6 meses do ano já passaram, e a tradição dos sites de cultura pop (Especialmente musicais) de fazer lista de melhores trabalhos do 1º semestre do ano. E como esse blog adora uma trend para aumentar o seu público e divulgar músicas que provavelmente nenhum dos leitores escutou na vida, chegou a hora do Pop Asiático.jpg postar a lista das 10 melhores músicas do ano de 2025 no Asian Pop até aqui. E como o K-pop está mais esquecível do que nunca esse ano, esse top 10 tem de tudo: Japão, Tailândia, Taiwan, Indonésia… Até mesmo um HOMEM que conseguiu a façanha de ficar no topo dessa lista. Quem será o moreno misterioso que fez o impossível e estampa a capa desse post? Descubra agora:
10º lugar — fromis_9 – Like You Better
Ai que saudade que estava de um synthpop coreano pronto para ser o sucessor do EMOTION da Carly Rae Jepsen, e o fromis_9 não só nos entrega essa referência como vai fundo nos sintetizadores mais coloridos e emocionantes, junto com vocais adoráveis e calorosos que aquecem qualquer inverno brasileiro e brilham em qualquer verão coreano. “Like You Better” é puro carisma, e quando elas sobem o tom para cantar o refrão eu canto e grito junto com elas aqui em casa. “Like You Better” é uma das melhores músicas do K-pop esse ano, e o meu single favorito da carreira do fromis_9.
9º lugar — SAAY – Mood
A SAAY é uma gata que merece reconhecimento como uma das melhores representantes do R&B na Coreia, e “Mood” é um grande exemplo de como o trabalho dela é potente e com uma visão única. “Mood” é uma música sexy, desperta instintos selvagens e libidinosos a cada batida/verso da SAAY, não é recheada de sintetizadores mas explora muito bem cada um deles com o ritmo cadenciado e a performance provocante da cantora. E eu quase tenho um orgasmo quando o synth mais agudo surge de forma inesperada e essencial, deixando “Mood” ainda mais memorável. Talvez eu devesse dar mais atenção para a diva nesse blog, mas “Mood” é fácil uma das minhas músicas favoritas dela.
8º lugar — KT KRATAE – Too Good For You
A grande vantagem de esbarrar em pops de indústrias mais periféricas da Ásia é que as artistas não têm medo de fazer pop de gostosa para gostosa. Daí temos coisas como “Too Good For You” da tailandesa KT KRATAE que passa 3 minutos cantando que é boazuda demais para VOCÊ em cima do batidão pop mais rebolativo e crocante dos anos 2000. “Too Good For You” é aquele tipo de faixa exibicionista e bem humorada que brilha com o batidão potente servindo de refrão enquanto o nome da música é repetido de forma deliciosamente intimidadora. É como reviver os pops mais rampeiros de girlgroups do Reino Unido nos anos 2000, mas com uma lutadora de Muay Thai tailandesa no lugar. Uma delícia de música.
7º lugar — Galchanie – Baby Tee
“Baby Tee” da Galchanie vai por um caminho oposto ao da KT KRATAE, mais suave vocalmente e com um instrumental R&B cintilante e cadenciado, entregando o mesmo resultado de pop de grande gostosa mas de um jeito totalmente diferente, mais “inocente” e provocativo de gostosas que sabem que ficam gostosas de shortinho. Gosto muito de como “Baby Tee” é assumidamente atrevida, deixando aquele gostinho de quero mais quando ela canta que está super disponível para VOCÊ num pique meio “PinkPantheress se fosse mais piranhona”, e isso é muito bom. Essa menina sabe que tem o MOLHO e quer que você um pouco disso com esse icônico single.
6º lugar — Kim Wan Sun, Seulgi – Lucky
“Lucky” tem simplesmente a pioneira do K-pop nos anos 80 Kim Wan Sun nos vocais, o velho mais anos 80 do K-pop JYP assinando a produção e a Seulgi, que não achei nada para referenciar com os anos 80 mas é muito fã da Kim Wan Sun. Ou seja, não esperava menos que uma safadíssima e gloriosa homenagem ao synthpop oitentista, despertando uma nostalgia de tempos que eu sequer vivi mas finjo que vivi enquanto toro a playlist de melhores jams dos anos 80 na hora de limpar a casa. E eu gosto muito da voz mais madura e elegante da Kim Wan Sun, o timbre foge um pouco do padrão vocal no K-pop em qualquer era e tem mais honestidade rolando aqui, como se ela soubesse fazer a melhor performance de 1988 cantando uma música totalmente inspirada no ano de 1988. É retrô, é algo que a sua mãe falaria que é hino, e é o meu 2º K-pop favorito até aqui.
