Enquanto a primeira parte está sendo agitada por comentários se estapeando com TWICE x SNSD como se estivéssemos em 2016 de novo, a segunda parte chocou alguns por conta da aparição da Hyoyeon no Top 100, seja por estar muito baixo ou por chocantemente APARECER em uma lista de 100 melhores músicas do ano. Será que essa terceira parte vai continuar atraindo comentários de fãs de velhas de guerra no K-pop por conta de menções entre as minhas músicas favoritas de 2023 ou esse post vai cheirar menos a naftalina e saudosismo da 2nd/3rd gen? Segue a parte 3 do Year End 100, trazendo mais 15 das 100 melhores músicas do ano:
70º lugar — VIVIZ – Untie
Calhou dos 3 projetos envolvendo o GFRIEND esse ano ficarem juntinhos enquanto organizava esse top 100, então vamos a uma pequena sequência de momentos em que alguém do GFRIEND entregou um bop esse ano. Começando pelo VIVIZ que vem crescendo nos charts ultimamente com “MANIAC”, mas a principal música do comeback (E provavelmente da carreira) delas é “Untie”, simplesmente por ser um popzão chiquérrimo e bem gostoso que abala e emociona qualquer homossexual ouvindo. Os momentos mais sussurrados em “Untie” são ótimos, especialmente aliados ao batidão que o refrão possui e deixa a música ainda mais performática. Um grande acerto do VIVIZ.
69º lugar — Yuju – DALALA
“DALALA” é um solo pop mais introspectivo, um pouquinho funky e mais feito para sentir a vibe. Tudo em “DALALA” é gostosíssimo de ouvir, mas é quando o refrão ganha mais elementos e sintetizadores e eu sinto que a Yuju ganha vida cantando nele que eu penso “UAU, isso daqui vai ser ótimo para todas as minhas sessões alcoólicas”. E foi. “DALALA” é uma canção muito potente para sua proposta, e a Yuju fez de um jeito que não caísse no lugar comum e se tornasse chato. Uma música com seu próprio charme e brilho, onde os responsáveis sabiam o que estavam fazendo e eu apreciei cada momento.
68º lugar — Yerin – BAMBAMBAM
Por fim, a minha favorita foi “BAMBAMBAM” da Yerin por motivos de… bem, é um synthpop oitentista, e eu amo synthbops oitentistas assim. Num primeiro momento eu achava a voz da Yerin meio exótica para o instrumental, mas depois me acostumei e achei muito charmoso e fofo por parte da Yerin e sua voz mais aguda, que acabaram dando um sentimento ainda mais nostálgico a canção. Não é a grande novidade se tratando de synthpops oitentistas no K-pop, mas é carismática e com uma produção forte o bastante para me marcar em 2023.
67º lugar — Natty – Sugarcoat
2023 foi um ano onde as coisas quase deram certo para a Natty. O novo solo dela “Sugarcoat” quase conseguiu emplacar um Top 100 do Melon, o grupo dela Kiss Of Life quase ganhou o prêmio de rookie do ano no MAMA e etc. Mas “Suagarcoat” merecia mais, não é todo dia que uma “novata” (Ela já tem uns 5 anos tentando mas finge né galera) vem com uma pedrada jazz pop sóbria e sincera como essa. Se “DALALA” é para o início de jornada alcóolica, “Sugarcoat” surge no meio da jornada quando a bebida bate de um jeito estranho e você só precisa de uma música para acompanhar sua tristeza e depressão. Um belo e gracioso solo da Natty, e ainda levo fé que um dia ela vinga no K-pop.
66º lugar — Ayumi Hamasaki – (NOT) Remember You
Ayumi Hamasaki lançou um álbum esse ano, e eu não culpo se você não lembra (ou sabe) disso. Porém, “(NOT) Remember You” é o tipo de fórmula clássica da Ayu que empolga os fãs velhos de guerra da cantora. Quem investirira em um pop rock agressivo e noventista em 2023 se não Ayumi Hamasaki? Provavelmente ninguém fora do nicho otaku, e toda a dramaticidade e exagero da Ayu interpretando e cantando essa música deixa “(NOT) Remember You” ainda mais marcante. Não mudou tanto a minha vida quanto “Summer Again” e “Nonfiction” mudaram ano passado, mas mostra que Ayuzão segue firme e forte no jogo.
