Year End 100: As melhores músicas do Asian Pop em 2023 (Parte 4)

E chegamos a metade da lista de 100 melhores músicas do ano. Nessa 4ª parte entramos no top 50, o que quer dizer que as músicas que vocês acharam injustiçadas por ficarem tão baixo vão dar lugar a músicas que vocês acham que eu superestimei colocando tão alto. É mais uma parte repleta de veteranas (Sejam elas veteranas de verdade ou veteranas que são velhas comparadas a atual geração do K-pop), farofas crocantes e alternativas e até mesmo um integrante do BTS. Quer saber qual? Clique em “Leia mais” e acompanhe mais um corte do meu Top 100:

55º lugar — Taeyeon – To. X

A Taeyeon raramente vem com força máxima quando o comeback anual é com um EP, mas “To. X” é uma “quase exceção”. Não é uma música que chega perto dos melhores singles dela, mas “To. X” é ótima. Tudo que ela tentou “What do I Call You” dá certo em “To. X”, o violão conduzindo esse trabalho é mais incisivo e dá todo um charme de trabalho acústico, assim como a Taeyeon tem uma interpretação mais raivosa e elegante cantando essa música, totalmente dentro do tom e aumentando ainda mais o nível desse single. Um trabalho gracioso e intimidador, que me ganha de qualquer jeito.

54º lugar — Jungkook – Seven (feat. Latto)

De todos os solos envolvendo o BTS esse ano o Jungkook foi o mais consistente, lançando 2 singles muito bons na praça (Se o Lunei estiver certo são 3, é que não vou gastar meu tempo ouvindo qualquer coisa com Jack Harlow). O violão conduzindo a música deu um ótimo diferencial para mais um dos números garage house que o K-pop solta, e o Jungkook emocionado com tesão deu um ótimo tom para a música. Normalmente eu procuro algo para reclamar do BTS (Porque normalmente tem coisa para reclamar), mas “Seven” é uma música muito bem feita e fácil de curtir. Uma faixa simples, mas bastante eficaz.

53º lugar — Mika Nakashima – We Are All Stars

Aleatoriamente a Mika Nakashima decidiu mostrar que é fã de RuPaul, e por isso resolveu montar um EDM crocante com o maior número de catchphrases possível que a velha do Drag Race usa para carregar e exportar esse show há 15 anos. O resultado foi um número que a própria RuPaul lançaria em algum álbum autotunado dela, e isso fica ainda melhor quando alguém que realmente sabe cantar resolve lançar algo assim. “We Are All Stars” é ótima e um número totalmente fora da casinha para a Mika Nakashima, o que deixa essa música ainda mais impressionante e memorável comigo.

52º lugar — Hien Ho – Phong Xe Dem

Tinha um tempo que não ouvia falar da Hien Ho, mas ela apareceu nos meus recomendados com essa “Phong Xe Dem” e que synthpop delicioso. Os versos mais contidos são extremamente charmosos e a crescente que a música ganha conforme surgem os sintetizadores é encantadora. O ótimo refrão e o instrumental explodindo no pós refrão é o brilho que a música precisava, fazendo desse single um ótimo exemplo de música pop. Espero que a Hien Ho não suma mais do meu radar, porque ela foi muito artista com essa música aqui.

51º lugar — Ami Suzuki – I Just Feel Good

De todas as anciãs que poderiam anunciar retorno no Jpop e/ou voltaram para o Jpop com música nova, a que menos esperava era Ami Suzuki. E de todas as sonoridades que uma música nova poderia ter, eu definitivamente não esperava ela mantendo o eletropop vivo em um farofão crocantíssimo. “I Just Feel Good” tem suas semelhanças com os trabalhos que a Ami lançou com o Yasukata Nakata no início da década passada, mas com um tom mais psicodélico e e menos autotunado que o Teddyloid faz muito bem dando uma individualidade para “I Just Feel Good” ser um trabalho diferente e viciante do mesmo jeito. 4 minutos de uma J-velha soltando a farofa para seus 10 fãs homossexuais vibrarem de emoção, basicamente tudo que eu peço para o J-pop manter vivo.

50º lugar — millennium parade x Sheena Ringo – W O R K

É meio engraçado eu acompanhar a Sheena Ringo pelas parcerias e participações especiais mas não ter nenhum interesse mais forte na discografia dela. Essa parceria dela com o millennium parade em “W O R K” é deliciosa, essa mistura de rock com jazz mais imponente e explosivo é algo que somente o pessoal no Japão sabe fazer muito bem e a voz de canastrona é ótima para parcerias, pois dá contraste para qualquer outro vocal possível que qualquer japonês possua. Talvez eu só não esteja disposto a ouvir um trabalho inteiro só com a voz dela, mas a véia é boa e sabe muito bem escolher as músicas onde ela vai participar.

