Year End 100: As melhores músicas de 2023 no Asian Pop (Parte 5)

E chegamos ao Top 40. Quem diria que eu me organizaria o suficiente para fazer um Top 100 de 2023 acabar EM 2023? Acho que ninguém, mas aqui estamos. Depois de 4 partes cheirando a asilo de idosos e naftalina, eu diria que esse corte é o mais “jovem” até aqui, com vários nomes do momento e/ou que estão dentro dessa geração (No K-pop), mas temos uma ou outra velha de guerra sendo citada também. Será que a sua favorita será mencionada nessa parte ou ela ainda terá sua chance no top 25?

40º lugar — Ho Ngoc Ha, DTAP, The New Mentor – Walk Walk

O Vietnã aparentemente é o único país empenhado em manter viva a insttituição divas pop para homossexuais lacrarem nas boates mais crocantes de Saigon, como a diva Ho Ngoc Ha que, entre uma baladona mais sofrência e outra, sempre garante seu lugar com um farofão pesadíssimo e chiquérrimo por aqui. A farofa da vez é “Walk Walk”, tema para um programa de modelos lá no Vietnã, que logo na intro você já sente a intensidade e poder da música. Uma música rebolativa e apocalíptica sendo feita em batidões carregados e vocais sussurrados é tudo que um homossexual quer para dar muito close e a Ho Ngoc Ha sabe disso.

39º lugar — Chanmina – Death Anniversary

O “Naked” foi um álbum bem fraquinho da Chanmina lançado esse ano, mas os singles que vieram depois dele mostram que a lenda segue com tudo em cima para entregar bops. O melhor single dela essa esse ano é “Death Anniversary”, que traz a Chanmina em seu melhor com um instrumental mais puxado para o jazz com aparições deliciosas da guitarra e, claro, a interpretação mais agressiva, potente e hipnotizante da Chanmina lentamente coringando durante a canção que leva tudo para outro nível. É bom ver que a Chanmina segue com o espírito de DOIDA bem forte, pois é nesse estilo que ela faz o seu melhor.

38º lugar — YOASOBI – Idol

Eu não ligo muito para anisongs no geral e menos ainda para o atual mainstream do Japão, então eu não tenho a menor ligação com o YOASOBI. Porém, “Idol” foi praticamente onipresente pela popularidade dentro e fora do Japão tanto da música quanto do anime Oshi no Ko, então foi inevitável não ouvir essa música e AMAR o contraste do instrumental pop rockish, as aparições do coral apocalíptico de fundo e o vocal fofíssimo da Ikura, e toda virada que a música dá é muito legal e dá uma energia ainda mais “idol” para a música. “Idol” é o tipo de música que se transforma e eu fico curioso para ver no que ela vira, me deixando encantado pelo resultado final.

37º lugar — IVE – Hypnosis

Para equilibrar o fato de “Baddie” ser um dos piores traps de mina fodona do ano, o IVE lançou “Hypnosis” que é um dos melhores traps de mina fodona que um girlgroup de K-pop desovou. O segundo pré-refrão mudando o piano e trapzão de faixa para um momento mais progressivo e eletrônico é o grande destaque do álbum, e o fato dele durar 10 segundos só para ter um momento extra que me leva para outro estágio só para voltar com o trapzão é muito bom. As vezes um trapzão de mina fodona criada nos Jardins me pega de jeito, e “Hypnosis” é um belo exemplo disso.

36º lugar — ZEROBASEONE – In Bloom

É MUITO difícil eu ficar com uma música de boygroup na cabeça por um bom motivo, então só o fato de “In Bloom” morar na minha playlist já era motivo de merecer uma menção nessa lista. Mas, além disso, a mistura de Drum n Bass com o synthpop e os samples de “Take On Me” são interessantíssimos e o ZB1 vocalmente é muito gostoso de ouvir também. “In Bloom” é uma música muito boa e um dos melhores debuts que o K-pop proporcionou na minha opinião.

35º lugar — H1-Key – SEOUL (Such a Beautiful City)

Acho legal como o H1-Key valoriza a indústria local e, ao invés de mirar no sample de “Take On Me” do A-ha para fazer synthpop oitentista como todo mundo, elas foram direto em “Sea Of Moonlight” da IU com o FIESTAR (Que, por sua vez, tem o sample de “Take On Me” também, mas enfim). Daí tivemos “SEOUL”, uma faixa encantadora e vocalmente adorável que embalou minhas noites durante um tempo e até hoje é uma ouvida agradável e interessante, seja pelos sintetizadores fofos ou pela interpretação mais emotiva que as meninas entregam aqui. Poderia ter feito o sucesso de “Rose Blossom” na Coreia, mas já valeu por ser uma ótima propaganda de turismo para Seul.

34º lugar — FIFTY FIFTY – Cupid

Ninguém esperava as proporções de sucesso que o FIFTY FIFTY alcançaria com “Cupid” (Se alguém esperasse o próprio grupo teria um destino melhor ao invés de tudo que aconteceu depois do smash), mas fico feliz que a música hitou porque é deliciosamente boa. “Cupid” é um daqueles números que foca em ser agradável e prazeroso do início ao fim, os vocais são charmosos e o instrumental é uma junção de elementos reconfortantes que criam uma atmosfera leve e me leva até as nuvens com esse pop disco delicado que me arrebata pela sutileza. Sabe-se lá o destino do FIFTY FIFTY ano que vem, mas pelo menos as meninas já fizeram história com a ótima “Cupid”.