65º lugar — Heize – VingleVingle
Não sei se é algo recorrente na vida da Heize investir em músicas mais pop (O Lunei deve saber melhor), mas nossa que delícia essa “VingleVingle”. Esse country EDM mais puxado para o que Avicii fazia (Ou referenciando “Prayer In C”, que acredito que seja de onde o R.Tee se inspirou) é o tipo de coisa “Alternativa porém pop” que combina com a persona “Alternativa porém pop” da Heize, ela tem um vocal agradável e o break do refrão não destoa e combina muito bem com a ideia da música no geral. Não é da Heize ter esses momentos mais pop ou ver ela se jogando numa farofa EDM assim, mas “VingleVingle” foi uma ótima surpresa dela vindo esse ano.
64º lugar — LE SSERAFIM – Fire In The Belly
Muito se fala de “Eve, Psyche & The Bluebeard’s Wife” do LE SSERAFIM esse ano, mas também temos que dar um crédito absurdo para “Fire In The Belly”. Uma farofa latina dessas, animada, dançante e extremamente divertida que levanta até defunto (Eu depois que acordo) e dá energia para o resto do dia, com as meninas do pré-refrão entregando SOTAQUE e mostrando que cresceram em algum lugar da República Dominicana para reforçar que são latinas mesmo. E o fato dessa ser a abertura do Dancing Queens On The Road ajudou no fato de “Fire In The Belly” ser ainda mais marcante. Não fiz muita questão de ouvir os singles que o LE SSERAFIM lançou, mas elas brilharam muito com essa latinidade aqui.
63º lugar — Hikari Mitsushima – Shadow Dance
A parceria entre Hikari Mitsushima e o Mondo Grosso não é exatamente novidade. Eles já colaboraram algumas vezes para trabalhos do Mondo Grosso, como a emblemática “Labyrinth” e “In This World”. A mais nova parceria deles, “Shadow Dance”, é creditada como um single da Hikari, sendo tão boa e imersiva quanto os trabalhos anteriores. Essa sensação de profundidade que “Shadow Dance” traz é tranquilizante e libertadora, com uma atmosfera fantasiosa e eletrônica que me anestesia e me deixa confiante em fazer qualquer coisa. “Shadow Dance” é mais um trabalho interessante de se ouvir, que me prende em cada sintetizador e me faz sentir revigorado no final.
62º lugar — tripleS EVOLution – Invincible
Quase nada do projeto envolvendo o TripleS passou da linha de “Boa música” para “Uau isso foi uma das grandes músicas de 2023”, mas “Invincible” é um grata e prazerosa exceção. O synthpop mais dinâmico e fantasioso dá toda a cor e brilho necessários para um número pop mais performático e emotivo como esse, um estilo que lembra muito o debut do STAYC com “So Bad” mas com uma pegada mais progressive/dnb que deixa a música atual e diferente. “Invincible” é daqueles synthpop jovens que o K-pop sabe fazer muito bem, e o melhor que o Jaden Jeong entregou para essas meninas como single até aqui.
61º lugar — Jini – Dancing With The Devil
A Jini já tinha me deixado feliz só com “C’mon”, mas foi em “Dancing With The Devil” que a gatinha mostrou que quer ser a diva pop que o K-pop precisa e que ela não enxergava no NMIXX. A elegância do baixo aliado aos sintetizadores eletrônicos criam uma faixa classuda e performática, com a sutileza dos vocais da Jini dando um ritmo mais intenso e um pouco sensual para essa canção ter sua própria identidade. Nenhum dos elementos é uma grande novidade no K-pop, mas o conjunto da obra é fortíssimo e marcante nessa estreia da Jini. Espero que ela tenha mais oportunidades para entregar trabalhos icônicos como esse.
