ALBUM REVIEW: 2NE1 – CRUSH

Como eu disse na review de Mr.Mr., eu preciso ter o meu momento de rivalizar o SNSD x 2NE1 como toda senhora de meia idade que se preze dentro do fandom kpopper, então nesse post estarei fazendo um grandioso review do CRUSH, 2º full album do 2NE1 lançado 3 dias depois do Mr. Mr. Ele é melhor? Pior? Parece uma playlist igual o resto da discografia do 2NE1? Vamos reviver esse álbum e descobrir AGORA:

Artista: 2NE1
Álbum:
 CRUSH
Lançamento: 27/02/2014
Gravadora: YG Entertainment
Nota: 77/100

Dentro do contexto que o grupo vivia naquele momento, o CRUSH surgiu para ser o Magnum Opus da carreira do 2NE1. 2013 foi o ano mais conturbado do 2NE1 até então com singles soltos tendo um desempenho abaixo do esperado e a YG cogitando acabar com o grupo se não fosse o excepcional sucesso de “Missing You”. Em 2014, anúncio de uma opulente turnê mundial e o 1º álbum do grupo em 3 anos (Sendo 4 anos desde o último full album). O “CRUSH” era rodeado de grandes expectativas, uma vez que tudo nele foi promovido para ser O grande momento da carreira do 2NE1.

Inegavelmente, o CRUSH cumpre essas expectativas. A produção desse álbum é muito mais ambiciosa e menos, na falta de uma palavra melhor, “amadora” em comparação com os outros álbuns do grupo. Explicando melhor: Os (apenas 3) álbuns do 2NE1 me dão uma sensação de caos e desorganização ouvindo do início ao fim, apostando em faixas muito fortes mais pensadas em serem singles do que funcionarem em um álbum, o que resulta em playlists sem muita consistência, mas perdoável por serem compostas de grandes fritações. O CRUSH me dá uma sensação de ser melhor organizado nesse aspecto, com as músicas que preenchem o álbum seguirem uma linha única, com nuances entre faias mais upbeat e midtempos/ballads que valorizam o conjunto como um todo. Tem uma ou outra faixa que destoa dessa linha, mas nada muito comprometedor. CRUSH é o primeiro álbum do 2NE1 pensado para funcionar como álbum mesmo, o que já faz dele o álbum que mais se destaca dos 2 álbuns e 2 EPs que o grupo lançou.

Indo para o conteúdo do álbum, o “CRUSH” é um álbum que assume riscos e consegue resultados extremos no geral, com as faixas boas sendo MUITO boas e as faixas ruins sendo MUITO ruins. “Gotta Be You” é um dos melhores pops que a Coreia do Sul, ao mesmo tempo que “Come Back Home” é uma das piores catástrofes que o K-pop exportou para o mundo. “Happy” é uma tosqueira horrível que não deveria sair daquela gaveta mofada do YG, enquanto “Baby I Miss You” é a minha album track favorita do 2NE1 e da YG no geral. Além de faixas que eu não tenho certeza se são muito boas ou muito ruins, mas eu me divirto de qualquer jeito. É um álbum que se empenha muito em ser um grande hit (ou miss), e aprecio a coragem nele.

Entre farofões eletrônicos, batidões hip hop e midtempos puxando o R&B e o Soul, CRUSH brilha por ser um álbum imperfeito. Nem tudo nele é imbatível e definitivamente não é um dos melhores álbuns que o K-pop proporcionou, mas sinto que é o tipo de álbum essencial para você entender, basicamente, porque existem tantos grupos girl crush de mais atitude até os dias de hoje. E o álbum tem uma tracklist interessante, onde você sempre terá algo para comentar sobre ele (Seja aclamando ou descendo o pau). CRUSH é um álbum que, pelo bem ou pelo mal, me deixa uma forte impressão após ouvir.