5º lugar — Yeji – Air
Eu definitivamente não esperava que o ITZY seria o meu girlgroup favorito do ano a essa altura do campeonato, mas o debut solo da Yeji com “Air” já mostrava que as moninhas tiraram o ano para surpreender. “Air” traz o pop eletrônico meio Charli XCX para o lado da Yeji mas não tenta apenas seguir a onda “BRAT” 100% e buscando um estilo mais coerente, limpo e pop (Muito do instrumental de “Air” me lembra “Gone” da Charli com Christine And The Queens). E os sintetizadores mais cintilantes e coloridos que o refrão ganha são mágicos, cumprindo o papel de dar uma identidade e fazendo pensar em “Air” como uma música da Yeji, assim como o vocal mais imponente da Yeji e a guitarra ganhando brilho no final da música. “Air” é o sopro vibrante, intenso e dançante que o K-pop precisa ter (Mas a Coreia não parece mais ligar muito).
4º lugar — Nao Kawamura – Hologram
“Hologram” é a música que mais “morou na minha mente”. Não é uma música que eu escuto sempre, mas é algo que senti necessidade de ouvir quando sentia a necessidade de esvaziar a minha mente, precisando de um som mais relax para acompanhar um belo e moral drink alcóolico depois de um dia de trabalho. “Hologram” é aquele tipo de música vibin’ que não muda exatamente a minha vida num primeiro momento, mas faz TANTO sentido que eu quero ouvir de novo… e de novo… e de novo até perceber que estou obcecado nessa diva. A aura disco de música de fundo de bar hipster é um LUXO, a voz dessa mulher é exótica de um jeito tão bom e tão “diva japonesa que não se preocupa em ter uma voz polida” e eu me sinto na paz com o quão tranquilo e envolvente esse trabalho é. Extremamente COOL.
3º lugar — no na – Superstitious
O que torna “superstitious” diferente do geral é que o no na resgata a essência oitentista do synthpop (Entusiastas do “REBOOT” do Wonder Girls entenderão a magia que elas criaram com esse single) sem ser, exatamente, uma homenagem ao pop dos anos 80 (Comparem com “Lucky” desse mesmo post, que é muito mais nostálgica nesse sentido). “superstitious” é pensado e executado como algo moderno, dançante e sexy, trabalhando com vocais doces e quentes que acompanham a intensidade do instrumental com perfeição. E a desaceleração no final é primorosa, inesperada e de um requinte ímpar. Como grande apreciador de synthpops no mundo, “superstitious” é o melhor que esse estilo entregou no ano de 2025.
2º lugar — Jolin Tsai – Pleasure
Jolin Tsai está de volta mais diferente do que nunca e tão boa quanto sempre. Eu sempre viverei por uma fritação homossexual agressiva e potente, que é uma definição perfeita para “Pleasure”. E, ao mesmo tempo que a música soa familiar e confortável para a Jolin por sua aura instigante e melodia elegante, “Pleasure” traz o batidão mais sujo e grave em seu ápice (Na caixa de som essa música é simplesmente orgasmática), com a cantora servindo como um demônio pronto para liberar seus prazeres proibidos. É incrível como Jolinzão se esforça em entregar trabalhos emblemáticos para liderar seus comebacks, e é um prazer ter Jolin Tsai de volta com esse hino.
1º lugar — Fujii Kaze – Hachiko
O tempo né, Sueli. Eu nunca pensei que colocaria uma música masculina como a música do ano enquanto estivesse vivo como blogueiro de pop asiático, e aqui estou dando essa glória para “Hachiko” do Fujii Kaze. Ok que estamos no meio do ano, mas acho difícil alguém superar a beleza, graciosidade e ternura que o Kaze botou nessa música. Como é que pode uma simples música sobre amar o seu fiel cachorro significar TANTA coisa e despertar TANTOS sentimentos bons ouvindo? “Hachiko” me faz transcender em uma pista de dança imaginária tanto pela produção dance impecável quanto pela performance do Fujii Kaze que é reconfortante e apaixonante. Eu só queria dar um abraço nele enquanto ele canta essa música para mim, e sinto que é isso que a música quer buscar. “Hachiko” é a minha música favorita de 2025 até agora, e acho difícil alguém tirar esse posto dela no 2º semestre.
Meu top 5
5. Like you better
4. Superstitious
3. TILT
2. Shoot
1. Golden
Golden? Aquele troço histérico do filme horrível da netflix? Lucas Souza, venha já aqui…
Me poupe, você já sabe que eu amo uma gritaria.
Perdeu totalmente a credibilidade por não colocar Stunner nesse top. Nem sequer uma menção honrosa ao melhor da black music asiática, o Ruby, da Jennie…
huahuahuahuahua, a With an IE quase entrou, mas foi cortada na peneira
…teve um comeback da Jolin esse ano? Caceta
A fodona indo pro 2º single do novo álbum e você dormindo
Vi pela primeira vez o clipe de Pleasure nesse post e meu deus, que coisa linda. Me lembrou do clipe de Alejandro da Gaga e Paradise Lost da Gain, Jolin realmente serviu nessa.
Chocado que “STRESS” da Chungha ficou out do seu top10.
Mas o Fuji Kaze é meio bicha (literalmente, já que gosta de homens também kk) então ele é 1/4 mulher. Faz sentido o rei estar no topo.
A surra na preguiçosa da Utada.