60º lugar — Kiss Of Life – Shhh
Sabe todos os tweets que você já leu falando que precisa que o K-pop precisa de novatas mais velhas lançando coisas mais maduras e coisas do tipo? Bom, “Shhh” é exatamente o que esse pessoal precisa. Num primeiro momento a música não bateu tanto no meu coração, mas ela cresceu muito rápido como o tipo de mistura pop com hip hop estilosa que faz a faixa ficar extremamente charmosa e viciante. Hoje “Shhh” é a minha música favorita do Kiss Of Life, que é o meu girlgroup novo favorito nesse ano de 2023.
59º lugar — Shi Shi – Unwind
Eu acompanho a Shi Shi há um tempo, e ela lançou nesse fim de ano outro álbum ótimo para animar o fim de ano no mandopop. A melhor dela nessa álbum novo é “Unwind”, um synthpop oitentista mais escuro e misterioso que aposta em deixar o ouvinte intrigado e envolvido em uma melodia mais dark e sorrateira. Comigo funciona muito bem, e “Unwind” é um número intrigante com sua intensidade única que me deixa arrepiado a cada nuance e mudança sutil que a música ganha. Uma pena que esses álbuns de fim de ano no mandopop não tem tempo o suficiente para crescerem em playlists de fim de ano como essa, mas “Unwind” já deixou seu impacto com o pouco tempo que esteve na minha playlist.
58º lugar — XG – Shooting Star
“Shooting Star” é um banger. O XG acertou muito em usar o Y2K em voga com uma produção hip hop old school referenciando justamente o início dos anos 2000, num estilo mais industrial e meio futurista que é muito bom. Mas as peculiaridades e personalidade dos vocais do grupo são o grande destaque de “Shooting Star”, todas as meninas estão combinando muito bem com a melodia e entregam muito tanto nos versos mais cantados quanto nos raps. “Shooting Star” é uma música incrível, onde compro muito bem a vibe passada e bota o XG no meu mapa de nomes a se prestar atenção no J-pop (Ou K-pop, ou seja lá que letra pop elas usem).
57º lugar — aespa – Hold On Tight
Eu não esperava que uma música para um filme sobre Tetris cantada pelo aespa seria boa nesse nível, então quando dei play em “Hold On Tight” eu fiquei chocado. Que bop delicioso e crocante, a reinterpretação eletrônica da clássica sinfonia tema do jogo ficou absurda e o desenvolvimento de música de final boss apoteótico é incrível. Toda a adrenalina que “Hold On Tight” carrega na produção e e força que as meninas entregam na interpretação é revigorante, intenso e muito bom. “Hold On Tight” é memorável, e essa nem é a melhor música do aespa esse ano.
56º lugar — BBGIRLS – One More Time
O revival do Brave Girls como BBGIRLS não é algo que esperava que fosse rolar tão rápido, mas aconteceu e de um jeito ótimo com “One More Time”, uma farofa emotiva com pegada mais retrô que emociona, encanta e te faz chorar na pista de dança enquanto canta essa música. Tenho questões com essa tendência delas parecerem lutar com o instrumental cada vez que cantam qualquer faixa, mas em “One More Time” os vocais ajudam no tom mais dramático e sensível que a produção carrega, funcionando muito bem. O BBGIRLS já anunciou estar trabalhando em um novo comeback, e espero que seja tão bom e revitalizante quanto “One More Time” foi.
OBRIGADA por colocar fire in the belly no top dougie… só DEUS sabe o quão ansiosa eu tô pra inevitável le sserafim world tour in são paulo pra gritar ole ole ole a plenos pulmões enquanto a yunjin faz os melismas no fundo
“VIVIZ que vem crescendo nos charts ultimamente com “MANIAC”
Inclusive entraram acho que ontem ou hoje no melon daily chart amooo
classe média emergente no topo!
Espero que o raio caia 2 vezes no mesmo lugar e a Coreia redescubra One More Time assim como fizeram com Rollin um dia e a tornem o hit que merecia ter sido no lançamento! É desumano ninguém ligar pra essa obra-prima enquanto tranqueiras tipo Queencard hitam por lá…
BBGirls morreu cedo no top, One more Time merece mais, que delícia de música.
Spicy e Drama top10
Shadow Dance e Hold On Tight caindo tão cedo devia ser crime… One More Time merecia uma posição melhorzinha também. Nem aqui as BBGIRLS conseguem se destacar de novo, é triste de verdade