Seguindo com a sequência de posts patrocinados no blog, temos um gostoso pix para fazer uma review do 1º EP solo da Sunmi, “Full Moon”, onde ela ainda era uma funcionária da JYP e ainda era uma ex-integrante do Wonder Girls antes de voltar para o Wonder Girls em 2015. Um EP que comemorou 10 anos nesse ano de 2024 e mostra uma imagem totalmente diferente do K-pop (E da própria Sunmi) atualmente, mas será que esse álbum é bom ou esse post será ofensivo o suficiente para alguma fanbase mais vanilla da Sunmi surtar com esse blogueiro novamente? Vamos descobrir agora:

Artista: Sunmi
Álbum: Full Moon
Lançamento: 17/02/2014
Gravadora: JYP Entertainment
Nota: 84/100
Olhando para tudo que a Sunmi fez fora da JYP, é evidente que ela e a empresa tinham visões diferentes para sua carreira solo. O Full Moon é um EP que tenta alcançar um lado mais sexy e disruptivo da Sunmi, explorando diferentes níveis da interpretação e timbre mais “atrevidos” que a Sunmi possui, ela compra a ideia e entrega diferentes expressões de sensualidade em cada música, desde os mais sentimentais até o mais safados. Porém, tudo que a Sunmi lançou depois disso vai para um lado de interpretação mais honesto com ela mesma, enquanto o que temos no Full Moon é uma personagem com a libido em dia e expressando que está com muito tesão. O que quero dizer é que esse 1º EP, dentro da discografia da Sunmi, soa deslocado: É um EP de conceito bem definido, explora bem esse lado mais sexy e dark que a Sunmi tem, mas não é um trabalho que ela lançaria se não tivesse a JYP direcionando a coisa toda.
“Full Moon” não tem a cara da Sunmi que conhecemos hoje, mas não impede a mesma de entregar um trabalho de qualidade ímpar. Cada música tem uma personalidade própria, características diferentes mas que fazem sentido para entregar um conjunto potente, intenso e que me prende do início ao fim. Todas as faixas (Até a fillerzinha de fim de álbum) possuem seu momento mais impactante e memorável que fazem a obra, como um todo, muito relevante. A JYP já mostrava um cuidado especial para criar projetos sólidos para o Wonder Girls, e esse EP reforça muito bem isso.
Individualmente, o Full Moon é muito forte. Como dito anteriormente, cada faixa tem uma personalidade e cores únicas, então ele acaba acertando diversos públicos sendo o tipo de EP que tem uma faixa favorita para todo mundo. Da faixa mais cadenciada até a piranhagem cheia de adrenalina, dos sons mais sentimentais até as fritações para descer até o chão. E diferente dos mini álbuns atuais que parecem playlists aleatórias atirando para todo lado, o Full Moon tem um fio condutor onde todas as músicas parecem ser de um único projeto. Coesão, conceito e aclamação, tudo em um único trabalho. Esse é o Full Moon.
Faixa a Faixa
O EP começa com a faixa título “Full Moon”, primeira (E acredito que única) colaboração do Brave Brothers com o JYP. 2014 era o ano da midtempo sensual, quem viveu aquele ano no K-pop sabe muito bem o que é e quem não viveu… Bem, pode ter uma ótima noção com “Full Moon”: Instrumental mais lento e com uma pegada sensual, vocais mais sussurrados/gemidos (Quem dava conta de gemer sensualmente fazia, pelo menos), uma produção que te leva para um bordel de luzes neon enquanto desce até o chão de calcinha para seduzir seu macho. Ouvir uma música assim em 2024 soa meio deslocado uma vez que as produções de K-pop (Femininas, pelo menos) se tornaram menos explicitamente sexy no geral, mas acho que isso faz “Full Moon” ser ainda mais deliciosa. A Sunmi entrega exatamente o que a música pede, é uma música com tesão exalando e o rap da Lena (Que até hoje não sei direito quem deveria ser) funciona adequadamente como ponto de contraste mais forte de “Full Moon”.
