Essa semana não tivemos nenhum álbum meio relevante para fazer review e ocupar o fim de semana desse blog, então vou ocupar com o que faço de melhor: Requentar coisa velha para as cacuras leitoras daqui *O*. Além disso, não é todo dia que acordo afim de aclamar com muito vigor algum trabalho do Girls Generation por aqui, então aproveitem esse dia de glória SONES, pois hoje é dia de falar do 1º álbum japonês do SNSD, que é facilmente um dos melhores trabalhos que um artista de K-pop já fez no Japão:

Artista: SNSD
Álbum: Girls Generation Japan 1st Album
Lançamento: 01/06/2011
Gravadora: NAYUTAWAVE Records/ Universal Music
Nota: 92/100
Pode parecer inacreditável em tempos onde ninguém realmente se importa com música japonesa dos faves coreanos, mas houve um tempo onde os grupos de K-pop realmente se preocupavam em lançar música boa no Japão, especialmente quando você PRECISAVA vender música boa para os japoneses e, posteriormente, sair em turnê para ganhar milhões de yen. O Girls’ Generation é o melhor exemplo disso: Ali em 2011 o grupo estava repleto de singles populares, ótimos, que exploravam muito bem a onda eletropop que o fim dos anos 2000 proporcionou, seja em conceitos mais fofos como Gee e Oh ou trabalhos mais potentes como Genie e Hoot, mas os álbuns mesmo eram bem dispensáveis, passeando entre o mediano e o medíocre. Mas então veio o 1º full album japonês, e o nível do SNSD mudou… e muito.
O 1st Japan Album encapsula todo o eletropop que deu certo nos comebacks coreanos e bota em uma tracklist para fazer sentido em um álbum japonês. Normalmente me incomoda versões japonesas de singles coreanos e nesse álbum temos QUATRO versões para me irritar, mas a preocupação em fazer um álbum que fizesse sentido com esses singles foi tanta que a maioria delas não me incomoda. Talvez “Gee” ainda soe deslocada em um álbum tão potente, eletrônico e opulente, mas a música em si é muito boa e nem faço muita questão de implicar com a presença dela aqui.
Outro trunfo desse álbum é o quanto o grupo permitiu explorar o autotune. Até mesmo em baladinhas como “Let It Rain” e “Born To Be a Lady” os vocais estão bem processados, e nas farofas isso fica ainda melhor. Não é um álbum imbatível nesse sentido (Pois temos a horrorosa “I’m In Love With a Hero” aqui), mas entrega muito bem a ideia futurista que esses números eletropop de virada de década costumavam ter (Se faz sentido com o Photoshoot do álbum? Não, mas quem se importa?). Esse primeiro álbum japonês do SNSD impressionou pelo fator surpresa, pois ninguém esperava um grupo tão polido entregando um som mais agressivo e imponente quanto esse, mas sem descaracterizar essa identidade mais delicada e girl next door que o grupo construiu com os anos.
No geral, o 1st Japan Album é brilhante nas diversas possibilidades que um álbum eletropop pode ser, desde números puramente eletrônicos como “Mr. Taxi”, “You Aholic” e “The Great Escape”, passando pela sequência mais girlcrush em “Run Devil Run” > “Bad Girl” > “Beautiful Stranger” e indo até as baladinhas. Praticamente tudo nesse álbum coloca o SNSD em outro nível, muito mais forte e brilhante que o que elas estavam entregando na Coreia. Se antes eu só fazia questão de ouvir os singles delas e não tinha interesse em ver o que enchia os álbuns/EPs, nesse álbum eu senti que elas foram ARTISTAS entregando uma experiência arrebatadora em seus mais de 40 minutos de duração. A sonoridade pode não ter envelhecido tão bem para alguns, mas o “1st Japan Album” ainda é fortíssimo para quem gosta de revisitar estilos de outras décadas ou simplesmente não superou os melhores eletropop da década passada.
Faixa a Faixa
O álbum começa com “Mr. Taxi”, 3º single e 1ª música inédita do SNSD no Japão. A música é total SM coded no sentido de ser um farofão eletropop com um engrish crocantíssimo que praticamente todos os grupos e artistas da SM tinham que lançar na Coreia (Tanto que a música virou single de relançamento na Coreia ainda em 2011), e foi uma ótima decisão lançar isso no Japão que, em 2011, vivia por um número assim. Dançante, autotunado, delicioso e com palavras em inglês que funcionam estando apenas ali, é uma ótima forma de abrir o álbum. Depois temos a versão japonesa de “Genie”, que não tem alterações relevantes de produção quanto a versão coreana mas se preocuparam em fazer uma letra japonesa que funcionasse (quase) tão bem quanto a coreana. É a mais bem feita das versões japonesas do álbum, e mantém muito bem o excelente nível do melhor single da carreira delas.