49º lugar — Tia Lee – Diamond Princess

Essa aqui é meio que trapaça da minha parte por ser do início de dezembro de 2022, mas achei engraçado o fato dela ter investido TÃO pesado nos ads do YouTube que essa música passou uns bons 3 meses do início do ano tocando em cada. vídeo. possível. E o melhor de tudo é que o farofão é muito bom, um EDM safado que você ouviria em qualquer playlist de qualquer Alok da vida mas com uma energia mais performática e uma interpretação mais suave nas partes cantadas que deixa essa faixa mais legal para mim. Uma pena essa música estar disponível apenas no YouTube para a gente, mas a propaganda massiva no YouTube valeu a pena.

48º lugar — Cyndi Wang – Sugar High

O sucesso de “Cupid” meio que fez muita gente na Ásia investir em post-disco, e a Cyndi Wang foi um desses exemplos com “Sugar High”, single promocional do “BITE BACK”. A Cyndi entrega muito bem esses números onde ela pode ser mais fofa (Já que ela gosta de ser a Tidinha de Taiwan) e, ao mesmo tempo, é uma faixa madura e tranquila, perfeita para ouvir em uma viagem ou simplesmente relaxar depois de um dia estressante. Uma música cintilante e perfeita para minha playlist.

47º lugar — Miliyah – Bad Chasing (feat. SnowyRENZO)

O BLONDE16 é basicamente o álbum que expõe todas as minhas hipocrisias quanto a trap na música asiática, mas o que posso fazer se a Miliyah fez um negócio tão bem feito aqui? “Bad Chasing” é outro destaque do álbum, basicamente um dueto melancólico e chamativo entre ela e o SnowyRENZO em cima de um trap bem urbano e cheio de tensão para me deixar preso em cada momento da música. Eu seria mais feliz se tivesse menos do SnowyRENZO, mas a Miliyah faz um ótimo trabalho e tem uma ótima voz para trabalhos nesse estilo de som.

46º lugar — Wednesday Campanella – Prince Shotoku

Uma coisa que todo ano falo para mim mesmo é que vou ouvir e acompanhar Wednesday Campanella… E todo ano eu nunca cumpro. Mas o trio segue muito interessante e divertido de se ouvir, e é uma boa para quem curte uma música eletrônica crocantíssima do Japão. Esse ano a única música que ouvi deles é essa “Prince Shotoku” e, apesar da produção ser mais simples e pop, ainda tem uma extravagância e exuberância única e bem característica do grupo, não saindo totalmente da ideia de música pop mas fazendo o suficiente para ser uma experiência adorável e que você não encontra em qualquer lugar. Não é um single que me impactou de primeira, mas que ficou memorável com o tempo.

45º lugar — bala – Tokyo Survivor

Falando em Wednesday Campanella, o produtor do grupo também produziu “Tokyo Survivor” do coletivo bala, e dá para notar a produção mais psicodélica e fora da caixa que é meio característica do trio da Utaha. Um número eletrônico bastante inventivo, com vocais adequadamente processados e um ritmo muito forte que tira o meu fôlego tentando acompanhar. Literalmente um sobrevivente de Tóquio, com tudo que eu imagino que um nome das pistas eletrônicas soltaria numa rave japonesa para o pessoal sobreviver nessa fritação.

44º lugar — Kwon Eunbi – The Flash

A Kwon Eunbi não lançou nada tão emblemático quanto “Glitch” ano passado, mas ainda está firme na sua missão de ser uma mãe para os homossexuais viúvos do IZ*ONE. “The Flash” é um farofão eletropop menos inventivo (E meio que me lembra “Underwater” que quase emplacou na Coreia), mas ainda é um farofão muito legal e viciante com a flauta nos “In the flash” servindo de elemento surpresa e mostrando que pode me surpreender. A Eunbi sabe que a persona diva pop está em falta no K-pop e, por isso, lança coisas como “The Flash” por nós. Ela vem sendo a diva pop que os homossexuais coreanos precisam… Só falta os homossexuais coreanos descobrirem isso.

