, acho estranho como você fala mal de FMR e elogia essa bagunça dizendo que funciona, aposto que se o rv tivesse lançado você ia massacrar horrores.
Mas quem lança coisa ruim sempre tem como piorar né? Lançaram esse EP e conseguiram ser pior com TT e Cheer Up, Knock Knock até que foi boazinha mas não o suficiente, o último suspiro foi em Feel Special que foi a única vez que elas foram artistas de verdade.
Senhora Teião, vai com calma que a “Once” aqui fica doida. Kkkkkk
Como não se emocionar com o Lemissi e o requebrado de Queen Momo?
Ps: sabia que você ia reclamar kkkk
Esse lemissi me traumatizou isso sim, a coitada desde cedo mostrando que era only dancer (mas pelo menos elas estava DIVINA)
Twice devia ter feito mais comeback copiando Feel Special, se elas tivessem mais músicas nessa vibe eu viraria até once.
tenho pra mim, que jypai tem muita dificuldade de definir bem as tracklists dos albuns dos seus ggs nos primeiros anos, os primeiros albuns sempre apresentam muita dificuldade de seguir uma linha coesa, e sinto isso tranquilamente nos primeios 4/5 albuns do twice…
As tracklists do TWICE só começaram a funcionar efetivamente de maneira mais coesa a partir do Feel Special. Até o Fancy You parecia que o JYP tentava atirar em 500 direções ao mesmo tempo.