33º lugar — AI – World Dance (feat. Chanmina)

A resistência dos anos 2010 se mostra em momentos onde alguém ainda tem coragem de fazer um Pop/EDM em pleno 2023, e isso não é uma reclamação. “World Dance” da AI poderia ser lançada lá em 2012/2013, mas surge esse ano como uma novidade refrescante. Uma farofa leve e good vibes que combina com a energia e estilo que a AI trouxe para o “Respect All”, com a participação da Chanmina valorizando ainda mais essa música. “World Dance” não é uma música que me arrebatou de primeira, mas é extremamente viciante e dentro do que eu gosto de ouvir para fazer as coisas aqui em casa, e acabou virando um dos vícios do meu ano.

32º lugar — (G)I-DLE – Queencard

O K-pop em seu auge normalmente é nos momentos que não preciso me levar a sério ouvindo. Tipo, pra quê eu quero mensagem profunda e críticas sociais superficiais quando gritar a plenos pulmões que “Meu peito e minha bunda são quentes” é muito mais legal? O (G)I-DLE involuntariamente fez isso, e “Queencard” é aquele tipo de música de grande gostosa viciante e empolgante, com tudo que é certo na música dando certo e tudo que é errado dando mais certo ainda. Uma música crocantíssima, e meu single favorito da carreira do (G)I-DLE.

31º lugar — aespa – Spicy

Demorou uns bons 4 anos para o aespa acertar comigo numa title track, mas esse dia FINALMENTE chegou. “Spicy” é a melhor execução de música agressiva com tom distópico que o grupo usa como conceito, justamente pela música não ser APENAS isso e também ser uma farofa de grande gostosa cativante e carismática. O instrumental é o tipo de coisa artificial e grandiosa que me excita e é memorável logo no primeiro play, e só cresce com o tempo. O meu single favorito do aespa até agora.

30º lugar — Billlie – BYOB (Bring Your Own Best friend)

Que eu acho o Billlie um grupo muito injustiçado isso não é novidade, e quando elas seguem lançando muita música BOA para aclamar esse sentimento de injustiça fica ainda maior. “BYOB” é uma música que mistura conforto e melancolia no instrumental e nos vocais, me dando uma mistura de sentimentos tristes porém reconfortantes que mexe com a química do meu cérebro e me traz paz de espírito ouvindo cada segundo dessa faixa. Uma música delicada e belíssima, com elementos que deixam ela extremamente original e com personalidade.

29º lugar — NMIXX – Roller Coaster

Se eu dissesse para o meu eu do ano passado que o NMIXX lançaria DUAS das melhores músicas do K-pop esse ano eu cairia da minha cadeira metafórica com o tamanho choque que eu teria, mas aqui estamos né? “Roller Coaster” traz uma atmosfera fantasiosa e lúdica muito interessante a esse deep house dinâmico e intenso, deixando a música unicamente fascinante. “Roller Coaster” é o tipo de música que tem que ter coragem para lançar como single no K-pop atual, e o NMIXX merece toda a aclamação não só com essa, mas também com a outra música do single de verão que elas lançaram esse ano.

28º lugar — NMIXX – Party O’clock

O NMIXX fazer um single para as viúvas do GWSN que já eram f(x) é uma virada que ninguém esperava, mas eu sou muito grato por isso. É deep house do mais fino e saboroso aqui, sintetizadores deliciosos de ouvir (Especialmente no pré-refrão) e um refrão catchy com ganchos muito bons. “Party O’clock” é um evento twink, um evento homossexual e um evento que mostra que o NMIXX é um grupo muito bom que pode ter muito a oferecer na indústria se a JYP parar de palhaçada e descolar umas demos de verdade para elas.

27º lugar — The Deep, Mist – Columbus (feat. JJANGYOU)

“Columbus” é um single da The Deep que veio antes de conhecer a diva, mas se eu tivesse conhecido aqui eu passaria a aclamar ela do mesmo jeito. O batidão é delicioso, os vocais dela são intrigantes e o rap do MIST é de uma energia e adrenalina que valoriza muito a música. É uma pena a música ter apenas dois minutinhos, porque um batidão desses merecia versão estendida e tudo que tem direito apenas para ver até onde a música e a The Deep poderiam chegar.

26º lugar — Taeyeon – Melt Away

Eu amo uma latinidade vindo de uma safada asiática como se ela fosse a cubana mais gostosa de Seul, e é exatamente isso que ganhei com “Melt Away” da Taeyeon. Mais uma vez a Taeyeon mostra evolução e versatilidade, entregando emoção, sensualidade e high notes em um instrumental provocante, referenciando bossa nova e trazendo modernidade a um estilo de som vintage. Quem diria que a mesma que eu zuava por berrar descontroladamente em tudo quanto é música no início da carreira entregaria um trabalho vocal belíssimo desses? Parabéns, minha velha.

11 comentários sobre “Year End 100: As melhores músicas de 2023 no Asian Pop (Parte 5)

  1. Melt Away eu me apaixonei, mas demorou, no começo eu achei muito estranha, mas depois que eu senti a vibe foi um acerto enorme, arrisco dizer que o To.X talvez seja meu mini favorito, não que seja difícil porque a maioria eu detesto, único que tem mais de três músicas que eu ainda escuto é o Something New, e ela ainda faz questão de me decepcionar fazendo feat com o marginal golpista gigolô do nct

  2. omgggg não esperava ver columbus aqui mas que surpresa agradabilíssima, o rap pra mim é a cereja no bolo porque o mist claramente tá forçando voz de arroto mas não me incomoda nem um pouco e na verdade dá até tempero pra música… the deep querida<3

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