Fazer review de álbum é gostoso, mas fazer review de álbum com vocês me mandando um trocado para escrever é AINDA MELHOR (Minhas contas agradecem). Então, seguindo com mais um pedido por pix bem gostoso, temos hoje a review do 3º EP do Loossemble “TTYL”. Será que ele será aclamado aqui ou vou xingar tanto esse trabalho que vão pedir o dinheiro de volta? Vamos a review:

Artista: Loossemble
Álbum: TTYL
Lançamento: 02/09/2024
Gravadora: CTDENM
Nota: 75/100
Eu não ouvi os dois primeiros EPs do Loossemble porque não existia nenhuma motivação em ouví-los. Ninguém me bancou para ouvir os álbuns e os singles são dispensáveis na minha playlist, e isso acabava com elas não rebatendo as acusações de serem as gatinhas menos interessantes do Loona que alguns fazem desde quando rolou a separação entre elas e o ARTMS. “TTYL” é o primeiro momento onde elas mostram que são relevantes SIM e merecem a minha atenção, então nada mais justo do que ouvir o álbum e ver até onde elas iriam com esse comeback.
“TTYL” é um EP com várias boas ideias. O farofão mais intenso da faixa principal é legal, o New Jack Swing de “Hocus Pocus” é legal, o trap mais melódico para fechar o EP em “Secret Diary” é legal… Até mesmo o combo entre “Cotton Candy” e Confessions”, que parece uma ideia mais paralela ao álbum, é legal também. Nada aqui é muito emblemático e o conjunto não é dos mais encantadores ou conceitualmente fechados, mas é um EP onde todas as faixas se empenham em ter um nível bom e seguro. E todas as faixas (Fora a intro) tem mais de 3 minutos, o que é outro ponto positivo pois fica mais fácil produzir trabalhos pop mais completinhos e redondos assim.
Partindo para a execução, não existem pontos altos e baixos dentro do EP. “TTYL” é um destaque de forma individual e uma decisão muito acertada para ser a faixa principal desse comeback, mas dentro do álbum ele se encaixa como uma boa música assim como as outras músicas nele. Ao mesmo tempo, o álbum não tem uma música de fato ruim (“Confessions” não bateu muito comigo mas não é como se tivesse achado um saco também). A sensação que tenho é que, por mais diverso que o álbum seja, tudo nele acaba soando como se o grupo se empenhasse em conseguir um 7/10 competente e gostoso no final. E conseguem.
“TTYL” é um álbum muito simpático. A faixa título é um single muito bom, e o EP é composto de faixas boas que tem seu charme e brilho únicos dentro de seus próprios estilos. Ganha pontos por não ser um simpático óbvio (Na verdade, dá para ver que os responsáveis se esforçaram em, de alguma forma, fazer esse EP deixar sua marca), mas acho que dava para fazer algo muito mais impactante com tudo que o Loossemble utilizou no papel aqui. “TTYL” é um EP que cumpre a sua função de colocar o Loossemble no mapa com um trabalho mais forte e músicas mais memoráveis, e espero que esse seja um primeiro passo para o grupo se permitir ousar mais e entregar trabalhos melhores no futuro.
Faixa a Faixa
O EP começa com a intro “FANATICISM”, umas batidas mais agressivas e pesadas enquanto o “LATER” da faixa principal é distorcido de diferentes formas. É uma intro que não introduz a música de fato (TTYL é uma farofa mais padrão) mas imagino funcionar bem como faixa introdutória em shows ou até mesmo para apresentações ao vivo do single, então cumpre o seu papel. “TTYL” segue colando muito bem comigo, é a faixa que o Loossemble precisava para deixar uma impressão mais marcante com o kpopper médio. Tem gente que odiou, eu já achei charmoso e energizante então acaba sendo o melhor single delas comigo com certa folga. A própria performance do grupo soa menos tímida e mais desprendida com elas brincando com os sintetizadores e processadores da música, e esse deve ser o caminho para o Loossemble se destacar, pelo menos, entre os girlgroups mais nugu do K-pop.
“Cotton Candy” e “Confessions”, pelo que entendi, são músicas “irmãs” que dividem o Loossemble em duas units (Hyeju e Vivi em “Cotton Candy”, Hyunjin e Gowon em “Confessions” e Yeojin aparecendo nas duas músicas) e compartilham a mesma demo, porém com produção e letra diferentes. Isso provavelmente fará mais sentido quando sair o MV fazendo o mash-up das duas músicas mas esse é o tipo de “coisa que o Loona faria” que não me dá muita vontade de aprofundar sobre. Enfim, “Cotton Candy” tem uma pegada pop mais colorida mais pop, enquanto “Confessions” tem um tom mais emotivo e ligeiramente profundo com baixo e bateria conduzindo uma melodia mais sóbria, mas fiquei impressionado como duas músicas tão parecidas bateram de um jeito tão diferente com relação aos vocais: Eu curti muito ouvir “Cotton Candy”, enquanto “Confessions” não me pegou em nenhum momento.
“Hocus Pocus” é o momento mais retrô nostálgico do álbum, com o Loossemble usando o New Jack Swing dos anos 90/00 a seu favor em uma faixa fresh, jovem e divertida. Num primeiro play eu tive um certo desconforto com o pós-refrão (Na verdade, todas as partes da Gowon nessa música parecem estar numa vibe diferente das outras e eu achei estranho de início), mas nada muito difícil de se acostumar e curtir. Por fim temos “Secret Diary” se esforçando em fazer a combinação mais doce de violinos e batidas trap em uma canção. Normalmente o K-pop usa o trap para servir atitude e agressividade, então acabei sendo surpreendido com uma abordagem mais delicada e teatral. O início vocal + violino é intrigante, e as batidas trap deixam a música com cara de demo da Ariana Grande em Positions, o que é um elogio aqui (Sei que muitos desgostam mas eu ainda escuto esse álbum da pequena grande mulher com uma frequência maior do que imaginam). Antes isso do que uma baladinha chata.