“You-Aholic” é basicamente o SNSD vivendo sua Nakata fantasy, sendo o tipo de farofão eletrônico futurista que o Nakata facilmente produziria para o Perfume ali em 2010/2011 (Com mais vocoder e sem nenhuma preocupação em parecer que tem vocais de verdade por trás) e mostrando que o grupo estava antenado nas tendências pop japonesas na hora de produzir esse álbum. Começando a sequência mais girlcrush temos a versão japonesa de “Run Devil Run”, que também não tem alterações muito relevantes além de um ou outro backing a mais, mas eu mesmo já não sou muito fã da música original. A versão japonesa ganha uns níveis a mais dentro da tracklist, sendo um pop mais potente e “sexy” que encaixa muito bem no álbum, mas não é como se eu fizesse questão de ouvir novamente.
As duas inéditas desse girl crush já são bem melhores: “Bad Girl” é a farofa potente de J-diva que alguma b-list da indústria tipo Meisa Kuroki lançaria como single para vender algum treco que ela é garota propaganda (Não conhece Meisa Kuroki? QUE VERGONHA, ouça o UNLOCKED e mude sua vida homossexual para sempre), mas caiu no colo do SNSD e ficou delicioso. Já “Beautiful Stranger” vai para um caminho mais “alarmante” de popzão extravagante e poderoso que Britney Spears lançaria ali depois que o Blackout mudou a música pop para sempre. Essa música eu acho que seria mais icônica se apelasse mais para o lado rockish servindo um número de patricinha goes punk gostosíssimo, mas o resultado final também é ótimo.
“I’m In Love With a HERO” é o que acredito que seja o momento onde tentaram fazer um SNSD mais fora da casinha com uma produção que brinca com sintetizadores, tem um desenvolvimento diferente e não explora tanto assim a vocal line do grupo, deixando a produção brilhar. A intenção é boa, só é uma pena que a música é uma bagunça e chega um momento que é somente um monte de barulhos eletrônicos sujando o álbum. Um miss dispensável que está no meio (literalmente) de tantos hits. Limpando os meus ouvidos temos “Let It Rain”, a 1ª música mais lenta e dramática do álbum onde o SNSD faz o que os fãs adoram: Jogar na cara que elas tinham vocalistas acima da média nos girlgroups de K-pop, especialmente no refrão e no final da música. E vocalmente é um trabalho maduro, que você sente a melancolia que as meninas passam em deixar a chuva cair.
A versão japonesa de “Gee” é algo que precisava estar no álbum (É o maior sucesso no geral e single japonês mais vendido delas), mas essa sonoridade muito girly, amistosa e fofa que a música tem destoa muito da potência que o álbum entrega no geral (Tanto antes quanto depois dessa música). Perdoável pois a música, por si só, é deliciosa, mas dificilmente algum sone prefira ouvir essa versão a coreana (Ainda mais pelo lyric japonês ser o menos efetivo das versões japonesas do grupo). A segunda metade do álbum caminhava para ser algo menos brilhante que a metade, mas “The Great Escape” surge dando VIDA para essa parte final do álbum com esse número eletropop hipnotizante de grande gostosa da época, sendo FÁCIL uma das melhores músicas da carreira do SNSD. Desde os versos com sintetizadores mais simples até o refrão ganhando uma melodia e harmonia mais atmosféricas, chegando na parte final onde os potentes vocais se aliam a toda essa sensação mágica que a música dá, simplesmente impecável.
A versão japonesa de “Hoot” é uma surpresa na tracklist já que nem foi single nem tinha indícios que ganharia alguma versão japonesa tão cedo (A escolha mais óbvia era “Oh!”, que virou single do 2º álbum japonês delas), mas é um número meio retrô e spyesque que deixou as trilhas de 007 em choque em qualquer versão. Por fim temos o SNSD gritando TRANS RIGHTS com o hino trans e ripoff da Demi Lovato “Born To Be A Lady”, uma baladinha de encore/fim de show lindíssima que deve ter arrancado lágrimas de emoção de qualquer sone que ouviu pela primeira vez (Não que sone não chore por qualquer coisa envolvendo as comadres, mas essa música é tocante mesmo). Uma coisa bem cafona, vocal coded e emotiva que toda baladinha japonesa entrega de MELHOR, sendo a melhor baladinha que o SNSD já fez.