Faixa a Faixa

O álbum começa com a faixa título “CRUSH”, que é uma música perfeita para o álbum “To Anyone”. O farofão servindo aquele futurismo eletropop mais escrachado, o english crocante servindo um misto de iconicidade e vergonha alheia, toda a energia de um K-pop de 2010 sendo lançado em 2014. Eu me divirto muito com essa música, ela é tão suja, tão bagaceira, serve muita fritação… É exatamente o que espero que o 2NE1 faça de melhor, então eu adoro essa farofa até hoje. Ainda não decidi se é por achar bem boa ou se é por ser tão ruim que dá a volta, mas adoro.

Já “Come Back Home” tenta transformar toda a graça do grupo em conceito e acaba rendendo uma das maiores atrocidades do K-pop. A única coisa que eu curto é os versos mais reggae com a CL cantando porque ela sustenta isso muito bem, mas depois a música vai degringolando em territórios desconhecidos, vocais distorcidos que não casam e, quando menos se espera, surge um break eletrônico horrível. Não consigo entrar no ritmo da música, é tudo muito lento e carregado num sentido ruim e nada casa com nada. Que bom que essa não foi a única faixa principal do “CRUSH”, e “Gotta Be You” aparece como um pop perfection com o instrumental EDM colorido e vivíssimo, uma melodia contagiante e vibrante que eleva o carisma dos vocais e raps do 2NE1, resultando em um refrão que eu grito e canto junto. Se me perguntarem hoje, é o meu single favorito delas junto com a eterna “Go Away”.

“If I Were You” segue a máxima das baladas do 2NE1: Em um grupo com timbres tão marcantes, exóticos e únicos entre si, uma produção mais discreta e elegante que maximize todo esse vocal é mais do que o suficiente. Um baladão chique, melancólico e soul que eu adoro, me conecto e entro em depressão ouvindo junto. “Good To You” mantém o ritmo mais lento e sofisticado, porém com uma produção mais forte e marcada em contraste a vocais mais sutis, melódicos e que abraçam a suavidade da faixa em si. Particularmente eu acho uma chatice imemorável ofuscada por “If I Were You”, mas não acho ruim.

A segunda metade do “CRUSH” começa com um solo da CL, “MTBD”. É uma faixa que me ganha pelo exagero e extravagância do bass comandando a música, do hip hop de mina fodona e da CL em si. Qualquer outra gatinha seria engolida pela produção dessa música porque precisa impor muita presença para fazer funcionar, e a CL consegue ter essa imponência. Só é meio triste que “MTBD” é melhor que basicamente toda a pseudocarreira solo que a CL teve na YG, mas hoje temos um ALPHA e a mulher aparentemente está trabalhando em material novo, acho que os fãs dela estão vivendo dias melhores atualmente. Já “Happy” é só uma tosqueira mesmo. Brincar com uma letra depressiva em cima de um instrumental brilhante como uma forma de expressar dias em que temos que sorrir para disfarçar o caos e depressão é legal na teoria, mas a execução é tosca e tediosa demais para eu me importar.

O final do álbum é meio que enche linguiça com uma versão coreana de uma música japonesa e uma versão acústica do single, mas tem a melhor midtempo do 2NE1 no meio delas então tem lá sua relevância. A versão coreana de “Scream” não tem muita diferença da japonesa porque o destaque mesmo está no farofão eletropop fervido do instrumental que, mais uma vez, conversa mais com o que elas lançaram no 1º mini/To Anyone do que com o CRUSH. “Baby I Miss You” é a minha b-side favorita do 2NE1, acho que todo o conjunto de raps e vocais casa muito bem com a produção R&B elegante e intensa. Uma midtempo que eu vivo pela vibe que transmite e não me cansa em nenhum momento. Eu costumo mudar MUITO de opinião sobre as músicas do 2NE1 mas essa aqui eu tenho certeza que sempre será uma favorita do catálogo do grupo. Fechando o álbum temos a versão acústica de “Come Back Home”, que por si só é filler mas uma filler necessária pois é melhor e me faz esquecer a morte horrível que é a versão original.