43º lugar — Misamo – Do not touch

Tenho consciência que essa música ainda é meio polarizante, com gente odiando e gente amando isso aqui. Felizmente eu faço parte do segundo grupo e penso que o Misamo não poderia lançar música melhor que essa para o debut. Que R&B chiquérrimo, a guitarra na intro já me deixa empolgado e quando a música se desenvolve para uma versão sexy do que Ariana Grande fazia no Yours Truly eu compro a ideia totalmente e passo a viver pelo que o trio tem a me oferecer aqui. O refrão poderia ser um pouco menos repetitivo, mas aceito calmamente pela ótima produção e isso não afeta meu pensamento de que é o melhor single envolvendo o TWICE esse ano.

42º lugar — Red Velvet – Underwater

“Underwater” foi o que me motivou a ouvir o álbum do Red Velvet. Alguém botou essa música no twitter, eu liguei o áudio e fiquei “UAU que música mais sexy meu bico do peito está explodindo de tesão é a sucessora de Perfect 10!!!!!!!!”. É muito dificil eu odiar uma música passional e emotiva com um instrumental envolvente nas vozes do Red Velvet, e “Underwater” acabou virando minha faixa favorita delas nesse álbum. Que bom que o Red Velvet segue alimentando esse lado R&B nas album tracks, para que faixas assim possam existir e serem aclamadas por minha pessoa.

41º lugar — Odd Eye Circle – Air Force One

Depois que me acostumei com os daradada do refrão, “Air Force One” desceu redondinho. Uma faixa dançante, com um ritmo intenso e elementos que me deixam presos na produção. “Air Force One” capta bem a essência do Odd Eye Circle naquele EP de pré-debut, e o que me encanta em “Girl Front” e “Sweet Crazy Love” basicamente se junta para criar uma ótima canção aqui. De todos os projetos envolvendo Loona esse ano é o meu favorito (E, por consequência, o meu single favorito do Loona em muitos anos).

6 comentários sobre “Year End 100: As melhores músicas do Asian Pop em 2023 (Parte 4)”

  1. #minhaopiniao como uma pessoa ex-muito antipática com a taeyeon: já devo ter dito isso mas dou a VIDA por essa fase da taeyeon que ela canta tudo o que dá raiva, tudo o que tem de mais pessimista e amargo que a vida de uma mulher de quase 35 anos pôde impregnar numa mana que nunca foi a pessoa mais sorridente e fofinha do mundo, pra começar. acho que a interpretação dela brilha de uma forma genial quando ela canta com essa agressividade e esse desgosto de músicas como to. x e é quando eu mais consigo me conectar com ela. não é uma invu, mas ainda assim é ótima e tomara que ela continue lançando mais coisas com esse teor.

    sobre acts japoneses, dougie, o que você tava fazendo da vida que não ouviu o rabbit star? ouve seven lucky gods e hot pot commander (se você não tiver ouvindo ainda, era o bside de tinker bell, que lembro que você rasgou uma seda ano passado, mas colocaram no mini de novo) e little red riding hood com o vídeo de acompanhamento. a utaha é uma surpresa que só presenteia e presenteia a cada release, impressionante como o wedcamp entrou numa nova fase com ela sem perder a identidade e nem querer apagar nem imitar os releases com a kom_i. essa querida é uma diva.
    e você nunca ouviu nada solo da ringo, tipo, nada mesmo? é uma surpresa pra mim pq achei que pelo menos um dos três álbuns iniciais da carreira dela todo mundo tinha ouvido (e os três valem muito a pena pra começar, são três trabalhos incríveis. queria que a ringo lembrasse que é artista como foi nos anos 2000)

    • Já ouvi alguns trabalhos da ringo sim, mas não me segura muito como ouvinte (Tirando Honnou que é perfeita), aí não tenho tanto interesse nela

      • justo! e considerando que há tempos ela não lança algo tão brilhante como essas três fica complicado, realmente é mais empolgante acompanhar o que ela faz com (ou para) os outros… se você ainda não ouviu, recomendo dar uma olhada em missing que ela escreveu e compôs pra ado, digo que é o melhor trabalho dela facilmente em anos (e ela não cantakkkkkk)

  2. Melt Away está anos-luz à frente de To.X. Achei o single muito “cafeteria hipster para bookstans core”.

  3. To.X é tudo que WDICY quis ser, To.x é gostosa de ouvir, ao mesmo tempo que é calma tem uma força, e mesmo quando se repete não se torna enjoativa, mas a gema do álbum sem dúvidas ou é Melt Away ou Fabulous, e ainda tem gente reclamando desse álbum, ela não é obrigada a entregar um Purpose/INVU toda hora.

    Underwater deve ser minha favorita também, acima de Chill Kill, queria muito que o Red Velvet fizesse um álbum extremamente piranhas mas isso nunca vai acontecer

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