Abrir o blog para posts patrocinados por pix me fez ouvir BEM mais boygroups que o meu habitual, me obrigando a saber de grupos que eu não fazia a MENOR ideia que existiam. O pix de hoje me pediu para fazer review de “Killin’ It”, álbum novo do P1Harmony. O que é um P1Harmony? Eu não fazia a menor ideia até hoje, mas é um boygroup da FNC que existe desde 2020, e “Killin’ It” é o primeiro full album do grupo depois de 2 trilogias de EPs. Será que ele vai fazer valer o pix sendo um ótimo álbum ou é mais um boygroup que só ouvirei pagando mesmo? Vamos ver:

Artista: P1Harmony
Álbum: Killin’ It
Lançamento: 05/02/2024
Gravadora: FNC Entertainment
Nota: 63/100
Quando me mandaram o dinheiro para ouvir esse grupo eu pensei “Ih, lá vem bomba”. E quando ouvi a faixa título eu pensei “Ih, é bomba mesmo”. Esses grupos, por mais talentosos que sejam, me parecem meio limitados quando seguem pela linha ATEEZ/Stray Kids de lançar esses números hip hop confiantes, com atitude e uma mistura estranha de timbres grossos e elementos bagunçados no instrumental. Obviamente existe um público (Especialmente fora da Coreia) que basicamente dá uma carreira para o ATEEZ e o Stray Kids com esses singles bombásticos mesmo, mas será que esse público está afim de abraçar uma versão genérica deles?
Passada a tortura do single, o resto do álbum é bem OK. A base do álbum é no R&B/Hip-Hop, com mais farofas cheias de SxWxAxG espalhadas pela tracklist para manter a energia lá em cima. Quando o álbum dá uma desacelerada *BOOM* surge um farofão hip hop com muito rap questionável. Rolam momentos mais datados e questionáveis e lá para o final do álbum eu já estava cansado, mas tem músicas aproveitáveis no estilo.
Obviamente os meus momentos favoritos do “Killin’ It” foram onde eles não precisam servir atitude de mano fodão para não serem engolidos pelo instrumental. “I See U” é uma ótima midtempo com pegada mais R&B e Soul, e “Late Night Calls” usa a trending do Jersey Club de uma maneira ligeiramente diferente que funciona bem também. E tem o obrigatório e efetivo número funky pop em “2Nite”, que é sempre uma diversão. Nada é muito impressionante ou extremamente memorável, mas a maior parte do álbum fica naquele espaço entre o passável e o agradável que não me ofende.
“Killin’ It” é um álbum na média. O single definitivamente não reflete o que o álbum pode oferecer, mas o conjunto da obra não é o mais revelador ou expressivo que já ouvi também. O saldo é ok: Se você gosta de boygroups dessa atual geração, o p1harmony lançou um álbum que você vai curtir. Se você não curte, não está perdendo muito também. “Killin’ It” cumpre o seu papel e o P1Harmony não deve decepcionar quem já é fã do grupo com um trabalho seguro dentro do que esperamos de um boygroup, mas não vai chamar atenção de qualquer um que não ligue para o que um boygroup da FNC lançou nos últimos 4 anos.
Faixa a Faixa
“Killin’ It” começa com a faixa título, que é aquele estilo de música Stray Kidszesca que desafia um pouco o conceito de música e faria algum homossexual mandar aquele shade sobre estudar teoria musical ou coisa do tipo. Muitas batidas, uma mistura de sons esquisita, vozes grossas, raps cheios de SxWxAxG e atitude, um ritmo que não cola comigo. Comigo não funciona e eu acho que essa foi a pior coisa que já me pagaram para ouvir e comentar aqui, mas é o tipo de coisa badass que tem um público. Provavelmente é um público que não lê esse blog, mas tem um público. O álbum rapidamente fica trending com “Late Night Calls” apostando na onda do Jersey Club. Um pouquinho mais cadenciado e menos memorável que o habitual, mas é uma ouvida bem mais agradável em comparação com a title track.