“24 Hours”, single de debut da Sunmi, traz a mesma pegada sexy mas de um jeito bem mais dramático. Dá para sentir o desespero em sentar na pica da Sunmi com essa interpretação intensa de uma letra cheia de tesão. Se “Full Moon” é algo mais óbvio se tratando do K-pop da época, “24 Hours” tem uma adrenalina especial, que dá vida e libido para quem ouve. E quando a música vira um tangozão…. uhh… chef’s kiss essa parte. Ainda é um dos melhores singles da carreira da Sunmi facilmente.
Começando com as b-tracks do álbum temos “burn”, que é farofão sem tirar nem pôr. Toda vez que toca essa música o oontz oontz já deixa minha mente mais leve e quente, e quando o batidão vai ganhando forma o viadinho moldado nos EDMs mais questionáveis que já hitaram na Jovem Pan fica ainda mais excitado. Vocês não tem noção do quanto que eu TRANSCENDI ouvindo essa música, e hoje em dia ainda acho um luxo do bom gosto de um bom farofão. Se a letra fosse um pouco mais explícita essa seria, basicamente, a Tô com o C* pegando fogo da Coreia. Já “Who Am I” volta com a pegada mais sexy mais cadenciada, mas num estilo rock com alguma pegada ali de trilha sonora de filme 007 que parece ser uma franquia muito querida na JYP (Temos um exemplo mais explícito disso em “Bond” da HA:TFELT). Gosto da guitarra mais rasgada, dos acordes sexy mais agressivos e da interpretação sempre on point de uma Sunmi sedenta por um amor. O rap da Yubin é bom também, mas meio que só existe na música mesmo.
“Time Is Up” começa a desacelerar o álbum e levá-lo para um lado mais sentimental, o que não é nada mal. O bom do “Full Moon” é que ele tem uma direção específica, então posso sentir essa energia mais sensual em cima desse R&B mais lento, suave e perfeito para ouvir deitado, com um climinha de dia chuvoso e uma garrafa de bebida barata na mão. A participação do Jackson tem a mesma questão da Yubin e Who Am I (Não é lá muito relevante para a música e está ali só para existir como dueto mesmo), mas não ofende nem diminui a qualidade do trabalho. Por fim temos “If That Was You” que é meio filler vai para um caminho de baladão no piano que não faz muito por mim mas, bem, quase todo álbum sente a necessidade de ter uma ballad mais vocal (Ainda mais em 2014), então não vamos condenar a existência dessa música. O resto do EP é muito bom, tá permitido ter um fillerzinho no piano aqui.
Concluindo…
Full Moon é um álbum com potencial para ser o início da carreira da artista mais sexy do mainstream coreano, um potencial que nunca veremos se concretizar pois a Sunmi está em uma outra vibe. De qualquer forma temos, por conta própria, um EP sólido e viciante, com música para todos os momentos e níveis que você estiver com tesão.
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ja vi a sunmi falar numa entrevista que era pra ser a yubin fazendo o rap em full moon, mas a jyp barrou e botou essa trainee aleatória aí… uma pena
A Lena era uma das meninas que ia debutar em 2015 num grupo chamado 6MIX da JYP junto com algumas do Twice e mais uma outra chinesa (?) lá que esqueci o nome, e essa participação em “Full Moon” era para já ir criando expectativa pro debut. Aí, por sabe-se lá qual motivo, a Lena saiu da JYP, aí o velhote criou o SIXTEEN, jogou as integrantes do restantes do 6MIX lá, quase todas debutaram no Twice, menos a chinesa, que logo depois se demitiu da gravadora e voltou pra China ou algo assim.
a mana fez uma carreira como atriz em séries no EUA, papéis menores e tals, só pra pagar as contas no fim do mês, o engraçado é q em td post dela no ig sempre tem comentário de gnt q já conhecia ela falando sobre o quão life changing foi esse rap dela em full moon e pessoas descobrindo q ela é a lena de full moon