Concluindo…

Desculpa aí aos SONEs que lêem o blog mas, nessa batalha de CRUSH x Mr. Mr., o 2NE1 conseguiu lançar o álbum mais marcante e memorável mesmo (Pelo bem ou pelo mal).

12 comentários sobre “ALBUM REVIEW: 2NE1 – CRUSH

  1. Só um grupo tem uma Bom, uma CL, uma Dara e uma Minzy. As SNSD são muito polidas, muito sem sal pro meu gosto como grupo (se bem que boa parte das integrantes são umas moscas mortas também, mas como não quero ser chapiscada pelos sonsos aqui, não vou citar nomes), e isso já é o suficiente pra eu escolher as exiladas da presidiária do YG. Dito isso, o álbum CRUSH realmente IMPACTOU o kpop em comparação ao Mr. Mr. Mas, de maneira geral, a discografia coreana das Penetration é uma bomba, então fica fácil vencê-las mesmo. Agora, se a disputa fosse o 2NE1 x SNSD jp. ver…….. Seria outra história.

    Conclusão: 9MUSES melhor grupo da segunda geração.

    • O Girl’s Generation pode até ter perdido a competição dos álbuns mas ganhou no resto, até porque o grupo da nação são as Divine 8 e até hoje existem, as rainhas, as divas, as maravilhosas.

      • Credo minhas respostas estão com perseguição com você, já é a terceira vez que vai como resposta e o seu comentário eu queria evitar mais

      • KKKKKKKK o WordPress querendo te gongar a todo custo!! É a sua sina por ser sone, né, Senhora Taeyeon… Como se já não bastasse as velhotas só se reunirem outra vez caso sejam ameaçadas de morte

      • Nós sones sofremos muito, só não sofremos mais que o médico que injeta o botox na Park Bom e na minha velha

  2. 2NO1 sempre foi um grupo hit or miss e esse álbum é um ótimo exemplo disso! Por um lado, lançavam algumas das tranqueiras mais barulhentas que faziam as farofas genéricas do T-ara quebrada parecerem o suprassumo do EDM no K-pop; por outro, acertavam em músicas menos pretensiosas como, por exemplo, Missing You e Gotta Be You. Como álbum, Crush é uma bagunça que atira para vários lados, só se sustenta por causa da imagem e da “atitude” das integrantes.

    Mas, se você for capaz de suportar os timbres de esquiletes e relevar o excesso de produção das músicas, com autotune exagerado beirando o limite do aceitável, o grupo até possui algumas músicas escutáveis e que marcaram geração (embora essa geração não tenha passado de 2015)…

    • Gotta be you era a minha favorita e me trás uma sensação de nostalgia tão boa na época, de épocas mais simples. É meu amorzinho essa.
      concordo quando tu fala que é ame ou odeie! E é essa sensação que tive com esse album na primeira ouvida. Porque pra mim os pontos altos é ela e If I Were You, e apesar de gostar muito do solo da CL, fico meio com raiva que pra mim era pra ter sido lead de algum álbum dela e os imbecis da yg tacaram num álbum.
      Sobre Happy: na época adorava, mas ouvia tanto que deu a volta e ficou ruim. E com Crush foi o inverso: na época achava ruim e fui ouvindo mais vezes, deu a volta e achei crocantissima iconic!

      PS. Esse álbum do 2ne1 estourou a bolha na época a ponto dos meus irmãos mais velhos que eram tudo cricri com música pop e afins, ouvirem e gostarem de Come Back Home e Gotta be you.

  3. o álbum que me puxou pro kpop! bem isso que tu falou, ame ou odeie, é um dos álbuns mais memoráveis que já foram lançados na indústria, doa a quem doer. um dos álbuns mais essenciais de se ouvir pra quem quer conhecer mais sobre kpop.

    e não aceitarei calúnia contra come back home! uma das melhores titles do grupo, e particularmente o meu MV favorito de todo o kpop. só não é a minha favorita do crush porque crush e if i were you existem (essa ultima sendo a melhor musica da carreira das velhas)

    que saudades delas meu deus

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