“Everybody Clap” volta com o hip hop de atitude de um jeito bem mais simples e, huh, hip hop. O tipo de farofão que seria lançado lá em 2017 por uma Iggy Azalea ou Luisa Sonza da vida cantando sobre balançar a bunda. Não sei se esse tipo de faixa despretensiosa e meio datadinha funciona em 2024, mas eu me diverti ouvindo então está valendo. “Love Story” é exatamente o que você imagina de uma música chamada “Love Story”: Baladinha suave e romântica sobre uma história de amor. Ok, uma baladinha padrão que não ofende ninguém e é um fillerzinho agradável, mas eles perdem pontos por essa me lembrar de “Love Story” daquela canalha que apagou o catálogo dela no streaming.
“Countdown To Love” destaca muito a guitarra para dar um tom mais rock na música, mas eles descrevem essa como faixa hip hop e… Bem, ela é mais um rockzinho do que um hip hop. Talvez seja o fato de ninguém cantar de fato nessa música que é apenas uns raps e uns versos falados? Eu realmente não entendi. Mas enfim, boa música para extravasar e recarregar as baterias, o instrumental é bem legal e eu perdoo os momentos questionáveis deles fazendo rap aqui. Já “Emergency” é só uma barulheira das mais esquecíveis mesmo. Nada faz muito sentido na entrada e saída de elementos no instrumental, parece um grande esforço em fazer uma faixa descolada que acaba sendo apenas irritante mesmo. Aí temos “2Nite” servindo um funky pop que sempre funciona com qualquer um que se atreva a lançar algo assim no K-pop. É um estilo bem seguro dentro dessa indústria, poucos conseguem um grande hit mas ninguém erra de fato, e o P1harmony consegue acertar aqui.
“Let Me Love You” e “Street Star” voltam ao hip hop e, a essa altura, já cansei desse vai e vem do estilo dentro do álbum. A tracklist funcionaria bem melhor se fosse uma “parte 1” só com esses números de raps confiantes e atitude dos manos mais fodões das ruas de Seul e uma “parte 2” mais “alternativa” com os números mais pop e baladinhas, ainda mais para valorizar faixas desinteressantes como essas. A primeira não tem um gancho que me faça prestar atenção na música e o pós refrão é uma das piores coisas do álbum inteiro, e a segunda segue o mesmo caminho de “Everybody Clap” no sentido de ser uma farofa pop/hip hop de 2016/2017 sendo lançada em 2024, mas mais fraca em comparação. Pelo menos o álbum fecha bem com a midtempo R&B “I See U”, pois depois de tanta farofada é bom encerrar ele com a faixa mais bonita e classuda mesmo. Um encerramento tranquilo e agradável para a montanha russa que esse álbum é.
Concluindo…
Um álbum OK de um grupo que parece ser bem OK no que faz, mas essas empresas de boygroups de pequeno/médio porte precisam ser mais audaciosas ao invés de só fazer o que o Stray Kids e o ATEEZ fazem. A Coreia não abraça esse hip hop bate estaca e o público internacional só finge que dá suporte para todos os grupos existentes no K-pop, então eles não vão brilhar seguindo a maré.
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O vocalista principal do grupo tem uma voz tão bonita. Um dos membros “viralizou” (entre muitas aspas) esses dias no tiktok, vestindo um cropped (ou talvez tenha sido apenas na minha bolha). Acho que o grupo deveria seguir mais esse estilo jovial e suave, focando nos vocais (os bons), mas já perdi as esperanças…
A FNC ecnomizando no SF9 pra gastar com isso aí
Canalha
A pessoa mandou o pix só pra ler que tem mau gosto. Espero que ela passe a ouvir música boa pra não pagar mais esse mico
Conheço eles particularmente por “JUMP” (comeback do ano passado), que eu simplesmente gosto demais (e pelo Keeho, um querido). “Killin’ it” me deixou meio frustrada ;-;
avisa que o sf9 segue absoluto dentro dessa empresoca, douguinho
Eu acho impossível a essa altura da geração alguém lançar músicas piores que o Stray Kidz e o Ateez, parece que eles disputam quem consegue lançar a pior porcaria lançada por um bg na história da Coreia do Sul, por enquanto o Stray Kidz tá na frente, graças a música “Tortoise and the Hare”.