Concluindo…
Não tem muito o que pensar se não que esse álbum é MUITO bom. Facilmente o melhor álbum da carreira do SNSD, um dos melhores trabalhos japoneses de artistas coreanos e um dos melhores álbuns eletropop no Japão. Não teve maneira melhor de cravar o nome do grupo como um dos principais da onda hallyu no Japão na época.
Os atos japoneses do SNSD sempre foram superiores aos coreanos. Esse primeiro álbum japonês do SNSD alterou a química do meu cérebro desde 2011 e eu ainda continuo aclamando várias faixas, se não a maioria. Tempos de ouro do SNSD.
Acho fofo a galera aí brigando por causa de Taeyeon e Jessica. É tipo aqueles idosos no asilo brigando por causa de dominó.
Im Love with a Hero, SOTY, amo a performance delas penduradas no último refrão.
The Great Escape HINO!
Nada como a mão da Universal ditando regras pq se fosse depender da SM seria only singles e um álbum cheio de filler com demos compradas a $0,79. Carreira no Japão essa que também não tão duradoura pq 3 anos depois elas caíram no escopo da bombária subsidiária EMI que enterrou as 9 dedos do Lula por lá com a última pá de cal sendo a saída da Jung e consequentemente elas morrendo na Cureia de 2015 pra frente.
Nem você acredita nisso!! Kkkk Muita gente apostava na queda definitiva do grupo após a saída da ex-backing vocal da Taeyeon e na realidade: Party #1, Lion Heart conseguindo 14 wins em music shows, quando ninguém mais esperava outro hit delas, Holiday Night sendo um dos melhores álbuns da discografia coreana e Forever 1 hitando em meio à quarta geração após cinco anos de hiato, sem contar que o nome e a marca SNSD se manteve muito bem na indústria, ao ponto das novas gerações reconhecerem a importância do grupo, algo que, diga-se de passagem, praticamente não acontece com os demais ggs da segunda geração. No fim, o SNSD seguiu vencendo ao seu modo e sem depender daquela que não deve ser mais nomeada.
Realidade: as 9 dedos do lula após se tornarem 8 marquesas do velho sooman morreram com o nascimento da terceira geração e os safados dos sones deixaram de fingir que algum dia se importaram com as outras integrantes e migraram de vez pra ser only cuyeon, não a toa todas as integrante que se aventuraram solo foram fracasso e chacotas só a cuyeon eles manteram o auxílio emergencial. com sorte em 2027 elas decidem fingir que de toleram de novo pra bancarem mais uma tidinhagem de aniversário de 20 anos de grupo.
Pode sair do fake, Cussica. Já te achamos!!!!!!! 🫢
A discografia japonesa do girl’s generation é perfeita, “Reflection”, “Do the Catwalk”, “Flower Power”, e a perfeita “KARMA BUTTERFLY”, pena que para mim a discografia coreana não tem nenhuma música tão memorável além das titles, talvez “Bump It” ou “Green Light”, as diamantes de 8 lados são divas, e nunca existirá um grupo como elas, se as suas faves podem se dar o luxo de debutarem mesmo sem talento é graças as Divine 8, ouviram fearnots?
aff, tu ainda é OT8??
Imagine ser ot9 depois do Shine…
Senhora? Existem inúmeras b-sides coreanas memoráveis na carreira do grupo que você até consegue montar um full álbum duplo com elas: Beginning, Way to Go, Trick, Express 999, Check, One Last Time, Fan, Lucky Like That, Closer etc. (só pra citar as mais expressivas). Infelizmente, empurraram essa narrativa de que o grupo não possui boas músicas coreanas além das titles porque precisavam de alguma coisa para criticar em relação ao “gg perfeitinho”.
Eu amava Check antes, agora eu não consigo ouvir 5 segundos, deixei de gostar totalmente, ouvi muito o Lion Heart e agora não consigo ouvir nada dele.
Eu amo One Last time delas. Maravilhosa
Holiday Night me dá sono…. Nunca gostei desse álbum
Nossa, eu amo e acho um dos mais coesos e redondinhos delas. Agora se você sente que te dá sono, fico imaginando que acaba dormindo na metade de algum álbum solo da Taeyeon, porque geralmente ali tem verdadeiros soníferos kk
Pior que não, minhas músicas favoritas dela são justamente os soníferos, como ela grita bastante em algum momento sempre dá um sustinho, acho que o único álbum coreano que eu gostei pelo menos em algum momento do Snsd foi o Lion Heart.