Concluindo…
Uma opinião impopular: Prefiro ouvir esse EP do Loossemble do que o full album do ARTMS.
Aparentemente o twitter vai de vala em breve, então o blog tem que criar novas alternativas de redes sociais para se manter vivo nessa jornada ou coisa do tipo. Se você quiser seguir o Pop Asiático.jpg em alguma rede, estou lá no bluesky (@popasiaticojpg) e também no instagram (@popasiaticojpg) pelo menos enquanto essa palhaçada durar.
Esse post foi feito porque um querido leitor me mandou um gostoso pix para falar desse novo EP do Loossemble. Se você quiser me ajudar a pagar as contas em troca de algum post safadíssimo sobre asian pop ou só quer agradecer o tempo que dedico trazendo entretenimento para a fanbase, pode mandar um PIX com o valor que seu coração achar que eu mereço para a chave: dougielogic@gmail.com
Que álbum gostoso de ouvir. Coloquei ele pra ouvir enquanto trabalhava e já devo ter escutado umas 4x, o que não é muito difícil, pois ele não é longo.
Também achei ele bem mais fácil de ouvir do que o Full do Loona, que apesar da Title ser ótima, as demais músicas não me pegaram nem um pouco.
Um outro destaque desse lançamento é a Hyeju, a mamãe Olívia, tá gratíssima nesse MV, entregando toda vibe de gostosa que eu não esperava dela. Admito que não prestava muito atenção na gata no Loona, mas aqui no Loossembke não consigo tirar o olho dela, e olha que eu gostava bastante da ViVi, em?!
Vale destacar também a HyunJin, que ficou belíssima de cabelo curto (pena que ela provavelmente só cortou depois da gravação do MV).
a vigilância sanitária ja pode interditar o blog
“Uma opinião impopular: Prefiro ouvir esse EP do Loossemble do que o full album do ARTMS.”
não acho que seja impopular não… esse mini do loossy eh super easy listening (não q o dall seja mto desafiador mas enfim)….
“(…) músicas “irmãs” que dividem o Loossemble em duas units (Hyeju e Vivi em “Cotton Candy”, Hyunjin e Gowon em “Confessions” e Yeojin aparecendo nas duas músicas)”
Quem diria: de excluída de todas as units do Loona pra única integrante das duas units do Loossemble. Tu venceu na vida, YeoJin! E gostei da ideia das “músicas irmãs”; lembra quando a Koda Kumi lançou “Yume no Uta” e “Futari de…” (se bem que no caso da Kumiko a ideia não deu muito certo; enquanto “Yume no Uta” ficou linda com o instrumental orquestrado, “Futari de…” parece alguma baladinha insossa que a Jennifer Lopez descartou nos anos 2000) – aliás, curioso que as units não foram formadas pelas respectivas BFFs na vida real (isso é, HyunJin com ViVi e HyeJu com Go Won).
Esse EP é excelente; só torço pra que o problema nas fotos do encarte não prejudique as vendas e o sucesso que ele merece ter (pra quem não soube, o encarte traz o retrato de cada integrante impresso em página dupla – o que significa que o “meio” da cara delas fica “afundado” no ponto de junção… desnecessário dizer que o público está reclamando bastante disso).
No mais, arrisco dizer que 2024 talvez seja o melhor ano em lançamentos do Loona desde 2017 (ano que rendeu os dois melhores solos, a sub-unit mais famosa e a integrante mais famosa). É triste que o grupo tenha precisado acabar, mas no fim isso parece estar dando oportunidade pra todas brilharem e rendeu pelo menos um single excelente de cada grupo ou solista (“LOOP”, “Virtual Angel”, “Strawberry Rush” e agora “TTYL”).
Achei a capa do álbum horrorosa, esses bichos em png jogados aleatoriamente.
Vi que são os animais que foram escolhidos pra elas no Loona, menos o da Menina do Sapo que agora virou ursinho de pelúcia?
realmente TTYL dem um gás pro Loossemble depois do One of A Kind ter sido bem morno… quando o grupo foi anunciado eu tava bem animado pq quase todas as minhas membros favoritas acabaram nele, mas não tinha tanto assim no que apostar musicalmente já todas elas eram as intergrantes que tinham menos linhas e rebebiam menos destaque (tirando a Hyeju que sempre foi umas das melhores performers do grupo junto com a Heejin e a Yves, e a Hyunjin que eu sempre soube que era Cantora) então fiquei apenas esperançoso pra ver como elas iriam se aprimorar ao decorrer do tempo…
foi legal ver elas juntas mas o debut se segurou mais pelo EP ser inesperadamente muito sólido (ainda acho o melhor álbum pós-loona por servir mt pop-perfection) do que o single e acho q isso foi unânime dentro do fandom, então era só esperar que no próximo cb elas iam lançar uma Coloring ou Newtopia como single e tudo bem mas não foi isso que rolou… girl’s night é mais fácil na 1a ouvida mas até sensitive foi mais marcante e isso diz muito, e o álbum não chegou nem perto do que a curadoria delas entregou no 1o EP.
espero que TTYL dê muito certo pra elas se arriscarem mais e tomarem direção. todas elas parecem mais confiantes e tão começando a notar a gowon como uma performer bem enérgica e radiante.